E os casos de «boa-vida» continuam nos governantes de Montenegro.
O último caso conhecido é o de uma secretária de estado do ensino superior, e logo do ministério do Alexandre.
A Secretária de Estado em causa, Cláudia Sarrico, declarou à Entidade para a Transparência um apartamento T2 no 16.º arrondissement de Paris, com valor patrimonial de 1,1 milhão de euros, e é proprietária de um T4 em Aveiro, com valor patrimonial de 140 435 euros, e de um T1 em Braga, avaliado patrimonialmente em 25 128 euros. Segundo a declaração à Entidade para a Transparência, recebeu em 2024 rendimentos patrimoniais dos dois imóveis no valor de 7 354 euros.
Quanto ao T2 de Paris, dizer que a secretária não divulgou se detém a casa na totalidade ou em conjunto com o marido, Julian Tice, analista da OCDE em Paris há cerca de dez anos.
Mas o que se sabe é que a Sarrico pediu e foi-lhe concedido subsídio de alojamento.
Percebeste, Rosário Ramalho?
Mas há mais, mas que não falas, Rosário Ramalho. Só falas dos pobres.
Toma nota, Rosário.
Há quatro governantes que recebem o apoio de alojamento, apesar de terem património imobiliário na capital.
VERGONHOSO.
Eu digo-te quem são:
José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar,
Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços;
Álvaro Castelo Branco, secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional;
Salvador Malheiro, secretário de Estado das Pescas e do Mar.
Mas a rebaldaria ainda é maior, dona Rosário. Mas dessa não falas.
Há ministros que, para além do vencimento, benesses várias e os tais apoios à renda, ainda solicitaram subsídio de reintegração profissional e ficaram com mais 4 065 euros por mês.
Um deles é o Sarmento.
Mas destes nem pias.
Só falas dos pobres que detestas.
Será que os portugueses já deram conta de que pagam a quem tem rendimentos muito superiores aos seus? Que são chamados de acéfalos quando vos dizem que a vossa vida está a melhorar?
Lembro-me de que o primeiro presidente da República Portuguesa eleito, Manuel de Arriaga, pagava do próprio bolso a renda da casa onde morava e instalou os seus serviços, bem como o mobiliário e as deslocações com o seu próprio dinheiro. Ainda não havia palácio algum.
No tempo em que ser político era uma missão e não uma profissão.
