A "negociata" das fragatas compradas à Itália.
Não vou seguir o argumento de um arruaceiro, longe disso.
Vou apenas questionar e cada um fará o seu julgamento, mas sempre com uma condição: sine qua non — todos, mas mesmo todos os documentos devem ser do domínio público.
Só assim haverá a tal transparência que muita canalha diz não conhecer o seu significado.
É só estudarem.
Para nós, há três grandes questões que continuam a marcar o negócio:
- o preço final das fragatas;
- a diferença em relação ao valor pago pela Marinha italiana por navios muito semelhantes;
- e a controvérsia sobre a eventual existência de intermediários ou comissões.
Os portugueses têm o direito de conhecer as respostas sérias a estas três questões.
Mentiras, não.
Esclareçam para que os portugueses percebam com exatidão como foi feito o negócio.
Até lá, o secretismo adensa vergonhosamente o negócio.
É que gato escaldado de água fria tem medo.
E agora, como no tempo dos submarinos, de triste memória, há sempre água.
Mau agouro.
