sexta-feira, agosto 14, 2026

O vento

A Polícia Judiciária vai mudando de opinião consoante o vento.
Ontem diziam que não dispunham de quaisquer indícios que apontassem para obras feitas na casa do diretor financeiro daquela instituição.
Eis que, face a novos testemunhos e imagens recolhidos na Charneca da Caparica, levaram a Polícia Judiciária a admitir que está disponível para avaliar elementos relacionados com alegados trabalhos realizados na residência de Álvaro Pires, diretor financeiro da Polícia Judiciária.
Testemunhos e imagens?
E desta vez não deram a conhecer tais prenúncios aos «amigos» dos canais de lixo e pasquins? Estranho, muito estranho.
E nem fretaram um avião para transportar um número elevado de inspetores, como no «passeio» à Madeira?
Demasiado perto!
É que, no momento em que se vai vivendo na instituição, não interessa impressionar, digo eu.
Dizem que há imagens de uma carrinha da Construbarcelos estacionada nas imediações da casa do dirigente, além de relatos de moradores que dizem ter visto operários, materiais de construção e atividade no local durante vários meses.
É conclusivo de alguma coisa? NADA.
Tudo depois da Polícia Judiciária e do senhor diretor financeiro, de nome Álvaro Pires, terem rejeitado a existência de obras na casa da excelência.
O que se vai lendo e ouvindo é que a Construbarcelos, ligada ao empreiteiro João Santos Carvalho, terá celebrado 17 contratos com a Polícia Judiciária, num valor global superior a dois milhões de euros.
Haverá provas?
Já se duvida de tudo para bem dos do costume, obviamente.