sábado, agosto 08, 2026

A revolta é enorme.

Ouvir uma elite escabrosa, ranhosa dizer que os portugueses estão a viver melhor é ultrajante.

Mentirosos.

Esta reportagem dos deserdados da sociedade, a recolher garrafas e latas para depositar no sistema Volta e encher um pouco a carteira, é sinónimo de que a vida dos portugueses está a piorar dia após dia.

Ao ler a notícia, ocorreu-me uma imagem que não esqueço.

No Parque Urbano do Rio Diz, de manhã bem cedo, após a noitada da festa, um cidadão abria os contentores à procura de latas e garrafas.

Aqui na Guarda, note-se.

Uns míseros 10 cêntimos que ajudam os deserdados, os "ninguém" desta vida.

Na reportagem diz-se que “agora anda muita gente a apanhar. As raparigas da faxina vão ao lixo, tiram as garrafas, os seguranças, até os varredores de rua já andam com dois sacos, um só para as garrafas. Está tudo a aderir. Isto é um suplemento muito grande para a vida das pessoas”.

Tal modo é um suplemento ao qual, em algumas cidades, já há muito cidadão a recorrer ao expediente.

Estamos melhor?

Quem?

Tu mais a laia parasitária?

Pois, com toda a certeza.

E a agiotagem "ganhou" mais de meio milhão de euros por hora nos primeiros 6 meses do ano.

E ainda lhes perdoam dívidas.

Gatunagem.

Revolto-me. 

Não me calo, nem me calarei.