quarta-feira, maio 27, 2026

A crónica proibida

 

A Crónica que costumo publicar em “O Interior” foi cancelada neste último mês de maio.
Concretamente, devido às seguintes frases:
«Pela consulta dos documentos da IGAS percebe-se que a senhora faltou à verdade nas declarações que prestou, em mais do que uma ocasião. A saber, quando disse algo parecido com desconhecer a existência de um determinado protocolo e que teria sido alheia ao procedimento, tendo-se depois constatado que ela afinal até o tinha assinado! E quando afirmou, ipsis verbis, que “sempre foi paga pela ULS”, quando depois se apurou que afinal fora a autarquia a suportar esses ordenados.
Para além das muitas questões que tudo isto suscita, nomeadamente no que concerne à forma desavergonhada como estas coisas se fazem quando convém, com alguém a confessar até mais ou menos numa Assembleia Municipal que “só se fez assim para se contornar a lei”, importa determo-nos nesta parte em que alguém se recusa a dizer a verdade a uma entidade superior, quando era isso mesmo que deveria ter feito.»
Referia-me nessas frases aos indícios muito fortes da prática de crimes de fraude pelos quais está a ser investigada a presidente do CA da ULS da Guarda e à posição assumida por alguém da autarquia.
Ora, alguém se “encolheu” com o alcance destas frases e ficou sem vontade de que a crónica fosse publicada com elas...
Deixo abaixo três fotos.
Duas de trechos do Relatório que a IGAS produziu acerca do assunto.
Outra, de um trecho reprodutivo daquilo que foi efetivamente dito na Assembleia Municipal em causa.
Pessoalmente, não acredito nas teses que já me foram veiculadas de que “o Interior” está simplesmente vendido a certas dependências relacionadas com o triângulo “O Interior”-“Rádio Altitude”-“ULS da Guarda”.
Mas que cada um julgue por si.
Não voltarei a colaborar com “O Interior”.
Boas leituras a todos! 
 
 


 

 

Notícias da feira

Mas alguém estranha tal ou tais notícias em Portugal de vampiros?
Para vender os pasquins?
Para "prova de vida" de certas instituições?
É que nenhum, mas mesmo nenhum caso destes ou outros similares vão sequer à barra do tribunal.
E quando, por um descuido ou por conveniências de múltipla natureza lá vão parar, sucedem-se os recursos, acusações de incompetência a todos os níveis, investigação, processos mal conduzidos, atrasos vários e acusações mútuas, a peixeirada do costume, ainda o contribuinte tem de pagar indemnizações, e ser enxovalhado por alimentar a novela.
No final uma medalha ou quiçá a Grande Ordem da Cruz que todos transportamos desde o tempo do corneteiro do Afonso Henriques. Deixem-se de novelas de faca e alguidar.
 

 

O país destruído e sem solução.

 

Quase cinco meses após a tragédia provocada pelas tempestades o país continua em sofrimento.
Anúncio de promessas não faltaram. O habitual em Portugal.
Houve 19 mortes, destruição de primeiras habitações, estruturas de abastecimento de água destruídas, falta de energia e de comunicações, com consequências graves em portos, hospitais, escolas, património e na atividade económica e, principalmente, na vida do povo.
Vendedores de ilusões, contorcionistas e malabaristas não faltaram.
Podem anunciar velhos planos, já falhados em alturas semelhantes, podem realizar conferências, palestras e debates que a miséria continua e o desprezo pelas populações é total.
Agora até a velha e caduca Presidência Aberta voltou.
Precisamos de ação e não de contadores de histórias e de números que só iludem, mas nada resolvem.
A incompetência é total.
A comunicação social cala e consente. Bajula.
A população assiste atónita ao saque e desvio dos apoios, todos eles.
Criaram a Estrutura de Missão!
Missão de quê e para quê?
Resultados? Apenas de anúncios quer dos montantes em prejuízos, quer dos apoios necessários. Qualquer folha de cálculo o faria sem grandes gastos.
Incompetência apenas.
Não haverá recuperação de tudo o que foi destruído e pior, muito pior, não haverá competência, engenho e arte, para sequer mitigar futuros desastres.
Entregues à fatalidade.
 

 

Diretiva europeia impõe novas obrigações às empresas e novos direitos aos trabalhadores - Parte IV

E agora os alçapões que qualquer diretiva europeia, nomeadamente, mas também a legislação portuguesa sempre contém para salvar a quadrilha exploradora.
Se os relatórios revelarem diferenças salariais médias iguais ou superiores a 5% entre homens e mulheres e essas diferenças não forem justificadas por critérios objetivos, a empresa poderá ser obrigada a realizar uma auditoria interna.
Mas que "auditoria"?
Primeiro alçapão. Conhecendo nós como funcionam certas instituições de fiscalização imagine-se o resultado dessas auditorias. Um bluff!
E dizem mais os tecnocratas imbecis de Bruxelas...
"Caso não sejam corrigidas no prazo de seis meses, as discrepâncias poderão dar origem a medidas corretivas e sanções.
Em caso de incumprimento, os trabalhadores poderão ainda reclamar indemnizações ou compensações, estando previstas coimas para as entidades empregadoras."
Em Portugal indemnizações aos trabalhadores? Sois uns acéfalos.
Lembrar que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já tem, suavemente e a pedido dos poderes, reforçando (??) a fiscalização (??) nesta área, tendo notificado milhares de empresas. Mas, e há sempre um, mas, o número de sanções aplicadas permanece reduzido face ao volume de irregularidades identificadas.
Tudo dito.
Palmadinhas nas costas e uma "bacalhauzada" no fim com direito a muito azeite. O mesmo de sempre e amigos para sempre.
Quem se trama é o trabalhador.
Quanto à transposição da diretiva nem preciso de acrescentar nada. Já sobre a aplicação da mesma, quando for transposta, se é que alguma vez o será, há diferentes fases consoante a dimensão das empresas e vão desde 2026 a 2031.
Ou seja, a perder de vista!
E, lembrar que diretiva dos impostores e fingidores tecnocratas de Bruxelas salientam que "as empresas com menos de 100 trabalhadores poderão também ser abrangidas, dependendo de futuras decisões de transposição nacional."
Preciso de dizer mais alguma coisa?
A proteção do patronato é total.
Transparência? O que é isso?
 

 

Diretiva europeia impõe novas obrigações às empresas e novos direitos aos trabalhadores - Parte III

A diretiva introduz também novas exigências na gestão de carreiras e progressões salariais. As empresas passam a ter de justificar de forma objetiva eventuais diferenças de remuneração entre trabalhadores que desempenhem funções semelhantes.
Critérios como antiguidade, desempenho ou competências passam a ter de ser explicitados e aplicados de forma consistente, deixando de ser possível a definição salarial “caso a caso” sem fundamentação clara.
Outro ponto central é a proibição de cláusulas contratuais que impeçam trabalhadores de falar sobre os seus salários, reforçando o princípio da transparência interna.
(Continua).
 

 

Diretiva europeia impõe novas obrigações às empresas e novos direitos aos trabalhadores - Parte II

 

Uma das alterações mais visíveis acontecerá logo na fase de recrutamento. Todas as empresas, independentemente da dimensão, passam a ser obrigadas a indicar nos anúncios de emprego o salário ou, pelo menos, um intervalo salarial associado à função.
Ao mesmo tempo, os empregadores deixam de poder questionar os candidatos sobre o histórico salarial — seja o salário atual ou anteriores — uma medida que visa impedir a perpetuação de desigualdades herdadas de empregos anteriores.
As empresas terão ainda de disponibilizar informação sobre os níveis remuneratórios internos, permitindo maior clareza sobre a estrutura salarial praticada.
Transparência. Percebido?
Mas há mais...
Dentro das organizações, a mudança é igualmente significativa. Os empregadores passam a ter de divulgar informação agregada sobre disparidades salariais entre homens e mulheres que desempenhem funções equivalentes.
Isto inclui relatórios com médias salariais por género e dados sobre a proporção de trabalhadores e trabalhadoras em diferentes escalões remuneratórios.
Os trabalhadores passam também a ter o direito de solicitar, por escrito, informação sobre os níveis de remuneração praticados na sua categoria profissional. Essa remuneração não se limita ao salário base, incluindo também bónus, subsídios, prémios e horas extraordinárias.
Mas como há que agradar ao patronato e aos lambe botas, há limites.
"As empresas não serão obrigadas a revelar salários individuais, mas sim valores médios ou medianos, garantindo anonimato e proteção de dados pessoais.".
Percebido.
A tal transparência tem limites, obviamente, num regime capitalista liberal.
Caso um trabalhador solicite essa informação, a empresa terá de responder num prazo máximo de dois meses e deverá ainda informar anualmente todos os funcionários sobre esse direito.
(Continua).
 

 

Diretiva europeia impõe novas obrigações às empresas e novos direitos aos trabalhadores - Parte I

Para não tornar a publicação muito extensa, já sei que há poucos que a leem vou fazer várias publicações sobre o tema.
Pode ser que se interessem pelo assunto.
Quando surge no horizonte uma diretiva europeia contra os trabalhadores, os partidos da direita e extrema-direita apressam-se a apresentar propostas e mais propostas para a transpor para a legislação portuguesa. Quando os interesses visados são direitos do povo, há casos que preferem pagar multas e mais multas, os cidadãos é que as pagam, obviamente! Mas legislação transposta nem a vês.
Agora surgiu uma diretiva europeia sobre transparência salarial. Para os eunucos que não sabem o que é transparência, e neste caso salarial eu resumo. Já que de resumos gostam eles. O estudo é mais facilitado para quem é idiota.
Começar por dizer que a partir de 7 de junho, entra em contagem decrescente uma das mudanças mais profundas na forma como as empresas comunicam remunerações e estruturam políticas salariais na União Europeia.
A diretiva europeia da transparência salarial (ainda por transpor para a legislação portuguesa, mas querem aprovar o pacote laboral) promete transformar o acesso à informação sobre salários, impondo novas obrigações às empresas e novos direitos aos trabalhadores.
O objetivo central da diretiva é reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres e reforçar o princípio de salário igual para trabalho igual ou de valor equivalente, mediante maior transparência e mecanismos de fiscalização mais apertados.
Novamente a transparência. Agora é ir aprender o que é transparência.
(Continua).
 

 

terça-feira, maio 26, 2026

E o ridículo volta a acontecer na Guarda.

Imagine-se uma paragem de autocarro a ser invadida por agentes da polícia a fazerem controlo dos automobilistas, teste de álcool e os utentes se quiserem entrar para o autocarro têm de ir para a estrada correndo os perigos que se podem imaginar.
Isto aconteceu na Guarda.
Ordens do senhor ministro de Administração Interna ou do seu amigo presidente da edilidade?
 

 




Isto é política da taberna.

 

Desenhada com uma mini na mão, um tremoço na boca e o lápis na orelha para pensar melhor, acrescento eu.
 

 

Falsa aprendizagem

 

No Brasil como na maioria dos países onde há processo de aprendizagem tudo está a mudar. As universidades vão ser apenas para as elites e o ensino médio e técnico para os pobres. Educar e formar cidadãos com baixa qualidade para ser a mão de obra barata que os empresários tanto desejam.
É só perceber.
 

 

Haja alguém que diga a verdade.

O economista e professor universitário Ricardo Nuno Ferreira Paes Mamede desmascara a política do governo não sufragada pelo povo português e desmonta as teorias liberais do pacote laboral.
 

 

Mas quereis enganar quem?

 

"Ao mesmo tempo que encerram urgências e valências hospitalares que fazem falta às populações, dão-se ao desplante de inaugurar hospitais privados. Induzem escassez de resposta no SNS (geral, universal, tendencialmente gratuito, segundo a Constituição), para viabilizar o negócio."
 

 

Escolhas certas

 

Enquanto o Estado financia Chic-Nics, 301 mil crianças estão em estado de pobreza em Portugal, dados de 2024.
A desigualdade começa na infância, quando negamos a uma criança o direito a almoçar, a aprender a nadar ou a ir a uma visita de estudo.
Precisamos de universalizar o Estado social. Refeições gratuitas nas escolas. Visitas de estudo gratuitas. Sem burocracias, sem provas de carência, sem esmolas.
E o dinheiro?
Acabar com isenções fiscais para não residentes.
Acabar com subsídios absurdos.
Acabar com as despesas de representação, todas elas. Que gastem o dinheiro que lhes é dado pelo lugar que ocupam.
Acabar com um Estado que funciona como banco para empresas privadas.
Acabar com um Estado que apoia o desporto profissional todo ele e o encapotado.
Abolir as propinas custaria 300 milhões, exatamente o mesmo que custou a baixa de IRC.
Tudo isto são escolhas. E é preciso começar a tomar a escolhas certas.
 

 

Aprendizagem de ouvido.

 

Tesourinhos da Assembleia Municipal da Guarda, 29 de abril de 2026 - aprendizagem de ouvido.
O senhor presidente da câmara da Guarda, a cada intervenção vai a revelar como fez e faz a sua aprendizagem, pelo canal auditivo.
Ouviu, aquando das inundações em Coimbra falar do «bazófias», como sendo um epíteto atribuído ao rio Mondego, seco no verão e com muita água no inverno. Vai daí chamou ao rio «o nosso bazófias»!
Senhor presidente no «alto» Mondego não se usa tal epíteto. É termo coimbrão.
O senhor faz lembrar aqueles músicos que não sabendo uma única nota musical aprendem uma melodia pelo ouvido e quando algo falha é desafinação por completo.
Por cá, chama-se rio Mondego.
Bazófias? Vá ao "Mondeguinho" e veja se há alguma semelhança com a caraterização dada em Coimbra.
"Sapateiro não vás além da sandália"!