domingo, junho 14, 2026

Entretem-te

O futebol é o melhor remédio para a elite vos intrujar.
Ontem, todos os canais de lixo públicos, generalistas e idiotas transmitiram um treino da seleção dos amigos do outro, que é amigo do pedófilo.
Um nojo.
Lembro-me do Zé Mário Branco e do FMI.

O respeitinho é muito lindo
E nós somos um povo de respeito, né filho?
Nós somos um povo de respeitinho muito lindo

Saímos à rua de cravo na mão
Sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão
A horas certas, né filho?

Estás desiludido com as promessas de Abril, né?
As conquistas de Abril!
Eram só paleio a partir do momento
Que 'tás começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho?

E tu fizeste como o avestruz
Enfiaste a cabeça na areia
Não é nada comigo, não é nada comigo, né?
E os da frente que se lixem

E é por isso que a tua solução é não ver
É não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada
Precisas de paz de consciência
Não andas aqui a brincar, né filho?



"Deixem o Sérgio Costa trabalhar"!

"Deixem o Sérgio Costa trabalhar"!
Ahahahah!
Papagaios e macacos de imitação não faltam na Câmara da Guarda.
Lisboa tem os patéticos casamentos de Santo António.
Cá pela Guarda, imitação completa, vai haver festança dos "50 anos de casados":
O feudo no seu pior.
Será que vamos ter acesso ao custo real da festança?
Duvida-se.



Poder local?

Ontem o Canal NOW deu a conhecer aos portugueses a situação de terror, feudalismo e sobranceria que se vive na Câmara Municipal da Guarda, por meio do célebre caso Gisela Valente.
Uma funcionária alvo de assédio moral por outra funcionária, na altura ambas desempenhando funções no SMAS da Guarda.
Tudo devidamente explicado pela vítima é só ver e ouvir.
Como importa também ver e ouvir a forma como o atual presidente da Câmara da Guarda não responde às perguntas da jornalista.
Mas o melhor estava reservado para o final, na voz do doutor Pedro Proença, que, sem arcas encoiradas, explicou de forma clara e objetiva o que levou o então presidente de Administração do SMAS, vereador de Álvaro Amaro, e agora presidente eleito, Sérgio Costa, a não cumprir as decisões judiciais que condenaram a funcionária, Luísa Santos. A «dona» dos serviços camarários, Luísa Santos, foi indigitada para fazer parte de um júri que iria "avaliar a entrada" da mulher do presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, para funcionária da edilidade. Concurso, entretanto, cancelado devido à muita celeuma que levantou.
"Deixem trabalhar o Sérgio!" 
"Faça o seu trabalho que eu faço o meu!".
"Veja o "Youtube" que está lá tudo!".
"Respeite os seus colegas e deixe-os colocar as questões que quiserem!"
Foram as únicas explicações de Sérgio Costa.
Gostei particularmente da parte em que o doutor Pedro Proença se referiu à ação do Ministério Público neste caso e à pouca ou nenhuma frontalidade da oposição.
É o que temos e o que os tachos obrigam, doutor.
Quanto ao Ministério Público, resta saber se não lhe interessa saber como uma entidade pública, a Câmara da Guarda, pagou todos os custos judiciais e disponibilizou o jurista da câmara para defender a funcionária condenada, quando, como é referido pelo próprio Ministério Público, o caso é de ordem pessoal e, por isso, nem a câmara foi notificada das decisões judiciais.
Alguém responde?
Já todos sabemos quem anda a mexer cordelinhos na trapaça do teatro dos Robertos.
É só estar atento ao que se diz e faz.
Não posso nem devo deixar de criticar o programa, pois, devido ao assunto em causa, merecia mais e melhor tratamento.
Enfim, é o que temos.
É que o país está mesmo podre. Poder local? Digam antes, senhores feudais, Idade Média. É só estudar.





sábado, junho 13, 2026

O caso Gisela Valente é revoltante.
Pode um presidente da Câmara não cumprir sentenças judiciais? 
A não perder no canal NOW:





Palhaçada

A palhaçada da copa dos pontapés na bola e nas canelas continua...
Agora foi uma inovação das leis do futebol, do que dá milhões à casta.
No jogo Estados Unidos da América do Norte versus Paraguai teve um episódio no mínimo anedótico. O árbitro do jogo mostra cartão amarelo a um jogador da casa do pedófilo por uma entrada brutal sobre um jogador do Paraguai.
Logo o suprasumo do VAR diz ao árbitro para ir ver o lance ao monitor.
Resultado da visão com lentes de gatuno e aldrabão a falta foi do jogador do Paraguai e o cartão é para ele por «simulação»!
E é retirado o cartão à canalha do pedófilo.
Mas há mais...
Um país como os Estados Unidos da América do Norte, paladino na luta contra a gatunagem, eis que o equipamento, todo o equipamento, da seleção da Inglaterra foi roubado no trajeto entre o centro de treinos e o hotel.
Que maravilhoso país de um pedófilo, cagão e dorminhão.
Já não lhes bastava o racismo...
Sim, a seleção do Irã, reduzida no número de elementos por imposição do pedófilo, não lhe é permitida a permanência em solo roubado aos povos originários pelos carrascos vindos de paragens inóspitas. 
Sim, a seleção do Irã, reduzida no número de elementos por imposição do pedófilo, não lhe é permitida a permanência em solo roubado aos povos originários pelos carrascos vindos de paragens inóspitas. 
A seleção é obrigada a viajar para o México no fim de cada jogo ou treino.
E tu, gatuno, aceitas tudo.



Chá das cinco

Então foi para isso que o líder parlamentar do PSD, o trauliteiro Hugo Soares, se reuniu com o Domingos Névoa, gestor da Bragaparques e condenado por corrupção?



Olha a bola...

Enquanto te distrais com os pontapés na bola, uns tremoços e umas "minis", eles, a quadrilha, tratam-vos da vossa péssima vida.
Agora anunciam-se, com papéis pregados nas paredes, demolições de barracas. Não são casas, nada disso - barracas.
Demolições sem pré-aviso legal.
Demolições sem que se cumpra o que a lei determina: “proibição de despejos ou demolições de uma habitação sem que haja um prévio encaminhamento dessas famílias vulneráveis para situações alternativas”.
Querem lá eles saber disso.
O importante é iludir-vos com os pontapés na bola.



"Futebol ao Sol e à Sombra"

O povo português é conduzido pela mão, como se de um infantil se tratasse, a caminho de uma caverna, pior do que a de Platão.
Os canais do lixo, ao seguirem a seleção dos amigos do outro, amigo do pedófilo, desde Lisboa a Miami, estão a passar-vos um atestado de menoridade em direto e a cores.
Simulações do espaço aéreo assinalando o avião dos felizardos e arrogantes seres que vos entretêm com pontapés na bola e comem do melhor e gozam os reais prazeres da vida enquanto tu és explorado, é nojento.
Pior, se de pior se pode falar, é participarem num torneio organizado por um demente assessorado por canalha ranhosa. Toda ela.
No fim vão rir-se da vossa contínua estupidez.
Entradas para o "coliseu" pagas a peso do ouro. 
Qual trabalhador consegue pagar tais exorbitâncias?
Como lamentava Eduardo Galeano: "a história do futebol moderno é uma transição triste da alegria pura para o negócio corporativo."
Negócio que esconde as tristes realidades dos povos.
Ao menos leiam a obra "Futebol ao Sol e à Sombra" de Eduardo Galeano e tentem compreender, em resumo alargado, o século XX, passando em revista as vitórias e derrotas da humanidade, o pé-em-riste dos poderosos, os negócios apanhados em fora-de-jogo e a desforra dos povos que lutam pela manutenção.
Ao menos a leitura e mandem às urtigas comentadores, papagaios, macacos de imitação e covardia feita de muito dinheiro.



Percebeste?

 


Sacar dinheiro aos pobres.

Quando Julian Assange afirmou que o objetivo não era vencer guerras, mas prolongá-las, tocou numa das questões mais perturbadoras do nosso tempo.
E se os conflitos modernos não fossem simplesmente disputas por território, ideologia ou segurança?
E se fossem, acima de tudo, mecanismos de transferência de riqueza?
Milhões saem dos bolsos dos contribuintes. Milhões circulam entre governos, bancos, empreiteiros militares, fundos de investimento e corporações ligadas à indústria da guerra. Enquanto isso, a narrativa oficial muda de nome, muda de bandeira e muda de inimigo, mas o fluxo de dinheiro continua o mesmo.
Afeganistão. Iraque. Ucrânia. Gaza. Venezuela. Novos cenários, velhos interesses.
Assange defendeu que o verdadeiro objetivo de certas intervenções não é alcançar a paz, mas manter um estado permanente de conflito: estável o suficiente para justificar despesas infinitas, mas instável o suficiente para nunca produzir uma solução definitiva.
A guerra gera medo.
Medo gera consentimento.
Consentimento liberta recursos.
E os recursos alimentam uma elite transnacional que prospera longe dos campos de batalha.
Talvez a pergunta não seja quem está a ganhar com a guerra.
Talvez a pergunta seja: quem está a ganhar dinheiro com ela?
«O objetivo é uma guerra sem fim, não uma guerra bem-sucedida . » — Julian Assange. "
Pensem nisso!


 

Livres?

"Acreditamos que somos livres porque o sistema nos convida a escolher constantemente, a consumir de acordo com nossos desejos e a otimizar nossa própria vida como se fossemos empreendedores de nós mesmos. No entanto, essa suposta liberdade é apenas a ilusão de um sujeito que se explora voluntariamente. O capital já não nos submete com proibições externas, mas nos seduz por dentro, transformando os nossos impulsos, a nossa intimidade e até o nosso cansaço em recursos produtivos. Transformamo-nos assim em órgãos reprodutivos do sistema, gerando mais-valia a cada clique, a cada desejo satisfeito e a cada identidade que construímos para sermos visíveis e rentáveis.
Somente reconhecendo esta servidão erótica poderemos começar a recuperar um espaço de verdadeira liberdade, uma que não seja medida pela capacidade de produzir e se expor incansavelmente."



Bem verdade.

Esta observação de Steinbeck surgiu ao refletir sobre a sociedade americana durante a Grande Depressão e décadas seguintes. Muitas pessoas que sofriam dificuldades financeiras continuavam  identificar-se com os valores e aspirações do capitalismo, imaginando que a sua situação era como um revés passageiro e não como uma condição estrutural.
Hoje em dia, a reflexão deve ser entendida por todo o mundo.
"Nada é pior que um pobre acreditar que o outro é ainda rico!".



Direitos? Que direitos?

E a Assembleia da República abre a porta à ainda maior corrupção e a tratamento desigual face à lei e aos direitos constitucionais.
Qualquer cidadão, enquanto não for julgado, é só arguido e tem todo o direito de se defender.
Já agora, com a aprovação do diploma, por parte da direita e extrema-direita, comecem já a condenar o Salgado, o cunhado do Leitão e tantos outros.
Força, mostrem o que valem seus pantomineiros.
Um dia destes, qualquer cidadão será detido sem culpa formada. Basta a corja querer. Estado ditatorial, sem regras e sem cumprir o consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
Cretinos. 



sexta-feira, junho 12, 2026

Lembrar uma musa.

Há dois anos, faleceu Françoise Hardy, musa da geração de sessenta, bela e sedutora como só os deuses, sofrida e talentosa como só os humanos.
Continuará ícone de “"Toute les garçons et les filles de mon age..". (1963).