quinta-feira, agosto 20, 2026

Mais uma promessa da festa do Pontal.

Montenegro fez mais um anúncio para tótós.

Fez questão de gritar a plenos pulmões que:

"Tenho uma convicção muito firme de que nós vamos iniciar a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP. Nós vamos ter um primeiro encaixe com a venda desta percentagem do capital e vamos projetar para o futuro os resultados da empresa, para que os respetivos dividendos possam vir, paulatinamente, a compensar o investimento que lá fizemos."

Mas será que há algum português que acredite em tal presságio?

Analisemos, em primeiro lugar, o montante que está em causa para se perceber a dimensão da mentira.

Em 2020, o Governo de António Costa começou por avançar com um empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros. 

Valor que, em conjunto com juros decorridos de 59 milhões, acabaria por ser convertido em capital da companhia aérea. 

No âmbito do programa de reestruturação da TAP acordado com Bruxelas, há ainda que somar os 569 milhões em compensações pagas pelo Estado à TAP devido aos danos provocados pela Covid-19 e 1.516 milhões em aumentos de capital. 

Tudo somado, são 3.344 milhões de euros.

Será que os valores que a Air France-KLM e a Lufthansa vão bater os tais 3.344 milhões de euros?

Ninguém sabe quanto ofereceram, e nem Montenegro ousa dizer a oferta feita.

Diz que os portugueses vão recuperar "paulatinamente" as verbas que os portugueses investiram na TAP.

Quando?

Século XXX?

Segundo estudos recentes, o valor estimado na venda dos 49% a privatizar permitirá um encaixe do Estado de 1.116 a 1.241 milhões de euros.

Então, e os quase 2.000 milhões em falta, ou seja, os 63% ainda em dívida aos portugueses?

Século XXX.

Mais uma falsa promessa de um Montenegro. Mas ainda nem há eleições marcadas e já se fazem anúncios eleitoralistas de nenhuma credibilidade?

Haja tino na língua, pois ou me engano muito ou os portugueses já perceberam que as papas e os bolos já não enganam os tolos.

Será? 



quarta-feira, agosto 19, 2026

E a verdade venceu.

O verdadeiro cobertor de papa, defendido pela Associação “O Genuíno Cobertor de Papa”, com sede na freguesia de Maçainhas, e que lutou durante seis anos contra a contrafação do produto, ganhou em tribunal.

A presidente da Associação, Maria do Céu Reis, dá conta em publicação no Facebook dessa luta:

"Foram 6 anos, em tribunal, num processo em que o que estava em causa era a defesa do Cobertor de Papa genuíno, o património mais identitário da Guarda», refere, acrescentando que «foram 6 anos como arguida, muitas idas ao tribunal a Lisboa, no meio de tempestades, com imensos afazeres: participação em feiras e certames, recebendo visitas, produzindo cobertores, preparando e expedindo encomendas, comprando materiais, tratando de logística, a vários níveis, cumprimento de obrigações fiscais e institucionais, deslocações ao estrangeiro». Foram, salienta, «imensas situações» que foi resolvendo «com muito esforço e trabalho» e conseguindo estar disponível e «fazer acontecer cultura».

«Fez-se justiça e a verdade venceu, tendo sido provado que imensos consumidores foram enganados com um produto que falsamente designavam de cobertor de papa, não passando de uma fraude e um ataque despudorado ao nosso património e à verdade factual. Sempre acreditamos neste desfecho porque somos autênticos, nada temos a esconder e sempre dissemos a verdade, o que foi reconhecido e considerado provado pelo tribunal», conclui Maria do Céu Reis.

A dirigente admite que não sabe «o que o futuro reserva», mas assegura que defenderá «sempre este património genuíno» que faz parte da «identidade territorial» e da «forma de ser e estar» das gentes de Maçainhas. 

Parabéns à Associação e a todos quantos trabalharam nesta causa.

Foto: Céu Reis – Associação Genuíno Cobertor de papa.




Emprego?

Mais um estudo, semelhante a tantos outros encomendados pelo governo do Montenegro para iludir os portugueses.

Só ilusões.

Diz-se que o «mercado» de trabalho em Portugal está em franco progresso.

Esta do mercado de trabalho fez-me lembrar a famosa passagem da Crónica dos Feitos da Guiné, escrita por Gomes Eanes de Zurara por volta de 1453, que descreve o dramático desembarque e a divisão de cerca de 235 escravos africanos chegados a Lagos, no Algarve, no dia 8 de agosto de 1444.

Quem não a conhece, que a leia, se tiver nervos de aço.

Mas que progresso fala o estudo encomendado?

Desemprego diminuiu? Pudera. Trabalho ou morte. Já nem a emigração nos ajuda. 

Os portugueses permanecem no emprego por mais tempo? Claro, que escolhas existem? "Para pior, já basta assim."

Recuperação do teletrabalho? Obviamente. Os empresários só somam lucros com o teletrabalho, poucos ou nenhuns gastos, trabalhadores dispersos melhor, pois o poder reivindicativo não existe ou é quase nulo.

Para que a análise pareça séria, há que conter algumas verdades indiscutíveis.

Desde logo as baixas classificações. Os empresários tacanhos agradecem, pois pagam menos.

Só 29% da população ativa possui o secundário. E com aprendizagens péssimas, como é do conhecimento geral.

Diz-se que 36% dos trabalhadores concluíram o ensino superior. Resta saber com que graduações e com que nível.

Outro aspecto negativo, que já dura há muitos anos, tem a ver com os jovens entre os 16 e os 24 anos, muitos deles na categoria dos «ni, ni», nem trabalham nem estudam, cuja taxa de desemprego atinge os mais de 18%.

E a anunciada mentira de que os portugueses se mantêm por longo tempo nos empregos é logo contrariada com a afirmação de que o desemprego de longa duração continua a representar uma parcela significativa do total. Mais de 40% dos desempregados procuram trabalho há mais de um ano, sinal de que a redução global do desemprego não elimina as dificuldades de reintegração enfrentadas por uma parte considerável dos candidatos e muito menos a tal resiliência é verificada.

Por fim, falemos de resiliência no sentido sério do termo e NUNCA abordado pela análise encomendada.

Os salários dos trabalhadores portugueses em nenhum momento são referidos.

Não dizem, por exemplo, que os salários dos trabalhadores portugueses são miseráveis, não lhes permitem ter uma habitação condigna, serviços públicos que deem resposta às suas necessidades e sobrevivem com sangue, suor e lágrimas.

Falar de emprego e esquecer os salários é uma nojenta análise. Nem a um aluno do unificado seria permitida tal análise em qualquer trabalho, se a escola fosse minimamente exigente em aprendizagens.

A encomenda saiu pior que o pedido.




Por que quer o Estado voltar à REN?

A melhor resposta foi dada pelo professor universitário Pedro Santa Clara: "Comprar ações da REN para baixar o preço da eletricidade é como comprar ações da Brisa para baixar o preço dos automóveis”.

Tudo dito.

Quero lá saber se o Montenegro conversou com o Carneiro e o outro sobre o negócio. Isso não tem importância nenhuma para os portugueses, apenas para a ditosa "democracia representativa".

Nas tintas para ela.

Seria muito mais útil para TODOS os portugueses que o ministro "Kim" Morais Sarmento explicasse o negócio.

Montenegro, em apoteose, com orelhas e rabos cortados na faena da Quarteira, anunciou que o governo tinha comprado 13,7% da REN à família Ortega, fora do mercado, por um preço que não revelou. 

A fatia valia 324,7 milhões de euros ao fecho da bolsa de sexta-feira. 

Deram-se três razões: salvaguardar o interesse estratégico, participar nas decisões de investimento e baixar o preço da energia. 

Esta última para rir. Aliás, já somos de novo chacota no estrangeiro pela compra dos 13,7% da REN. Obrigado ao "Kim" e ao Montenegro.

O professor universitário Pedro Santa Clara explica de forma clara esta negociata.

Atente-se.

"A REN teve 159,8 milhões de lucro em 2025. 

Os tais 13,7% do "Kim" e do Montenegro são 21,9 milhões. 

O país consumiu 53,1 TWh. 

Se o Estado abdicasse de todo o lucro que lhe cabe e o devolvesse aos consumidores, daria 0,41 euros por MWh. 

Ou seja, uma casa com 3.500 kWh por ano poupava 1,44 euros. Doze cêntimos por mês."

Perceberam a chacota?

Mas há mais, e para pior.

O tal anunciado «bom» negócio é assim apelidado porque rende 4,5% e o Estado se financia a 3%. 

Brilhante para enganar tótós.

Na lógica das proposições, para os que estudaram, há o chamado "Princípio da Não Contradição": "uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa."

É só estudar.

No caso em análise, ou o dinheiro fica no Tesouro e a fatura não desce, ou desce a fatura e não é investimento nenhum.

Tão fácil de entender. 

Interesse estratégico?

Mas qual interesse? 

Já se esqueceram de que o maior acionista da REN é a State Grid da China, com 25%?

Deixem-se de tretas,

O que se comprou foi uma pequena parcela de uma família espanhola.

Mais um negócio que devia ser bem explicado e tem muitas pontas soltas, como vai acontecendo em muitas negociações que se escondem dos que as pagam: os contribuintes.




Segurança dita Social

O pensamento da liberalização da Segurança Social e de entregarem as reformas ao privado continua.
Já foi a "Luisinha" e seguiram-se todos os restantes apoiantes das companhias de seguros.
Agora, para criar mais pânico entre reformados e pensionistas, um "bruxo" da Baixa da Banheira vem fazer previsões assustadoras. 
Já tinha falhado em 2016.
Mas continua a aldrabar com uma bola de cristal da Feira dos Capotes.
A Rosarinho Palma Ramalho deve estar feliz e contente. Nem um «chicharro» lhe cabe no olho.




terça-feira, agosto 18, 2026

Transportes sem condições

 Na última publicação falei da falta de condições para um qualquer cidadão, com mobilidade reduzida, se deslocar a uma praia.

Pois agora imaginem um mini autocarro aqui pela Guarda, com exíguas condições para transportar cidadãos, ter que transportar alguém com mobilidade reduzida.

Não pode fazê-lo.

Se até o pneu sobressalente está dentro do habitáculo, como admitir uma pessoa com mobilidade reduzida a ser transportada?

Só me resta fazer queixa a quem de direito. 

Se, por um acaso, obtiver resposta, obviamente.

É que «isto» anda tudo ligado.




Filhos de um Deus menor.

Portugal é um dos muitos países do mundo que desconsidera os cidadãos com mobilidade reduzida.

Mas bandeirinhas azuis não faltam.

Idiotas.



Justiça?

 Mais um louvor para o judicial.

Atrasos, caducidade, interpretações abusivas, exercício do poder de forma arbitrária, sempre na defesa dos mais fortes.

O que esperar?

Uma dúvida me faz cogitar.

Haverá interesses para alguma ou algumas das partes?

É que, desde que li que o Direito é uma interpretação, dito por um professor do curso, fico sempre com muitas dúvidas.

Mais uma.




Culpados

Este crime horrendo é o exemplo perfeito de como as instituições não funcionam em Portugal.

Deixem-se de tretas e de passar culpas.

Se a situação financeira da família, se de família se pode chamar, era difícil, o desleixo, a falta de resposta a todos os níveis de todas as instituições é nojento.

Repito: nojento.

Tudo falhou e tudo falha em Portugal.

As mais variadas instituições dizem, para sacudir a água dos capotes onde se escondem e dormem o sono dos covardes que acompanhavam a «família».

Acompanhavam?

Como? Se aconteceu o triste desenlace.

Não mintam.

Tenham um pingo de vergonha.

A incompetência é total e ainda será pior com a formação nefasta que vão recebendo.

Bem sei que «casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão».

Ninguém da família tem razão, mas a sociedade tem toda a culpa. Pior, o sistema que sustenta a sociedade ainda tem mais culpa.

Revoltado.



Há ministro ou mistério?

Ministério Público investiga morte de ciclista durante Volta a Portugal.
Elucidativa e comprometida a explicação do senhor tenente-coronel Carlos Canatário, porta-voz da GNR, numa entrevista à RTP.
O senhor porta-voz revelou que o condutor se encontrava parado num acesso à EN306, enquanto decorria a passagem da prova.
De acordo com o responsável, o homem terá pedido indicações a pessoas que assistiam à corrida e que lhe disseram que os atletas já tinham passado e que podia avançar.
Face a estas declarações e perante o silêncio do Ministério da Administração Interna, o Ministério Público não podia ficar quedo.
Digo eu.
Mas já alguém ouviu o Neves sobre tanta coisa que aconteceu e está a acontecer com polícias, bombeiros e outras situações preocupantes que dizem respeito à área do «seu» ministério?
Ainda há ministro?



Os tachos são mais que muitos.

A nível nacional, mas principalmente a nível local.

Em dezembro de 2011, a administração central empregava 551.373 pessoas, contra 571.859 atualmente, uma subida de 20.486 postos de trabalho, ou 3,7%. 

Dentro da administração regional e local, o crescimento é particularmente acentuado na administração local. Os municípios e restantes entidades da administração local empregavam 124.504 trabalhadores no final de 2011 e passaram para 145.773 em junho deste ano, mais 21.269 postos de trabalho, correspondentes a um aumento de 17,1%.

O crescimento local ocorreu sobretudo nos municípios, nos serviços autónomos da administração local e nas freguesias.

Nos municípios, entraram mais 2.507 trabalhadores no espaço de um ano.

Vivam os porcos no espeto, as bejecas e o vinho!

Em sentido contrário, houve uma redução de trabalhadores nas administrações regionais dos Açores e da Madeira e nos fundos de Segurança Social.

Com um pormenor que importa não descurar e que explica o aumento desmesurado da despesa pública.

Toda a «tachada» com ordenados muito para além dos 3 000 euros.

Percebem agora a referência de Montenegro no discurso do Pontal a tais «tachadas»? 

Montenegro referiu que o aumento médio de tais vencimentos se fica a dever à qualidade e currículo dos novos contratados. 

E se falasses verdade, Montenegro?

A maioria, se não mesmo a totalidade dos tachos, foi para jovenzinhos do aparelho partidário. Não queiras iludir.

A remuneração base média subiu 5,6% e o ganho médio avançou 5,5% em termos homólogos. Mas falamos de média e não de mediana. O que, como sempre, ilude os cidadãos.

Tudo explicado.



Federico García Lorca

 Caso ainda desconheçam Federico García Lorca e perguntem por que o mataram.

Ele não morreu "por causa da guerra". Não foi uma vítima aleatória do caos. Foi preso e fuzilado por aqueles que se insurgiram contra a República.

Poeta, dramaturgo, intelectual. Defensor da cultura e de uma Espanha que não cabia naquela que os rebeldes tentavam impor.

"Serei sempre um defensor dos pobres."

Federico García Lorca

1898–1936



Os tachos são mais que muitos.

A nível nacional, mas principalmente a nível local.

Em dezembro de 2011, a administração central empregava 551.373 pessoas, contra 571.859 atualmente, uma subida de 20.486 postos de trabalho, ou 3,7%. 

Dentro da administração regional e local, o crescimento é particularmente acentuado na administração local. Os municípios e restantes entidades da administração local empregavam 124.504 trabalhadores no final de 2011 e passaram para 145.773 em junho deste ano, mais 21.269 postos de trabalho, correspondentes a um aumento de 17,1%.

O crescimento local ocorreu sobretudo nos municípios, nos serviços autónomos da administração local e nas freguesias.

Nos municípios, entraram mais 2.507 trabalhadores no espaço de um ano.

Vivam os porcos no espeto, as bejecas e o vinho!

Em sentido contrário, houve uma redução de trabalhadores nas administrações regionais dos Açores e da Madeira e nos fundos de Segurança Social.

Com um pormenor que importa não descurar e que explica o aumento desmesurado da despesa pública.

Toda a «tachada» com ordenados muito para além dos 3 000 euros.

Percebem agora a referência de Montenegro no discurso do Pontal a tais «tachadas»? 

Montenegro referiu que o aumento médio de tais vencimentos se fica a dever à qualidade e currículo dos novos contratados. 

E se falasses verdade, Montenegro?

A maioria, se não mesmo a totalidade dos tachos, foi para jovenzinhos do aparelho partidário. Não queiras iludir.

A remuneração base média subiu 5,6% e o ganho médio avançou 5,5% em termos homólogos. Mas falamos de média e não de mediana. O que, como sempre, ilude os cidadãos.

Tudo explicado.




segunda-feira, agosto 17, 2026

Verdade

“A tentativa desastrosa de Portugal de digitalizar a correção de provas escolares desencadeou a pior crise educacional do país em décadas.”

Quem o diz não é nenhum lambe-botas.

É o "The Guardian".