sexta-feira, setembro 11, 2026
Dar e pagar
Ilusões
Durante uma moção de apoio ou censura sobre a atuação de um Neves eis que o primeiro ministro apresenta duas ilusões para os portugueses combaterem a crise. Uma é um complemento às reformas, pago uma única vez, e outra é a redução do IRS. Para o ano, em Março fazem-vos as contas.
Mas as ilusões continuam.
Um ministro da educação vem propor a fusão do 1.º e 2.º ciclos como se tratasse da fusão do cloreto de sódio.
Atente-se que o ministro fala em fusão e não dissolução coisas bem diferentes mesmo se falarmos de cloreto de sódio.
Para o ministro o problema da educação em Portugal resolve-se com uma fusão, Parece que o ministro inventou a roda.
Ora, recentemente o ministro veio dizer que ainda faltam preencher 1 250 horários completos, a maioria no 1.º ciclo. Então como explicar que agora se fale de redução da carga horária precisamente nos professores do 1.º ciclo?
Serão os professores do 2.º ciclo a colmatar tais faltas?
Então mais uma falácia. Contrariamente ao que é dito a monodocência acaba. E a Caixa de Previdência regozija pois prolonga-se o tempo de serviço para os professores do 1-º ciclo.
Brilhante senhor Alexandre. O que vos preocupa são as pensões e não as aprendizagens dos alunos.
O que mais impressiona é que parece ser de difícil compreensão para certa gente que leccionar o 1.º ciclo e leccionar o 2.º ciclo são coisas bem diferentes.
O problema não se resolve com fusões.
O seu «colega de estrada», Nuno Crato, já veio dizer que o problema está na formação inicial dos professores. Mas como sempre só falam depois de sairem da carroça.
Continue com invenções senhor Alexandre que as aprendizagens irão continuar a ser deficitárias.
Interessa-vos?
A poesia nunca foi um instrumento apreciado para derrubar governos, mas não há tirania que não a tema.
Nunca te esqueceremos, Victor Jara, como todos os que foram selvaticamente assassinados com a preciosa ajuda dos Estados Unidos da América do Norte.
Em 16 de setembro de 1973, o poeta Victor Jara, preso desde o dia 12 e conduzido ao Estádio Chile, foi o alvo emblemático da selvageria dos verdugos.
A juventude do Chile, as mulheres do Chile, os trabalhadores do Chile cantavam suas canções na Peña de los Parra, nas ruas, nas alamedas, nas mobilizações em defesa do governo da Unidade Popular. Sabiam de cor suas canções. Para seus carrascos, era algo imperdoável.
Depois de ter as mãos partidas a coronhadas, recebeu 44 disparos no corpo, lançado ao anoitecer numa rua empoeirada, à beira de um riacho da saída sul de Santiago.
A pergunta que fica é: por que tamanha ferocidade?
Leia-se o poeta Pedro Tierra:
"Por muito tempo busquei uma resposta. Em 1976, quando já cumpria o quarto ano de cárcere, pus no papel, em letra miúda, esse
CANTO PARA AS MÃOS PARTIDAS DE VICTOR JARA
Quisera chorar teus dedos dilacerados:
Raízes do meu canto subterrâneo.
Quisera chamar-te “Hermano”
Como a infância dos rios
Lava o rosto da terra,
Mas minha boca sangrava
Um silêncio de canções amordaçadas.
De tuas mãos se dirá um dia:
Geravam pássaros de sangue
Como as primaveras da lua.
Tuas mãos,
tristes descendentes de canções araucanas.
Tuas mãos mortas,
Casa de canções decepadas,
Tuas mãos rotas,
Últimas filhas do vento,
Guitarras enterradas sem canto,
Sementes de fuzis,
Seara de sangue.
Quisera entregar
Minhas mãos inúteis
Ao cepo dos teus carrascos."
(2 de maio de 1976)
Pedro Tierra poeta. Militou na resistência à ditadura e ao fascismo contemporâneo. Ex-presidente da Fundação Perseu Abramo.
O golpe assassino
Em 11 de setembro de 1973, choveu torrencialmente em Santiago do Chile.
Cinco dias depois de bombardearem o Palácio de La Moneda e matarem o Presidente, Salvador Allende, legitimamente eleito pelo povo chileno, os fascistas liderados por Augusto Pinochet, ao serviço dos Estados Unidos, com o apoio declarado da CIA, mantinham Santiago submetida ao terror dos Carabineiros. Arrastões, sequestros, fuzilamentos. Embaixadas cercadas. Medo disseminado por toda parte.
É preciso nunca esquecer que a canalha assassina falava que "tudo era feito em nome da democracia".
NOJENTOS.
quarta-feira, setembro 09, 2026
O mesmo
E mais uma volta da Terra em torno do Sol, movimento de translação, para os que estudaram, e mais ilusões de um governo de Montenegro.
Anuncia, numa moção de censura(??), a descida do IRS e um bónus para os pensionistas lá para dezembro.
Ora, já todos deviam saber que isto é uma ilusão.
Repete-se a farsa, já que a tragédia continua incessantemente.
É preciso repetir-me? Educação, saúde, justiça, habitação, poder de compra, inflação, salários. Não se vive, sobrevive-se e mal.
E Montenegro insiste na aldrabice de há muitos anos. Não é virgem a idiotice.
Dá-se com uma mão e rouba-se com as duas.
Atente-se a alguns pormenores.
Há pouco tempo o ministro das finanças, o Sarmento, dizia que seria “muito difícil” atribuir em 2026 um suplemento extraordinário aos pensionistas, face ao peso dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (o célebre PRR) nas contas públicas.
E, afinal, acontece.
Claro, lá para março do próximo ano eles fazem-vos a tosquia.
Lembrar ainda que o suplemento (bónus?) é atribuído por pensionista, e não por pensão. Ou seja, mesmo os pensionistas que recebem várias pensões — por exemplo, de velhice e de sobrevivência — só vão receber um “brinde”. Nesses casos, vão ser somadas as pensões para ser apurado o montante do suplemento a atribuir. Melhor justificação? Não há.
Já quanto às descidas do IRS, é só fingimento. Para março fazem-vos a tosquia toda. Em vez de receberem, ou de não pagarem, irão pagar a dobrar, nem duvidem.
Como dizia o outro, quem vos manda ser carneiros? Para serem tosquiados? Pois então contentem-se.
Um pormenor, senhor Montenegro.
No Pontal, disse que o salário mínimo, antes do final da legislatura, estaria nos 1 600 euros.
Lembra-se?
Mas disso não falou. Estranho?
Claro que não. Só falam de dar com uma mão e roubar com as duas.
Ilusões
Coisa nunca vista. Uma moção debatida e votada após uma audição.
Mas será que a moção não tinha nada a ver com a audição?
Não, não tinha.
A prová-lo o facto de proponentes e propostos não tocarem a mesma música para adormecer.
Uns falavam de Luís Neves e outros respondiam de «trabalho feito». Que trabalho?
Por isso a dúvida que muitos portugueses têm: moção de confiança ou moção de censura?
A resposta de um Montenegro foi clara. Bónus para os reformados e descida do IRS.
Mas cuidem-se, são só ilusões, como foi a moção de censura.
Cá te espero...
Já disse o que senti quando vi e ouvi a audição parlamentar ao ex-diretor da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Uma farsa.
Neves esperava que o Ventura estivesse presente.
Ventura, ladino, não apareceu. Neves ficou a responder a imberbes.
Ventura não lhe deu corda.
O confronto será no inquérito parlamentar.
Neves ficou receoso. Tremeu e engoliu em seco.
Ansiava pelo debate em fase de audição.
Ventura é lobo verdadeiro com pele de carneiro.
Tudo irá ser desventrado no inquérito, se o Ministério Público o quiser e desejar.
Até lá, haverá primas. Muitas primas a quererem ser parideiras, mas metidas em demasiadas vestes, as curvas todas em colares e folhos e os narizes sempre empinados. Com aias, mesmo que se julgue que já não as há.
terça-feira, setembro 08, 2026
O dono de tudo
Um pedófilo, cagão, mijão, arruaceiro, nojento quer dominar tudo e todos.
E ainda falta o resto do quintal.
Nojo
O Trump publicou isto na sua conta?
A ser verdade, é nojento.
Nada espanta num ser tão escaroso como ele.
Durante a Moção de "Confiança", desculpem, de "Censura", Montenegro anunciou que vai haver redução do IRS para a "classe média" e suplemento extraordinário para os pensionistas.
Apenas anúncios, nada de concreto, como convém.
Mas há outra medida na calha. Preparem-se.
Para os emigrantes.
Só anúncios.
O Euro Milhões para todos fica anunciado para o dia da Santa Justiça.











