quarta-feira, abril 22, 2026

Falhas

As falhas informáticas continuam a verificar-se. Agora são os reembolsos, para quem os tem, do IRS.
Há quase 4 meses, a página e muito do que vai acontecendo na Câmara Municipal da Guarda são exclusivos do Executivo, dos vereadores e outros donos da casa.
Bem se sabe que não há sistemas infalíveis, e muito menos em informática. Daí tantas burlas. Mas, enquanto os serviços do IRS, a medo, vão dando a conhecer o que se passa, o executivo camarário da Guarda reuniu à porta fechada com os vereadores, terá dito o que tinha acontecido, mas os munícipes continuam sem nada saber. Não seria no mínimo ético esclarecerem tudo?
Já nem adjetivo a postura do executivo camarário, mas, no mínimo, direi que é vergonhosa.
À porta fechada?
"Cá vamos cantando e rindo, levados pela intrujice doentia".



Festas

Já começaram os "treinos" para a parada da GNR no Parque Urbano do Rio Diz, integrada nas comemorações do 25 de Abril.
Sim, há treinos para a "parada". Ontem, soldados em formatura ao som de um corneteiro e da voz de um locutor a fazerem o treino. Depois, o desfile de viaturas, muitas viaturas. Mas, afinal, o combustível é assim tão barato? Já nem falo dos rodados das viaturas a estragarem o pouco relvado que ainda vai existindo. Já estamos habituados. Ouvi o locutor de serviço anunciar a distribuição de medalhas. Como sempre nestas ocasiões, as medalhinhas não falham. Já o meu consciente, bem consciente, lembra-se da letra do Carlos Tê musicada pelo Rui Veloso, "A Valsinha das medalhas". "(...) Na tribuna do galarim Entre veludo e cetim Toca a banda da marinha E o povo canta a valsinha. Encosta o teu peito ao meu Sente a comoção e chora Erga o olhar para o céu Que a gente não se vai embora. Quem és tu, de onde vens? Conta-nos lá os teus feitos. Que eu nunca vi pátria assim Pequena e com tantos peitos(...)" Também vai haver uma banda, claro. Não é da Marinha, mas que diferença faz? Não transformem as comemorações do 25 de Abril numa "valsinha de medalhas". O 25 de Abril é e será sempre uma festa popular. Vejam se entendem. Não desvirtuem o significado da data e não deem espaço à extrema direita em associar o dia a factos militares. Estamos fartos de idiotas, todos eles.







"Nunca vi uma pátria com tantos peitos..."

E, na minha caminhada no trilho do Parque Urbano do Rio Diz, por entre soldados da GNR, sons do corneteiro e vozes de um anunciante dos passos a serem dados na cerimónia patética de uma celebração que devia ser popular, encontrei este exemplar.
Um carro, topo de gama, comprado com financiamento do PRR. Mas, afinal, as populações atingidas pelos incêndios e pelas tempestades continuam a reclamar, justamente, as ajudas prometidas e nunca alcançadas, mas dinheiro para carros topo de gama já há dinheiro à farta? "Nunca vi uma pátria com tantos peitos..."






O chefe manda

A Unidade Local de Saúde de Santo António, Porto, faz pagamentos a Castro Alves como coordenador da cirurgia adicional sem paralelo noutros grandes hospitais.
Nos maiores hospitais do Serviço Nacional de Saúde, só o Santo António paga ao coordenador da equipa de cirurgia adicional. De “consciência tranquila”, Eurico Castro Alves diz que teria auferido muito mais como cirurgião. Pois, se calhar! E? Entre 2021 e 2025, Eurico Castro Alves recebeu por aquelas funções mais de 178 mil euros, verba que, segundo a Inspeção da Saúde, terá sido paga de forma irregular e poderá ter de ser devolvida. Será? É que o chefe da saúde — sim, há um chefe para além de uma ministra — diz que a verba paga é legal. Em que ficamos? Os contribuintes já pagaram. Um «grande pormenor» a ter em conta, talvez, digo eu, Castro Alves foi coordenador do Plano de Emergência e Transformação da Saúde do atual governo. Coincidências, pois.



Processos

A IGAI (Inspeção Geral da Administração Interna) confirmou ontem que «abriu» 11 processos disciplinares a militares da GNR e agente da PSP.
Tudo, mas tudo, relativo a tráfico de seres humanos. A tal inspeção diz "ponderar" a “proposta de aplicação de medidas cautelares”, previstas nos regimes disciplinares das duas forças de segurança. PONDERAR? Mas o que é isso? Em tráfico de seres humanos, "PONDERAR"? Mas estamos num regime ditatorial? Até parece que, às forças ditas militares ou paramilitares, tudo é permitido, incluindo tráfico de seres humanos. Esclareçam-me, por favor. Algum dos 11 vai ser condecorado na parada no calçadão do Cavaco, cá na Guarda, no Parque Urbano do Rio Diz? Só para ficar esclarecido.



Nepotismo

E a Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, continua a ser notícia, e pelas piores razões.
Agora nepotismo. É fartar a pança que a mesa está "posta". Sirvam-se à vontade, pois o contribuinte paga tudo.



A parada

E os preparativos para a parada da GNR no calçadão do Cavaco, no Parque Urbano do Rio Diz, integrada nas comemorações do 25 de Abril, continuam a todo vapor.
Já chegaram os adornos em vasos para embelezar, como se fosse possível tal coisa numa parada militar. Depois chega um caminhão, de enormes proporções, da GNR com material para "montarem" o palanque onde as "autoridades militares, religiosas e civis" irão ter lugar. O "povão" fica de pé, na relva, a assistir. Lugar da plebeia é no "galinheiro". Por falar em relva, o regedor já mandou cortar a muita relva que existia junto ao calçadão do Cavaco, não fosse algum burro ou burra tentar-se. Para que gastaram tempo, material e trabalho cortando a relva? Bastava dizer ao condutor do caminhão que desse umas voltas por cima da relva, pois ficava toda destruída. E as populações atingidas pelos incêndios e temporais que esperem pelos apoios. Agora é a festa e dia de tomarem banho.






Mais um escândalo neste desgraçado Portugal.

Este tem a ver com possíveis suspeitas de concertação de preços no fornecimento de internet a alunos e professores no âmbito do programa Escola Digital. Convém saber adjetivar com cuidado certos acontecimentos, mormente se estão em causa altos e poderosos interessados.
A Meo, Nos e Vodafone estão a ser investigadas pela Autoridade da Concorrência por suspeitas de concertação de preços no fornecimento de internet a alunos carenciados, escolas e professores, no âmbito do programa Escola Digital, financiado por fundos europeus.
Sempre os fundos na mesa ou por baixo dela.
A investigação arrancou no ano passado e assenta em suspeitas de que as três operadoras terão articulado a forma de concorrer a concursos públicos, pelo menos desde 2021, para repartir fornecimentos e apresentar propostas alinhadas com os preços base.
Alguém, no seu perfeito juízo, pode ficar admirado?
A "investigação" já dura há um ano. Anormal? Nada. Tudo normal num país em que a investigação perde-se no tempo e no espaço.
Também a Autoridade da Concorrência e a Procuradoria-Geral da República recusaram prestar esclarecimentos, invocando o segredo de justiça.
Ahahahah! O mesmo de sempre. As célebres arcas encoiradas!
Em 2021, as três operadoras assinaram contratos com o Ministério da Educação no valor de mais de 22 milhões de euros com IVA incluído, dos quais sete milhões foram para a Vodafone, 7,4 milhões para a Meo e quase oito milhões para a Nos.
Grande negociata.
Em 2022, o Ministério da Educação exigiu a devolução de 11 milhões de euros por faturação de cartões SIM sem utilização efetiva, segundo um relatório do Tribunal de Contas.
Ainda se fala no defunto Tribunal de Contas? Isso já acabou.



Ponto de vista

Esta semana ficou-se a saber que, após um parecer da CADA, Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, instada pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, declara, e passo a citar, “a associação de um donativo a determinado partido político ou candidatura é, em regra, suscetível de revelar, direta ou indiretamente, as opiniões ou convicções políticas do doador“. Fim de citação.
E, a partir daqui, logo se declarou que comunicação social e quaisquer outros cidadãos só têm acesso à lista de doações com os respetivos valores, “expurgados dos dados pessoais que identifiquem os doadores”.
Lembrar que a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos é um órgão independente que funciona junto ao Tribunal Constitucional e, desta forma simples, baseado num parecer, a dita entidade deixava de facultar o acesso à origem do financiamento dos partidos e de campanhas eleitorais.Ou seja, é posto em causa o princípio republicano da primazia do bem comum, ou seja, a gestão ser focada no interesse da maioria e do Estado e não na satisfação de interesses privados, e na publicidade em que os atos do governo devem ser transparentes e públicos. 
Para se resguardar de eventuais críticas, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos explicou que a alteração resulta do facto de “alguns partidos e candidaturas” terem invocado “o Regulamento Geral de Proteção de Dados para se recusarem a enviar elementos de identificação dos doadores”. 
Além disso, “invocaram que os bancos se recusam a dar informação sobre a identificação dos doadores”, recorrendo novamente ao Regulamento Geral de Proteção de Dados. 
Mas o julgamento popular não se fez esperar. Vozes se ergueram e os partidos políticos arrepiaram caminho e prometeram alterar o regulamento para este caso específico. 
Lembrar que os três partidos com maior representação partidária na Assembleia da República, PSD, Chega e PS, receberam no início deste ano relatórios de auditoria da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos com pedidos de esclarecimento após os auditores não terem conseguido identificar a origem de parte do dinheiro que entrou nesses partidos no já distante ano de 2020. 
A morosidade com que se tratam estes e outros casos em Portugal é deveras preocupante e beneficia os mesmos de sempre. E a justificação é, invariavelmente, a mesma: falta de meios e de funcionários especializados. Justificação sempre usada a bem dos interesses instalados, e que tantas vezes acaba com multas do Tribunal Constitucional. Multas simbólicas convém sublinhar.
Porém, as dúvidas que mais saltam à vista estão relacionadas com a origem de parte do dinheiro de privados que entrou nas três forças políticas, PSD, Chega e PS quer ao nível do financiamento de campanhas eleitorais, mas inclusive de verbas avultadas e nunca explicadas das quotas dos militantes. 
Os problemas também estão relacionados com dinheiro de origem desconhecida, mas não só: a auditoria encontrou, inclusive, alguns donativos de empresas que são claramente proibidos por lei. 
Segundo a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, da análise dos extratos bancários disponibilizados pelo partido CHEGA, verificou-se a impossibilidade de aferir a origem de transferências bancárias e identificar o correspondente doador e/ou donativo registado. Quando solicitado, o partido não disponibilizou os recibos ou documentos equivalentes que permitam estabelecer a correspondência entre o valor registado, o doador e correspondentes transferências bancárias referentes a donativos, alegando que estes estão protegidos pelo Regime Geral de Proteção de Dados. 
Agora todos os partidos procuram redimir-se dos atos nada transparentes e concordam em alterar um pouco a lei. O suficiente para não alterar o que o líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, no contexto do "tudo às claras" e "das contas certas", o PSD — lembrou-se agora de vir defender que as casas, os carros e os clientes dos políticos devem ficar no "segredo dos deuses". Que segredo e que deuses? Expliquem se houver essa intenção.
Como sempre, o “a bem da nação”, obviamente.
Tenham uma excelente semana.



terça-feira, abril 21, 2026

Pois

A Unidade Local de Saúde de Santo António, Porto, faz pagamentos a Castro Alves como coordenador da cirurgia adicional sem paralelo noutros grandes hospitais.
Nos maiores hospitais do Serviço Nacional de Saúde, só o Santo António paga ao coordenador da equipa de cirurgia adicional. De “consciência tranquila”, Eurico Castro Alves diz que teria auferido muito mais como cirurgião. Pois, se calhar! E? Entre 2021 e 2025, Eurico Castro Alves recebeu por aquelas funções mais de 178 mil euros, verba que, segundo a Inspeção da Saúde, terá sido paga de forma irregular e poderá ter de ser devolvida. Será? É que o chefe da saúde — sim, há um chefe para além de uma ministra — diz que a verba paga é legal. Em que ficamos? Os contribuintes já pagaram. Um «grande pormenor» a ter em conta, talvez, digo eu, Castro Alves foi coordenador do Plano de Emergência e Transformação da Saúde do atual governo. Coincidências, pois.



A valsinha

E, na minha caminhada no trilho do Parque Urbano do Rio Diz, por entre soldados da GNR, sons do corneteiro e vozes de um anunciante dos passos a serem dados na cerimónia patética de uma celebração que devia ser popular, encontrei este exemplar.
Um carro, topo de gama, comprado com financiamento do PRR. Mas, afinal, as populações atingidas pelos incêndios e pelas tempestades continuam a reclamar, justamente, as ajudas prometidas e nunca alcançadas, mas dinheiro para carros topo de gama já há dinheiro à farta? "Nunca vi uma pátria com tantos peitos..."





Parada

Já começaram os "treinos" para a parada da GNR no Parque Urbano do Rio Diz, integrada nas comemorações do 25 de Abril.
Sim, há treinos para a "parada". Ontem, soldados em formatura ao som de um corneteiro e da voz de um locutor a fazerem o treino. Depois, o desfile de viaturas, muitas viaturas. Mas, afinal, o combustível é assim tão barato? Já nem falo dos rodados das viaturas a estragarem o pouco relvado que ainda vai existindo. Já estamos habituados. Ouvi o locutor de serviço anunciar a distribuição de medalhas. Como sempre nestas ocasiões, as medalhinhas não falham. Já o meu consciente, bem consciente, lembra-se da letra do Carlos Tê musicada pelo Rui Veloso, "A Valsinha das medalhas". "(...) Na tribuna do galarim Entre veludo e cetim Toca a banda da marinha E o povo canta a valsinha.
Encosta o teu peito ao meu Sente a comoção e chora Erga o olhar para o céu Que a gente não se vai embora.
Quem és tu, de onde vens? Conta-nos lá os teus feitos. Que eu nunca vi pátria assim Pequena e com tantos peitos(...)"
Também vai haver uma banda, claro. Não é da Marinha, mas que diferença faz? Não transformem as comemorações do 25 de Abril numa "valsinha de medalhas". O 25 de Abril é e será sempre uma festa popular. Vejam se entendem. Não desvirtuem o significado da data e não deem espaço à extrema direita em associar o dia a factos militares. Estamos fartos de idiotas, todos eles.







Há Falhas & Falhas

 As falhas informáticas continuam a verificar-se. Agora são os reembolsos, para quem os tem, do IRS.

Há quase 4 meses, a página e muito do que vai acontecendo na Câmara Municipal da Guarda são exclusivos do Executivo, dos vereadores e outros donos da casa.

Bem se sabe que não há sistemas infalíveis, e muito menos em informática. Daí tantas burlas. Mas, enquanto os serviços do IRS, a medo, vão dando a conhecer o que se passa, o executivo camarário da Guarda reuniu à porta fechada com os vereadores, terá dito o que tinha acontecido, mas os munícipes continuam sem nada saber. Não seria no mínimo ético esclarecerem tudo?

Já nem adjetivo a postura do executivo camarário, mas, no mínimo, direi que é vergonhosa.

À porta fechada?

"Cá vamos cantando e rindo, levados pela intrujice doentia"




segunda-feira, abril 20, 2026

Criminosos.

 O governo do Montenegro quer legalizar um CRIME.