quinta-feira, setembro 17, 2026

SNS

O Serviço Nacional de Saúde fez ontem 47 anos. 

É bom lembrar que é a António Arnault que o devemos. 

Convém lembrar, principalmente pelo muito de mal que vai acontecendo ao Serviço Nacional de Saúde, que os partidos que suportam o governo (PSD e CDS) votaram contra.



Imóveis a cair

A última reunião do executivo camarário da Guarda confirmou o que os guardenses já sabiam: a Câmara Municipal da Guarda transformou-se, por obra e graça de Sérgio Costa, seu presidente, numa imobiliária. E pior, muito pior, hipoteca a cada nova aquisição o futuro das gerações vindouras.

Agora já nem é a pronto pagamento, tudo a prestações. Isso mesmo, a Câmara Municipal compra a prestações.

Falta de tesouraria? Conveniência de serviço? Empréstimos adiados? 

Exigia-se uma explicação.

Mas não há. Tudo no segredo do feudo.

Só na última reunião do executivo camarário foram aprovadas a compra por atado de três imóveis num valor próximo dos 1,5 milhões de euros.

Coisa pouca para quem já tem uma carteira recheada de imóveis, muitos deles em completo abandono e a cair. Como já aconteceu num imóvel.

Se não há capacidade financeira para recuperar os imóveis antigos, como explicar novas aquisições?

Estranho, muito estranho.

O presidente do município justificou o investimento com a necessidade de revitalizar as zonas da cidade onde se situam tais imóveis.

E como?

O presidente fala na instalação de serviços públicos e mais habitação. Saberá a excelência que em nenhum lado a instalação de serviços determina qualquer revitalização? Os serviços encerram e a desertificação verifica-se. É só estudar.

Mas o mais chistoso foi a deliberação da compra de um imóvel que é propriedade de uma empresa que detém dois órgãos de comunicação social na cidade.

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta", senhor presidente.

Adquirir um imóvel que, segundo palavras do vereador do PSD, tem um custo de 800 mil euros, e a Câmara vai pagar durante 4 anos, 18 mil euros por mês, é, convenhamos, no mínimo para ser investigado.

Os munícipes da Guarda sentem que lhes estão a ir ao bolso. Inventem-se todas as justificações, plausíveis ou não.

Referir que os vereadores do PSD votaram contra as propostas de compra dos imóveis e o único vereador do PS votou favoravelmente.

Para memória futura.




Caminhando

Lembrando o poeta espanhol Antonio Machado e o seu poema "Cantares", em que se encontra a não menos famosa frase "o caminho faz-se caminhando". 

Entenda-se que não existe um roteiro pronto ou perfeito para a nossa vida. 

Que nós construímos o nosso destino por meio das nossas escolhas e passos de todos os dias.

E, quando olhamos para trás, vemos a história que os nossos próprios atos criaram.

A poesia está repleta de profundidade; é só saber interpretá-la e compreendê-la.




Pensar...

 


Evidência

 O Alexandre não responde à minha questão da evidência científica.

Pesquisei e eis o que encontrei: a tal evidência. 

Só que de científica não tem nada.

Só se for nas universidades politécnicas.

A LIÇÃO DE FERNANDO ALEXANDRE

Três filas de sete carteiras de dois lugares.

3 X 7 X 2 = 42

A evidência matemática mostra que cabem quarenta e dois.

Se houver um professor colocado...

Se o professor mantiver a aura...

Se o ministro visitar a escola...

Se cantarmos a musiquinha desta publicação...

Vai correr tudo bem!

E as aprendizagens? 

Isso não importa para nada, diz o ministro dos negócios estrangeiros apoiado pelo da defesa que fez o negócio das fragatas. 

Só nódoas. Nem com gasolina, que está com um preço elevado.

Já sei que irão perguntar a razão tanto espaço vazio.

Mais e mais alunos, se for preciso.

Ou pode servir para o Moedas dar uns pontinhos ou o Relvas ensaiar a «chula»!



Evidências?

O senhor Alexandre pode fazer o obséquio, se não lhe der muito trabalho, obviamente, de dizer onde leu tal evidência?

É que há muito cidadão que gostaria de conhecer tal evidência.

Evidência e logo científica?

Deve ser igual à daquele anormal que disse num programa da treta, num canal do lixo, que o senhor Alexandre seria um bom ministro em qualquer pasta.

Abomino bajulações e mentirosos.



Moedas e pontinhos

Com a falta de professores, o Moedas seria uma ótima escolha do Alexandre para uma disciplina que, por acaso, já não existe: "Lavores femininos". 

Nunca se sabe se o Alexandre, com a inovação das Universidades Politécnicas, não a traz de volta. Ou ir dar aulas para o IEFP.

E assim daria uma oportunidade ao Moedas de dar os tais «pontinhos».

Talvez resolva mais depressa os «pontinhos» do que os relatórios do elevador da Glória.

Idiota.




Imbecis

Os diretores das escolas acham-se os donos de tudo? 
Para onde querem que os alunos vão? 
Os pais trabalham. Ficar em casa? Sozinhos? 
Não há capacidade de imaginar atividades em substituição? 
Imbecis.



Assalto

 Não façam contas, que a canalha rouba-vos sem que deem conta.

1 lata =1,20€

Pack poupança 5 latas.

5 x 1,20 € = 6,00 €.

No #Continente dá 8. 09.

E por onde anda a fiscalização? Não precisam de responder. TODOS sabemos.

Só neste roubo «arrecadam» 2,09 €. Imaginem o que não roubam no resto?








E, mais uma vez, tenho que concordar com o Miguel Sousa Tavares.

 


quarta-feira, setembro 16, 2026

Nojento

Não é um ministro, apenas o candidato a pior ministro desde a Revolução de Abril.

É um governo.

Venha o diabo e escolha o mais incompetente.

Ontem, um Alexandre dizia que estava encontrada uma solução para diluir o número de alunos sem professor.

A solução abjeta apresentada foi aumentar o número de alunos por turma.

Mas a solução só resolve uma ínfima parte do grave problema que assola aquilo a que pomposamente chamam educação.

Alunos sem professor? Nem o ministério sabe. Continua sem saber. Incompetentes. Nem os sumários enviados para o ministério encontraram o número.

Mas há ainda situações que arrasam por completo a situação escolar em Portugal.

As aulas do ensino especial ainda nem começaram.

Para os que desconhecem o trabalho das escolas, dizer que ensino especial é uma modalidade de educação criada para apoiar alunos com necessidades educativas específicas e promover a sua aprendizagem. É um trabalho desenvolvido por professores especializados na área, por técnicos e, por vezes, por trabalhadores de ação educativa com formação.

Este ensino destina-se a crianças e jovens que apresentam dificuldades prolongadas ou permanentes.

Inclui estudantes com: 

- Deficiências físicas, motoras, visuais ou auditivas;

- Perturbações do desenvolvimento;

- Dificuldades severas de aprendizagem, comunicação ou interação social;

- Altas habilidades ou superdotação.

Ora, o acompanhamento familiar é importante para todo e qualquer aluno e muito em particular para estes alunos.

O que fez o ministério do Alexandre? Colocou uma aluna deste grupo numa escola a 300 km do seu agregado familiar.

Isto é um crime que lesa os direitos fundamentais de um cidadão.

Mas, como os ministros, deputados e outros poderosos têm subsídios para habitação, querem lá eles saber dos necessitados.

Um nojo.




terça-feira, setembro 15, 2026

Idiotas

Faltam professores e há alunos colocados a mais de 60 km de casa, no ensino básico, e a solução encontrada pelo Alexandre e o seu ministério e acólitos foi aumentar o número de alunos por turma. Já que aumentar o número de turmas é manifestamente impossível. Falta espaço, professores e restantes profissionais.

Brilhante, senhor Alexandre, e restante quadrilheiros.

Se já era difícil com vinte e tantos, trinta e tantos alunos motivá-los, imagine-se com perto de 40 alunos.

O caos generalizado.

Qual professor, por mais bem preparado que esteja, com aulas bem estruturadas, consegue, com tantos alunos, elaborar planos individuais de recuperação? Já nem falo em atividades de enriquecimento curricular, pois é manifestamente impossível.

Vai haver muito aluno a ficar para trás, nem se duvide.

Os professores em causa conseguirão pelo menos analisar as caracterizações socioeconómicas dos alunos? Será que ainda existem? Analisar o percurso curricular dos alunos, competências atingidas, formas de aprendizagem e tantos outros parâmetros essenciais para se fazer um diagnóstico individual e coletivo, planificar e avaliar?

Esqueçam tudo isso, próprio de um verdadeiro e profícuo processo ensino-aprendizagem.

A opção será, como sempre foi usual em certas escolas, os professores colocarem os alunos com melhores desempenhos nas filas da frente. Sim, porque os filhos das elites, que antigamente ocupavam os lugares da frente, já nem fazem parte da escola pública. 

O professor falará para os da frente e, a partir da 3.ª fila, a bagunça será total.

Isto se, mesmo assim, o professor conseguir lecionar durante 10 minutos. O que já seria um sucesso.

E as explicações particulares vão proliferar para os que podem pagar. Aumentam as salas de estudo. Tudo para quem pode pagar.

Elevadores sociais? Deixem-se de tretas. 

No final do ano letivo, tudo vai ser um sucesso. Avaliações de coisa nenhuma e muita classificação. Tudo feliz e contente com exames e provas falsificadas dos conhecimentos que não foram adquiridos. No ano seguinte, soma e cresce a ignorância.

E o país vê aumentar os idiotas.



Dificuldades?

Em fevereiro, o advogado António Garcia Pereira reforçou o pedido ao Ministério Público para que acione os mecanismos legais para extinguir o Chega, por considerar que o partido de André Ventura viola a Constituição.

E agora, com pendentes ou sem eles, sabe-se que algo foi decidido entre o Ministério Público e o Tribunal Constitucional. 

O quê? 

Segredo.

O que se sabe é que as dificuldades são muitas e variadas. 

Agora ficou-se a saber que o Ministério Público ainda não publicou os relatórios de auditoria e controlo do Plano de Recuperação e Resiliência referentes aos sétimo, oitavo e nono pedidos de pagamento.

Dificuldades de que ordem? Expliquem.

Dizer que os relatórios estão repletos de polémicas.

Por exemplo, só um exemplo, há muitos mais: no relatório referente ao quinto pedido de pagamento, além de apontar o dedo à Inspeção Geral de Finanças por não ter “concluído qualquer auditoria” aos sistemas de controlo interno do PRR, acusa a entidade liderada por António Ferreira dos Santos e a Comissão de Auditoria e Controlo, onde está também a presidente da AD&C, Cláudia Joaquim, de “obstaculizar” o seu trabalho de prevenção criminal, por não ter tido acesso a toda a documentação solicitada.

Estranha-se tal facto? NADA. Estamos em Portugal, não se esqueçam. 



Malas de ontem e de hoje

Ainda o caso da dificuldade de determinar se um partido político é fascista, na opinião de uma juíza do Tribunal Constitucional.

A afirmação foi proferida em... Macau.

Férias? Trabalho? Ou terá ido investigar o processo das malas cheias de dinheiro que foram despachadas daquele território diretamente para Portugal?

Algumas das malas chegaram sãs e salvas à Guarda.

Pois é. 

Sinais exteriores de riqueza nunca explicados.

Cala-te, boca!