sábado, setembro 05, 2026

Bens apreendidos e bens arrestados

 Não pertenço, nem quero pertencer, ao grupo dos que falam por interesse próprio ou por divertimento político do chamado caso «Luís Neves».

Aquilo que me move, neste como noutros casos semelhantes, é a procura da verdade e, se houver caso disso, que a justiça atue. Bem sei que nunca agirá, mas por isso é que não faço nem quero fazer por esquecer.

E, precisamente por falar em justiça, e a ser verdade o que é relatado, a decisão de Luís Neves, que atribuiu utilidade operacional a dezenas de bens arrestados a Rúben Oliveira, é nula.

Diz-se que há um despacho judicial de 2022 que considera nula a decisão de Luís Neves. Há? E a Polícia Judiciária não o conhece?

Muito estranho? Em Portugal, nada é estranho.

Admita-se, hipótese académica, que existe tal despacho.

Basta frequentar um primeiro ano de Direito, de uma escola séria e não de vão de escada, daquelas que vendem a preços de saldo, licenciaturas, mestrados e doutorados, para se saber a diferença entre bens apreendidos e bens arrestados. 

Parece que há gente que não sabe a diferença. Estudem, mas em escolas sérias.

O que mais impressiona neste caso dos bens são dois aspectos:

- A polícia judiciária não sabe (ou não diz?) onde estão alguns dos bens;

- Por outro lado, a desfaçatez, o à vontade, diria mesmo o gozo, que dá ao senhor ex-diretor da Polícia Judiciária usar um carro que, pelos vistos, não pode utilizar.

Será que se podem juntar pontas soltas?

O senhor ex-diretor da Polícia Judiciária tem dossiês de muitos políticos do país? 

Um pedido, senhora Felícia Cabrita, e restante equipe. Façam uma viagem pela A23, mais segura e rápida, menos de 4 horas até a cidade da Guarda. Ouçam as pessoas e investiguem. Provavelmente, para além da bela gastronomia que por cá existe, ainda se irão «consolar» com muita notícia interessante que vai acontecendo por terras da Ribeirinha, a amante do rei fundador. 

E não falo apenas de Luís Neves, mas de muitos outros casos. Ligados ou não? A seu tempo irão, tenho a certeza, descobrir.



Justiça social

 Faz parte dessa coisa horrenda que a canalha chama «senso comum». 

Mas o «senso comum» é uma aldrabice de todo o tamanho. Interessa, de que maneira, aos vários poderes.

Um exemplo prático.

Quando o dito «senso comum» reduz a justiça à mera meritocracia abstrata, ele desconsidera que os lugares sociais são previamente ocupados por dinâmicas de poder e exclusão. 

Romper com essa lógica exige descolonizar o olhar e entender que a emancipação humana só acontece quando a dignidade deixa de ser privilégio e passa a ser o ponto de partida coletivo.

Difícil de perceber? Só para os poderosos que nunca querem abdicar dos seus lugares e sensos.




Vandalos.

Mas o vandalismo não se ficou, e já era muito, nos balneários.

No exterior atiraram com grades, espalharam garrafões e garrafas de água. Muito provavelmente «oferecidas» (pagas pelos contribuintes).

Mais e mais vandalismo.

Não se aprende e não se ensina. 

O habitual.






Selvagens

Ontem deve ter havido alguma atividade desportiva no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda.

O habitual.

Desta vez, com direito aos participantes utilizarem o espaço do balneário. Armários e duches.

Pois era suposto que atletas, e imagina-se de que modalidade, utilizassem o balneário com civismo. Os monitores, recuso-me a chamá-los professores e muito menos doutores, deviam ter avisado os atletas do cuidado em respeitarem os equipamentos colocados à sua disposição.

Esqueçam.

As fotos são uma pequena amostra da destruição que foi feita nos balneários.

Armários destruídos, portas deles arrancadas, parede do balneário alvo do vandalismo, frascos espalhados pelo chão. 

Será que uma palestra sobre comportamentos cívicos não pertence à modalidade em questão?

Será tão difícil explicar aos vândalos que um atleta não pode, não deve ter tais comportamentos? 

Deve ser civicamente formado. Mas, infelizmente, só se pensa em ganhar a todo o custo, mesmo agindo de forma selvagem e sem respeito por nada nem por ninguém.

Isto é desporto? Não, é selvageria.







sexta-feira, setembro 04, 2026

Se lessem talvez aprendessem alguma coisa.

 


Pensem.

Pensem no que é dito. A grande questão está na forma como se ensina a questionar, compreender, pensar, partilhar conhecimento, ligar ideias e, acima de tudo, ter pensamento crítico sobre o todo e o particular. Pensem.



Moedas & moedas

Se fosse só de Lisboa, já era muito mau.

Mas mente, não assume as suas responsabilidades, as suas culpas, esconde-se em falsidades e hipocrisias.
O poder local é arrastado para a lixeira e aumenta a corrupção, toda ela.



El niño

 El Niño "muito forte" pode durar até fevereiro de 2027.

E vai determinar muito do que vai acontecer em todas as regiões da Terra, subida da temperatura, chuvas e ventos muito fortes.

As alterações climáticas estão bem visíveis; só não acredita nelas quem pensa que a Terra é plana, que a Terra não tem cerca de 4,54 mil milhões de anos.

Imbecis.



Sempre a subir

 A gasolina e o gasóleo voltam a subir para a semana.

E as subidas são brutais.

Litro de gasóleo deve subir 15 cêntimos e o da gasolina 12 cêntimos.

Culpados? Enumeram-se sempre os mesmos. Guerra no Irã, a tensão geopolítica no Oriente Médio e o consequente fechamento do estreito de Ormuz. Se bem que o petróleo que se consome em Portugal nem «passa» pelo estreito.

Mas é mais uma atenuante que interessa frisar, sem fundamento, acrescente-se.

Lembrar, a título de curiosidade, que em Portugal, a carga fiscal total (que junta o ISP, a taxa de carbono e o IVA) representa entre 40% e 55% do preço final pago pelos consumidores nos postos de abastecimento.

Acrescentar que, quando o preço do petróleo sobe nos mercados internacionais, o Estado arrecada mais IVA, mesmo que se faça uma redução temporária equivalente no ISP.

Ter em conta que, quando ajustada ao poder de compra, a carga fiscal em Portugal permanece entre as mais elevadas da União Europeia.

Em Portugal, na gasolina 95, há uma taxa de esforço comparada com o poder de compra de 0,98 €. 

Na Espanha, por exemplo, é de 0,74 €. 

Já no gasóleo, em Portugal, há uma taxa de 0,84 € e em Espanha é de 0,67 €.

Percebido? 




O que faz um governo?

Demissão em massa na urgência pediátrica do Hospital D. Estefânia, devido à falta de anestesiologistas.

Culpar as férias dos médicos pela falta de anestesiologistas é não ter a noção do real problema.

Veja se percebe de uma vez por todas. O problema é a falta de anestesiologistas. 

Formação. Percebeu?




quinta-feira, setembro 03, 2026

Incompetência.

Agora temos uma ministra da saúde que, em relação aos tempos de espera nas urgências, já absurdamente demorados a roçar a negligência e a irresponsabilidade, a única coisa que tem a dizer é que a situação ainda vai ser pior.

O que é isto?

Incompetência.




Direitos exigem-se

 E os direitos dos cidadãos com deficiência continuam a ser esquecidos em Portugal.

Como se escreveu num outro comentário sobre o tema, a acessibilidade não é uma mera adaptação técnica, mas uma condição para exercer direitos como estudar, trabalhar ou utilizar serviços públicos.

A inclusão não se mede pelo número de leis, mas sim pela liberdade, autonomia e participação efetiva das pessoas com deficiência.




Cuidem-se...

 À atenção de inquilinos.





Só farsas e o povo que as pague

E a canalha dirigente da Europa cospe para o ar.
Durante 100 anos, os Estados Unidos da América do Norte, as suas companhias, vão roubar o petróleo aos venezuelanos.
Há especialistas em direito internacional que questionam a legalidade a longo prazo de cessões de soberania económica desta dimensão. 
Há ainda quem conteste a legitimidade política do governo interino para selar um compromisso que condiciona recursos por um século. 
Elucidativo, a oportunista opositora María Corina Machado não se ter pronunciado sobre o acordo. Tudo explicado, precisa do pedófilo.
Assim como se percebe a posição de várias figuras ligadas ao regime de Maduro, incluindo o seu filho Nicolás Maduro Guerra, apoiarem o acordo. Maduro pai continua preso nos Estados Unidos da América do Norte. Há que salvar-lhe a pele. 
E como disse Karl Marx, curiosamente, “A história ocorre a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.