Finalmente o contrato entre o EduQA e a Deloitte, a consultora privada chamada pelo Ministério da Educação para "ajudar" a resolver o caos na classificação dos exames nacionais, foi publicado esta segunda-feira no Portal Base.
Precisamente no dia em que o Alexandre, ministro da Educação, era ouvido no Parlamento.
Coincidências do "arco da velha".
O contrato "visa" a prestação de “serviços especializados de suporte técnico urgente às plataformas de digitalização e classificação de provas” e foi celebrado por ajuste direto pelo valor de cerca de meio milhão de euros no total.
Simultaneamente, o EduQA publicou no mesmo dia o respetivo Caderno de Encargos e a carta-convite.
Coincidências as publicações serem realizadas no dia em que o senhor Alexandre falava aos parlamentares.
Coincidências, apenas.
Lembrar que o contrato foi formalmente assinado no dia 12 de julho e só ontem, dia 3 de agosto, dia da audição parlamentar, era publicado no portal.
O povo é sereno, é só fumaça.
Lembrar que outro contrato foi celebrado com a norte-americana Deloitte, no dia 2 de julho de 2026, por 4 999,99 euros mais IVA, para resolver outro problema: “a correção dos processos de leitura de QR Codes” dos exames que permitiriam identificar os alunos, mas que, conforme foi noticiado, terão sido substituídos por agrafes.
Tanto agrafe? Dos "QR Codes para os agrafes", brilhante.
Além destes dois contratos com o EduQA, a Deloitte tem vindo a ser contratada este ano pelo Ministério da Educação para vários outros serviços, por meio de uma outra entidade, a Agência para a Gestão do Sistema Educativo.
Gestão do sistema? Entendido.
A Comissão de Proteção de Dados estará atenta a estes fenómenos?
Seria de todo interessante saber.
O valor total destes contratos atingiu o valor de 2 160 000 euros.
























