A Entidade da Transparência fez o obséquio de dar a conhecer aos cidadãos alguns, poucos, dados da elite governativa.
Apenas do poder executivo e basta-vos.
Dos 60 ministros e secretários de Estado que fazem parte do executivo, «apenas» 18 informaram à tal entidade ter participações diretas ou indiretas em empresas.
Quais são as percentagens nas participações? Isso é segredo, não tendes direito a saber.
Bem, o outro justificou dizendo que é por «segurança»!
Segurança de quem? Do quê?
Entendido.
Isto é democracia?
Não, isto é fingir que há transparência.
Lembrar que a Entidade da Transparência apenas verificou 883 declarações (cerca de 10%) até abril de 2026, deixando por fiscalizar perto de 90% dos documentos entregues por titulares de cargos políticos entre 2024 e 2025.
Brilhante.
Isto chama-se o quê?
Guardar a sete chaves o aumento do pecúlio da elite.
Entendido.
Mas, se houvesse ou se quisessem ser transparentes, deviam permitir a qualquer cidadão consultar as declarações apresentadas pela elite governativa, toda ela.
Até porque, dessa forma, haveria muitas mais declarações escrutinadas.
Isso interessava? Claro que não.
Tá quieta, abelha, pois, como gostas de mel, as moscas deixariam de saborear a merda.


















