Quase cinco meses após a tragédia provocada pelas tempestades o país continua em sofrimento.
Anúncio de promessas não faltaram. O habitual em Portugal.
Houve 19 mortes, destruição de primeiras habitações, estruturas de abastecimento de água destruídas, falta de energia e de comunicações, com consequências graves em portos, hospitais, escolas, património e na atividade económica e, principalmente, na vida do povo.
Vendedores de ilusões, contorcionistas e malabaristas não faltaram.
Podem anunciar velhos planos, já falhados em alturas semelhantes, podem realizar conferências, palestras e debates que a miséria continua e o desprezo pelas populações é total.
Agora até a velha e caduca Presidência Aberta voltou.
Precisamos de ação e não de contadores de histórias e de números que só iludem, mas nada resolvem.
A incompetência é total.
A comunicação social cala e consente. Bajula.
A população assiste atónita ao saque e desvio dos apoios, todos eles.
Criaram a Estrutura de Missão!
Missão de quê e para quê?
Resultados? Apenas de anúncios quer dos montantes em prejuízos, quer dos apoios necessários. Qualquer folha de cálculo o faria sem grandes gastos.
Incompetência apenas.
Não haverá recuperação de tudo o que foi destruído e pior, muito pior, não haverá competência, engenho e arte, para sequer mitigar futuros desastres.
Entregues à fatalidade.