sexta-feira, maio 01, 2026

Hoje é dia do TRABALHADOR.

Mas não há nada para comemorar.
Há mais emprego, mas trabalha-se mais horas e os salários são miseráveis. É uma falácia de todo o tamanho dizer-se que Portugal apresenta uma taxa de emprego acima da média europeia. Engôdo completo. Quase quatro em cada 10 jovens têm contratos de trabalho temporários. Continuam a existir jovens a saírem de Portugal e a procurarem melhor vida noutros países. Deixem-se de tangas. Os jovens são os que mais sofrem com as atuais condições de trabalho, nomeadamente a precariedade, a falta de apoios sociais e de saúde. Usa-se e abusa-se do seguro médico como panaceia para enriquecer o privado. Portugal é um dos países europeus onde mais se trabalha e menos se recebe. Vergonhoso. Os portugueses ganham menos 15 mil euros por ano face à média da União Europeia. Pensem nisso. A luta é de TODOS os explorados. Quer a canalha queira ou não hoje é DIA DO TRABALHADOR.



Não ao assédio, qualquer que ele seja.

Lembrar algo que a canalha pratica para destruir a vida de muitos trabalhadores.
SOMOS SOLIDÁRIOS COM OS QUE SOFREM COM TAMANHA AGRESSÃO. Sois uns nojentos.



DIA DO TRABALHADOR

 


"A exceção excecional"!

Pergunta-se.
O "puxão de orelhas" é extensivo ao senhor, mais que tudo, o presidente da câmara da Guarda? É que, por um acaso também se ausentou da sala. Por um acaso. A tal exceção, excecional? Para alguns, pois.



quinta-feira, abril 30, 2026

Uma trabalhadora vítima de assédio laboral

Hoje, véspera do Dia do Trabalhador — não é do colaborador, como por aí se diz e faz acreditar —, trago-vos a intervenção da Gisela Valente, uma funcionária da Câmara da Guarda, não sei se ainda o é, que foi vítima de assédio laboral.
Ouçam até ao fim a intervenção da trabalhadora, por favor. Ouçam com atenção as acusações graves que a Gisela profere também em relação ao comportamento do presidente da câmara. A funcionária pede uma coisa tão simples - JUSTIÇA. Face às acusações de que foi alvo e aos vários pedidos de esclarecimento, o presidente da câmara limitou-se a pedir ao presidente da Assembleia Municipal uma certidão da acta da reunião para que, e passo a citar: «possa abrir, no mais curto espaço de tempo, um inquérito perante aquilo que foi referido». Que foi referido pela Gisela. Ouçam, por favor, o depoimento da Gisela. Grave, muito grave em pleno século XXI.



Plenamente de acordo.

 


As investigações ao célebre caso Costa são anedóticas.

O Ministério Público, e toda a "malta" que o acompanhou, revelaram, mais uma vez, incompetência e outras adjetivações que não vou fazer, dado que não quero e nem tenho paciência para sustentar burros a pão de ló.
Demoraram 2 anos a encontrar escuta do Costa! Brilhante. E será que é mesmo a escuta procurada? Dizem que o Costa foi "apanhado" a mentir sobre o projeto de Sines! E, finalmente, a cerejinha no topo do bolo. As notas apanhadas no gabinete do Escária tinham impressões digitais de 4 polícias e de uma quinta pessoa "desconhecida". Ou seja, estão conspurcadas. Não servem como provas. Por que manusearam as notas sem luvas? Não as tinham? Tudo, mas mesmo tudo, muito estranho. Posso questionar? É-me permitido? Obrigado! Por fim só gostava de saber o que ensinam nas escolas de polícia? Um qualquer cidadão, minimamente inteligente, na presença de tais provas, nunca lhes tocaria, dado serem provas úteis ao processo. Não tenho a menor dúvida. Mas isso eram cidadãos minimamente inteligentes, pois.



E o regabofe nas escolas continua.

Depois que os espetáculos não aconselháveis a menores foram realizados nas escolas com consentimento de "diretores" e sem qualquer sanção do ministério, eis que agora, tardiamente, o senhor Fernando Alexandre agiu.
Mandou que as escolas suspendessem atividades com uma associação, dita sem fins lucrativos, acusada de vender cursos às famílias, ao sábado reabrindo as escolas para tal divulgação e negócio.
Os cursos vendidos às famílias, e já aqui relatados, pertenciam à
Associação Internacional Lusófona para a Educação acusada de utilizar as escolas como plataforma de venda de cursos, sob o pretexto de serem projetos educativos.
Diz-se que o ministério do senhor Fernando Alexandre está a acompanhar a situação por meio da Inspeção-Geral da Educação e Ciência.
Então que acompanhe tudo, se não der muito trabalho.
É que há outras situações deveras inaceitáveis que vão acontecendo.



Insulto

Certos pasquins, quando não têm notícias ou quando querem insultar os portugueses, trazem para as primeiras páginas assuntos que todos já percebemos as reais intenções de determinadas ações e opções. Por mais nojentas e aberrantes que possam parecer.
Esta é uma delas. A naturalização do «senhor» é muito fácil de explicar e todos a perceberam. Nacionalidade portuguesa atribuída em apenas dois meses e meio? Falhas no controlo? A investigação, mas há investigação? A dita cuja ainda não chegou a conclusões. Não chegou nem chegará. Basta de insultar os portugueses. Dúvidas sobre o papel das autoridades portuguesas? Deixa-me rir.... Todas estas questões fazem-me rir, por um lado, mas enojam-me por outro. Mas onde é que não há conclusões? Onde falta o petróleo. Os imigrantes que estão em Portugal há anos e anos ainda têm a sua naturalização por resolver e outros já foram recambiados para o país de origem. Não queiram insultar mais a inteligência dos portugueses.



Ponto de vista

É quase impossível, numa crónica que se quer concludente, de fácil e rápida perceção, não muito repetitiva e suficientemente tenaz para atingir os alvos pérfidos de uma sociedade em profunda desagregação, dizer o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. Em dias, fizeram-se anos. A revolução estava na rua, nos campos, nas fábricas, nas escolas, em suma, no país inteiro. Era o tempo das palavras e da música como as de Sérgio Godinho, que ecoavam pelas telefonias, nos comícios e encontros — a liberdade. “Viemos com o peso do passado e da semente/ Esperar tantos anos torna tudo mais urgente/ e a sede de uma espera só se estanca na torrente/ e a sede de uma espera só se estanca na torrente/ Vivemos tantos anos a falar pela calada/ Só se pode querer tudo quando não se teve nada/ Só quer a vida cheia quem teve a vida parada/ Só quer a vida cheia quem teve a vida parada/ Só há liberdade a sério quando houver/ A paz, o pão/ Habitação/ Saúde, educação/ Só há liberdade a sério quando houver/ Liberdade de mudar e decidir/ Quando pertencer ao povo o que o povo produzir”. Sim, era o tempo da liberdade de ter pensamento próprio, do fim do “cuidado com os pensamentos”; “cuidado com a língua”; “vê lá o que dizes”, do “estar caladinho” para salvar a pele e a alma, o sustento e a sobrevivência. Era a utopia que varria o país. Demitiram-se os capangas que, a troco de míseros tostões, denunciavam à polícia política das ditaduras colegas de trabalho, vizinhos com os quais se embirrava, as conversas de café ou noutro lugar. Os bufos e os inspetores eram os senhores e donos do país. O trabalho finalmente era dignificado. Decretou-se o pagamento das horas extraordinárias, do trabalho fixo, do subsídio de férias e de Natal, limites ao trabalho noturno e ao fim de semana, sem trabalho — que era para descansar e ser feliz —, o direito à greve sem restrições nem pré-avisos ou serviços mínimos, e tetos aos salários dos gestores. Promoveu-se a eleição democrática de comissões de gestão nos mais diversos locais de trabalho. As escolas privadas foram transformadas em escolas públicas. O currículo devia ser integral e igual para todos, ricos e pobres, era o fim da classificação de liceus e escolas industriais e comerciais. O elitismo caía por terra. Apenas escolas públicas com os mesmos currículos. Esses dias de revolução, de “só quer a vida cheia quem teve a vida parada”, faziam com que a vida fosse festa, não sacrifício. Em que a saúde passou a ser um direito de todos. Foi isto a revolução, nascida, como salienta, e muito bem, a professora doutora Raquel Varela, “da desobediência ao Movimento das Forças Armadas, que, no dia do golpe de estado, disse à população que ficasse em casa, em sucessivos comunicados.” Fim de citação. Este vigor igualitário e livre, esta democracia real que se viveu entre 1974 e novembro de 1975, como nunca existira igual na história do país, é isso que o casamento entre liberalismo austeritário e fascismo agora quer derrotar. Por isso, a luta contra o pacote laboral, pela carreira docente pública, pelo Serviço Nacional de Saúde, pelos transportes públicos e gratuitos, contra a guerra e o seu financiamento não é apenas um museu de conquistas de Abril – muitas das quais se perderam para tantos que não sabem o que é segurança no emprego, direito a uma casa, uma família e paz. A festa é contra o fascismo e a guerra, por uma casa para todos, por emprego digno com direitos e salários justos, pela liberdade toda ela, desde logo a de pensar sem amarras, do direito a dizer não. De sermos, todos, mas mesmo todos, felizes, e não apenas a elite que se vingou no mês de novembro. Nas palavras de José Mário Branco, “o mês em que estragaram a nossa festa”. Mas resistimos e resistiremos até que a mudança se dê, assim o povo o queira.
Tenham uma excelente semana.



Assembleia Municipal da Guarda

Ontem, dia 29 de abril de 2026, aconteceu mais uma Assembleia Municipal da Guarda.
Como tem acontecido, desde que o sistema informático, sem justificação plausível dada aos munícipes, colapsou, e já lá vão quase 4 meses, não há Edital e os documentos que por lei, ainda não a mudaram (???), devem ser dados a conhecer aos munícipes, continuam a pertencer à elite. Assim vamos assistindo ao circo. Ontem muitos números circenses, como é habitual. Deles daremos conhecimento em futuras publicações. Não faltará a "charanga" com música a compasso, os andores e as celebérrimas oferendas ao patrono. Há cenas verdadeiramente hilariantes e serão documentadas para se aquilatar da paupérrima atuação de alguns protagonistas. A seu tempo.



Ilusionistas

E os governantes em Portugal, a elite do «chinelo», continuam a distribuir discursos nojentos e falsos em benefício próprio.
Uma ministra do Trabalho - já deviam ter mudado o nome para ministério do capital - vem dizer que a revisão laboral é uma reforma essencial. Essencial? Para quê? Diz a «dama» que, sem a reforma, "dificilmente" se ultrapassará os indicadores que "continuam a colocar Portugal na cauda da Europa". Já ouvimos este mesmo discurso noutros tempos e continuamos a marcar passo. Deixe-se de iludir os cidadãos. Não é com miséria e exploração desenfreada que a economia cesce. Reforma laboral, a par da reforma do Estado e da reforma fiscal, é essencial para “convergir com a Europa”, diz o governo do Montenegro. E onde fica a corrupção? Digam-no frontalmente. Sem fiscalização prévia do Tribunal de Contas? A roubalheira vai aumentar desmesuradamente. Deixem de ser rídiculos e ilusionistas. Já o Ministro da Defesa, ou também já é da Guerra, diz que "Não há NATO sem Estados Unidos". Agora já aprendeu o que é o Tratado do Atlântico Norte? Umas aulinhas fizeram-lhe bem.



A propósito!

A crítica não nasce de forma espontânea; ela constrói-se.

E Antonio Gramsci já nos alertava sobre isso muito antes da era dos algoritmos e das opiniões instantâneas.

Vivemos num tempo em que pensar é quase um ato de resistência. Entre discursos mastigados, verdades rápidas e informações superficiais, desenvolver um olhar crítico é, mais do que nunca, um gesto de autonomia.

Para Gramsci, educar, despertar consciências, alertar para os perigos do dormir em cima de ilusões, de acreditar sem questionar, de viver na caverna, não é apenas transmitir conteúdo: é formar cidadãos. É ajudar o indivíduo a compreender a realidade social em que está inserido, questionar estruturas e perceber que nada é tão neutro quanto parece; é ajudá-lo a crescer civicamente.

A verdadeira educação, formal, informal e não formal não adestra. Ela inquieta, provoca, desestabiliza certezas e mostra que o «reizinho» vai nu. Ele e todo o séquito. E por isso a elite detesta a verdadeira educação.

E talvez seja esse o maior desafio do nosso tempo: formar cidadãos que não apenas consumam o mundo, mas que sejam capazes de interpretá-lo — e transformá-lo.

Porque pensar dá trabalho. Mas não pensar custa muito mais.




A corrupção em Portugal aumenta de forma exponencial.

Mais uns quantos.
Se algum cidadão procura denunciar, é logo acusado de antidemocrático, de mal com a vida ou até de invejoso. Eu tenho-lhes nojo, repulsa. Nunca quereria pertencer à gatunagem corrupta e calar-me. NUNCA! Para a canalha esta democracia é uma forma expedita de fazer fortuna em prejuízo de milhões que vivem na miséria. Uns "chinelões". Será que os milhões de portugueses nunca irão perceber o que se passa? IRRA!