terça-feira, maio 26, 2026

Mas quereis enganar quem?

 

"Ao mesmo tempo que encerram urgências e valências hospitalares que fazem falta às populações, dão-se ao desplante de inaugurar hospitais privados. Induzem escassez de resposta no SNS (geral, universal, tendencialmente gratuito, segundo a Constituição), para viabilizar o negócio."
 

 

Escolhas certas

 

Enquanto o Estado financia Chic-Nics, 301 mil crianças estão em estado de pobreza em Portugal, dados de 2024.
A desigualdade começa na infância, quando negamos a uma criança o direito a almoçar, a aprender a nadar ou a ir a uma visita de estudo.
Precisamos de universalizar o Estado social. Refeições gratuitas nas escolas. Visitas de estudo gratuitas. Sem burocracias, sem provas de carência, sem esmolas.
E o dinheiro?
Acabar com isenções fiscais para não residentes.
Acabar com subsídios absurdos.
Acabar com as despesas de representação, todas elas. Que gastem o dinheiro que lhes é dado pelo lugar que ocupam.
Acabar com um Estado que funciona como banco para empresas privadas.
Acabar com um Estado que apoia o desporto profissional todo ele e o encapotado.
Abolir as propinas custaria 300 milhões, exatamente o mesmo que custou a baixa de IRC.
Tudo isto são escolhas. E é preciso começar a tomar a escolhas certas.
 

 

Aprendizagem de ouvido.

 

Tesourinhos da Assembleia Municipal da Guarda, 29 de abril de 2026 - aprendizagem de ouvido.
O senhor presidente da câmara da Guarda, a cada intervenção vai a revelar como fez e faz a sua aprendizagem, pelo canal auditivo.
Ouviu, aquando das inundações em Coimbra falar do «bazófias», como sendo um epíteto atribuído ao rio Mondego, seco no verão e com muita água no inverno. Vai daí chamou ao rio «o nosso bazófias»!
Senhor presidente no «alto» Mondego não se usa tal epíteto. É termo coimbrão.
O senhor faz lembrar aqueles músicos que não sabendo uma única nota musical aprendem uma melodia pelo ouvido e quando algo falha é desafinação por completo.
Por cá, chama-se rio Mondego.
Bazófias? Vá ao "Mondeguinho" e veja se há alguma semelhança com a caraterização dada em Coimbra.
"Sapateiro não vás além da sandália"!
 

 

Sapatilhas, tamancos e ilusionistas.

 

Mais um tesourinho da Assembleia Municipal da Guarda, 29 de abril de 2026 - sapatilhas, tamancos e ilusionistas.
Um senhor deputado apresentou uma moção a bajular os eventos dos "sapatilhas" na Guarda.
Nada contra, cada um apresenta o que mais lhe convém, obviamente.
Bem se sabe que o executivo camarário tem dois pilares onde assenta todo o seu populismo, «a sapatilha» e a «batina e o Clérgima». Este último e a tonsura em desuso. Mas as beatas apagadas ou acesas ainda gostam.
Vem a propósito lembrar que a moção inicialmente apresentada tinha vários nomes de atletas, a tal que tem de ser «enviada» dois dias antes da assembleia. Mas a moção referida na assembleia, ao vivo e a cores, OMITIU os nomes.
Estranho?
Olhe que não.
Lembrar que há pelo menos um nome que é federado num clube que não pertence ao concelho nem ao distrito da Guarda. No entanto, recebe chorudos apoios monetários desse clube, tem transporte em carro topo de gama de casa para os treinos e vice-versa, tem transporte da autarquia para as provas, estadias em hotéis de muitas estrelas. Sempre a representar o tal clube. Enquanto os outros atletas que pertencem a clubes do concelho andam nos transportes públicos.
Já nem preciso de referir que diariamente se apresenta com fatos de treino diferentes incluindo as «sapatilhas» e óculos de sol.
Estranho?
NADA.
A Assembleia Municipal não serve para fiscalizar o executivo? Do que esperam?
Bater palmas a profissionais pagos com o dinheiro dos contribuintes.
Também está bem.
 

 

Ontem eram as passagens administrativas, hoje a falsidade das equivalências.

Oh Passos explica ao pessoal como chegaste aí, e, já agora, qual é a tua avaliação de desempenho? Se tivesses um pingo de honestidade enfiavas a cabeça num buraco. Chegou, porque se inscreveu naquele programa de equivalências do Sócrates e teve boas notas. Ainda ele falou mal do Sócrates... Há por aí tantos iguais a ti.
 

 

Um ministro representa um país. Não se pode negar esta realidade.

 


Lembrar José Mário Branco.

 Se fosse vivo teria comemorado 84 anos. 
 

 

O que vale um trabalhador?

 
O dono da Jerónimo Martins voltou a ser o gestor mais bem pago de Portugal, ganhando o equivalente ao salário de 226 trabalhadores do Pingo Doce.
Barbaridade.
 

 

Família

 


domingo, maio 24, 2026

Os Três da Vida Airada.

 

Cocó, Ranheta & Facada.
Ainda não tinham recebido as ajudas de custo para os fatos.
Agora é vê-los bem alba dardos por costureiros de renome.
 

 

Papagaios e macacos de imitação

 A célebre reflexão de Eduardo Galeano sobre "papagaios" e "macacos de imitação" vem a propósito do que vai a acontecer aqui pela Guarda em termos do que se chama "modernização". Até uma certa altura os regedores construiam rotundas, grandes, colossais. Todos nos lembramos da célebre escultura que foi colocada na rotunda do "G" e que tantos acidentes provocou. O presidente da República Jorge Sampaio chegou mesmo a criticar a proliferação de tais inovações. Não bastavam as árvores vieram as esculturas. O regedor de então, Álvaro Amaro, gastou na célebre escultura da mão e do cubo nas rotundas do Rio Diz e do Alvendre e zonas envolventes qualquer coisa como 428 778 euros (IVA incluído)! Uma brutalidade. Só a escultura de Dora Tracana custou 92 mil euros. Mas houve mais gastos ao tempo de Álvaro Amaro. Com a requalificação dos espaços e os trabalhos realizados nas rotundas do 5 F’s, da Luz e do Anjo da Guarda a Câmara gastou em dois anos e meio de mandato mais de 1,2 milhões de euros em «cinco estátuas e amanho» de rotundas. Nada que incomodasse o executivo mesmo estando a câmara em processo de saneamento financeiro. Sempre à "bolina"! Depois mais imitações. Começaram a aparecer as ecovias. A Guarda tinha de ter uma, obviamente. Segundo se diz foram mais 2,7 milhões de euros. Quantos peões e ciclistas a utilizam atualmente? Depois os passadiços. Havia passadiços a surgirem por todo o sítio. A Guarda não podia ficar sem passadiços. Mais 4 milhões de euros. Depois mais imitações. Cidade ou santa terrinha que se preze deve ter o seu monumento com letreiro turístico. A Guarda tem o seu na Praça Luís de Camões. Preferiu-se o letreiro, para que os que nos visitassem ou os que por cá vão estoicamente resistindo em ficar não esquecerem o nome da sua cidade, em detrimento da recolocação do fundador da cidade no local central da praça. Gostos, obviamente. O custo de um letreiro turístico varia entre 2 000€ e 15 000€, dependendo do tamanho, material e iluminação. Agora chegaram as pinturas nos muros. Chamam-lhe arte urbana. Com alguma criatividade até se pode gostar de algumas pinturas. E o custo? A manutenção? E onde vai ficar o cartaz, minúsculo até agora, deseja-se bem mais visível, a avisar crianças e jovens da utilização correta da pista de saltos? É importante.
 



 

sábado, maio 23, 2026

Tesourinhos da Assembleia Municipal da Guarda, 29 de abril, 2026 - santos e demónios.

 

"Pedidos de esclarecimento sobre aquilo que o senhor presidente disse e não sobre o que não disse. O que não disse, não disse".
E diz mais o dono da casa. "Se ele entender que não deve dizer não diz."
A transparência na sua mais cruel realidade. Se havia dúvidas tudo esclarecido.
O poder fiscalizador da Assembleia Municipal esgota-se no que o senhor presidente diz e acabou-se o pedido de esclarecimentos.
Inacreditável.
O quero, posso e mando!
E o retirar a palavra à senhora deputada?
Clima de medo? Mas quem duvida?
Medo em todos os contextos, senhora deputada. Até na forma intempestiva, com laivos de agressividade na nossa modesta opinião, com que o senhor presidente se dirige à senhora deputada.
Posso ter a minha opinião? Agradecido.
Haja respeito POR TODOS.
Vamos ao almoço.
 

 

A REPÚBLICA DAS BANANAS. SEM ELAS, MAS COM MONTES DELES QUE PERMITEM ESTE ESCÂNDALO!

 

Lembram-se deste artista?
Um tal Paulo Teixeira Pinto?
Eu recordo-vos...
Com 46 anos, Paulo Teixeira Pinto reformou-se após ser considerado "inapto" por uma Junta Médica da Segurança Social, saindo do BCP com uma indemnização de 10 milhões de euros e com o compromisso de receber, até final de vida, uma pensão anual equivalente a 500 mil euros.
Isso mesmo!
Contudo, mandou às urtigas a "inaptidão" e...
Atualmente é dono do grupo editorial Babel.
É ainda presidente da Direção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
Presidente do Conselho Fiscal do Novafórum e da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas.
Vice-presidente da Assembleia-Geral do TagusPark.
Membro do Conselho Geral do GRUPO LENA.
Consultor jurídico na Abreu Advogados.
Membro do Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa e dos Conselhos Consultivos da Universidade de Lisboa e do Plano Tecnológico.
E FOI CONSIDERADO INAPTO! OLHA SE NÃO FOSSE…?
Sois uns ceguinhos, abri a pestana.
És pinto, mas sabes mais que muitos galos.
 

 

O poder manda

 

Trump publica um vídeo em que atira o apresentador de TV Stephen Colbert para o caixote do lixo. Ontem foi transmitido o último episódio do programa que durou 33 anos e acabou retirado do ar por pressão do Trump. O dublê do ditador atacando a liberdade de expressão.
E se fosse só nos Estados Unidos da América do Norte...