segunda-feira, junho 08, 2026
Incumprimento
Os municípios da Marinha Grande e de Leiria não conseguem concluir, até 30 de junho, a análise de mais de 14 mil candidaturas (3 365 na Marinha Grande e 10 808 em Leiria) a apoios até dez mil euros para reconstruir habitações danificadas, apresentadas por munícipes lesados pelas tempestades no início do ano. Esta meta foi estipulada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. No entanto, há candidaturas entregues que ainda nem sequer foram analisadas.
Um nojo.
Vergonhoso.
Jornadas
No dia 6 de junho de 2026, tiveram lugar na Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, umas Jornadas da Pastoral da Saúde.
Essas jornadas assumiram-se, segundo a propaganda oficial, como “uma iniciativa dedicada à reflexão, formação e sensibilização para o cuidado humano, espiritual e pastoral no contexto da saúde”.
As jornadas “reuniram profissionais de saúde, agentes pastorais, voluntários, cuidadores, ministros extraordinários da comunhão e todos os interessados nesta área da pastoral da Igreja”, segundo é relatado.
E, pelo que é dado constatar pela foto, lá estiveram o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, e a presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda.
Em nome individual ou em nome das instituições? Resta saber.
Mas como disse um primeiro-ministro, um ministro esteja onde estiver nunca deixa de ser ministro. Pois é!
Lembrar que os dois são subscritores de um "protocolo", em análise judicial, que está no centro da polémica pública da vinda da Dra. Rita Figueiredo para a Unidade Local de Saúde da Guarda em 2022. Polémica essa que traz a digníssima senhora envolvida em diversos inquéritos judiciais por suspeita da prática de crimes vários, entre os quais o de fraude.
Será que a "pastoral" também envolveu o recrutamento de um padre, a tempo inteiro, pedido feito ao bispo da diocese local, para atuar como capelão nos hospitais e unidades de saúde da região?
Esta gente não sabe, não estudou, que o Estado português é um Estado laico?
Assim vamos indo, aqui pela Guarda...
E, pelo que é dado constatar pela foto, lá estiveram o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, e a presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda.
Em nome individual ou em nome das instituições? Resta saber.
Mas como disse um primeiro-ministro, um ministro esteja onde estiver nunca deixa de ser ministro. Pois é!
Lembrar que os dois são subscritores de um "protocolo", em análise judicial, que está no centro da polémica pública da vinda da Dra. Rita Figueiredo para a Unidade Local de Saúde da Guarda em 2022. Polémica essa que traz a digníssima senhora envolvida em diversos inquéritos judiciais por suspeita da prática de crimes vários, entre os quais o de fraude.
Será que a "pastoral" também envolveu o recrutamento de um padre, a tempo inteiro, pedido feito ao bispo da diocese local, para atuar como capelão nos hospitais e unidades de saúde da região?
Esta gente não sabe, não estudou, que o Estado português é um Estado laico?
Assim vamos indo, aqui pela Guarda...
domingo, junho 07, 2026
Enganos
E para não mostrarem o estado caótico das escolas já nem publicam os resultados da proficiência.
Aldrabões.
É o tal país que está melhor...
A luta pela sobrevivência
Todos vamos vendo, lendo e ouvindo o estado de degradação que as cadeias, as dos pobres que caíram no abismo, vão a sofrer.
Aqui, pela Guarda, o estado da cadeia é lastimável. O mesmo sucede em quase todas as cadeias em Portugal.
O péssimo estado de conservação das cadeias, associado ao estado psicológico dos reclusos, determina um estado de guerrilha dentro dos estabelecimentos.
Só a cadeia da elite, a de Évora, mandada edificar pelo Sócrates, ironia do destino, tem todas as comodidades e até um solário.
Mesmo sem condições, alguns dos reclusos conseguem adquirir novas aprendizagens. Ser-lhes-ão úteis no futuro? Numa sociedade como a nossa, é de duvidar. Mas fica o exemplo.
A aprendizagem pode ajudar a sair do abismo, basta que todos queiram ajudar a vencer preconceitos e hipocrisias.
Não é fácil.
Só a cadeia da elite, a de Évora, mandada edificar pelo Sócrates, ironia do destino, tem todas as comodidades e até um solário.
Mesmo sem condições, alguns dos reclusos conseguem adquirir novas aprendizagens. Ser-lhes-ão úteis no futuro? Numa sociedade como a nossa, é de duvidar. Mas fica o exemplo.
A aprendizagem pode ajudar a sair do abismo, basta que todos queiram ajudar a vencer preconceitos e hipocrisias.
Não é fácil.
sábado, junho 06, 2026
Ignorantes
Os estrangeirismos voltam ao léxico do executivo camarário da Guarda.
Quando a cultura é nula, o respeito pela Língua Portuguesa é vergonhoso. O que esperar?
Uso e abuso dos estrangeirismos.
Uma língua tão rica como a nossa, que deu ao mundo, para quem estudou, dos maiores escritores, inclusive um Prémio Nobel é desprezada e ignorada, o que é um atentado à nossa cultura.
Agora deram o nome pomposo “STREET WORK OUT” a um espaço.
Lembro-me de uma das mais belas citações da literatura portuguesa. A famosa frase de Bernardo Soares, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, do Livro do Desassossego, em que o poeta expressa a ideia de que a sua verdadeira terra natal, a sua identidade e o seu refúgio não se encontram nas fronteiras físicas, mas sim no universo da língua portuguesa.
Mas, como as aprendizagens estão pela hora da amargura, nada a admirar de gente que nunca leu uma qualquer obra. Apenas as conhecem pelos resumos dos resumos ou pelas capas.
"Minha pátria é a língua portuguesa", disse Fernando Pessoa.
E para todos nós que a sentimos e vivemos, também é e será, por muito que seja difícil entender para muitos ignorantes.
Agora deram o nome pomposo “STREET WORK OUT” a um espaço.
Lembro-me de uma das mais belas citações da literatura portuguesa. A famosa frase de Bernardo Soares, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, do Livro do Desassossego, em que o poeta expressa a ideia de que a sua verdadeira terra natal, a sua identidade e o seu refúgio não se encontram nas fronteiras físicas, mas sim no universo da língua portuguesa.
Mas, como as aprendizagens estão pela hora da amargura, nada a admirar de gente que nunca leu uma qualquer obra. Apenas as conhecem pelos resumos dos resumos ou pelas capas.
"Minha pátria é a língua portuguesa", disse Fernando Pessoa.
E para todos nós que a sentimos e vivemos, também é e será, por muito que seja difícil entender para muitos ignorantes.
Caloteiros
Mas, afinal, quem são os devedores?
Se for um qualquer cidadão, paga e com juros. Já um todo-poderoso é-lhe protelada a dívida, sempre à espera da vinda do Papa ao país.
O fisco queixa-se de dívidas.
O presidente da Câmara da Guarda queixa-se de que os saldos negativos da APAL - SIM se devem a devedores que não pagam a água que consomem.
Embustes para papalvos
Custa à Assembleia da República?
A entidade em causa tem receita própria?Impostores.
Mais um custo suportado pelos contribuintes, sejam honestos nas afirmações.
Não iludam e muito menos deixem de ser idiotas.
Até um busto! Uma fotografia não bastava?
Artistas de circo
Um aviso aos que andam por aí a reivindicar milhões e a prometerem obras megalómanas.
Deixem de ser ilusionistas.
Ficheiros secretos
Em 1971, um analista do Pentágono deu a conhecer 7 000 páginas de documentos supersecretos que demonstravam que quatro presidentes dos Estados Unidos da América do Norte tinham mentido sistematicamente sobre a guerra do Vietname. O seu nome é Daniel Ellsberg, e enfrentou acusações de 115 anos de prisão sob a Lei de Espionagem de 1917.
O mais estranho, ou talvez não, foi que o corrupto, vigarista Nixon, estava obcecado em destruí-lo. Ele sabia bem a razão ou razões.
Em 13 de junho de 1971, o The New York Times publicou a primeira denúncia. Nixon processou-o, mas o Supremo Tribunal decidiu a favor da imprensa em 30 de junho.
Em 2021, Ellsberg revelou que o Pentágono planeou atacar a China com armas nucleares em 1958 por Taiwan, sabendo que a URSS iria retaliar e milhões morreriam.
Mais denúncias sobre as arbitrariedades dos presidentes dos Estados Unidos da América do Norte.
Exploração
Enquanto o marketing das gigantes da tecnologia nos vende inovação e design, a realidade por trás da produção é brutal. Estamos a falar do leste da República Democrática do Congo, responsável por mais de 70% do cobalto extraído no mundo, o componente essencial para baterias de smartphones, notebooks e carros elétricos.
Mas o que acontece lá não é "cadeia de suprimentos". É exploração pura.
Milhares de trabalhadores vivem em condições análogas à escravidão, arriscando as suas vidas diariamente nas minas, por menos de 2 dólares por dia.
O que é ainda mais chocante: estima-se que existam cerca de 40 mil crianças inseridas nesse ciclo, quebrando pedras para que as multinacionais mantenham o ciclo de consumo desenfreado do Ocidente, incluindo o lançamento anual de novos modelos de iPhone.
A engrenagem do capitalismo, que não nos ensinam nas escolas, é mantida por esse nível de sofrimento humano.
A estrutura de poder por trás disso é densa. A maior mina de cobalto da região, que depende dessa mão de obra, é operada por figuras que não são apenas gestores, mas agentes com conexões profundas com o aparato de inteligência de Israel (Mossad) e residentes em Tel Aviv.
Podes continuar a cumprimentá-los e a saudá-los.
Esta é a face oculta do "progresso", do capitalismo e da hipocrisia.
É urgente denunciar.













