No encerramento da "Universidade de verão do PSD", Montenegro trouxe para o discurso final o ensino.
Percebemos a razão. Há que defender o ministro Alexandre, pois o outro ministro já tem patins e está à beira de ser empurrado para fora da carroça.
Mas escolheu mais um caso polémico. Não havia mais nada de sério para discursar, é evidente.
O ridículo dos exames, a trafulhice total das classificações e dos respectivos recursos, das provas que desapareceram e tudo mais que arrasaram uma candidatura ao ensino superior, transformando-o numa lota de peixe podre.
Mas, para acalmar as hostes e dar mais uma de enganador, malabarista, contorcionista e ilusionista, anunciou mais uma universidade. No interior norte, em Bragança.
Se Montenegro se preocupasse com o que realmente interessa, teria muito mais a dizer sobre o ensino. Desde logo pela exigência e rigor nas aprendizagens. Mas, para quem obteve uma licenciatura numa escola de oitava categoria, tal tema é muita areia para a camioneta.
Ficou-se pelo anúncio de mais uma escola. Se ao menos fosse uma escola das que fazem falta, dado haver alunos que não têm vagas e se sujeitam a ficar sem escola, era de homem.
Como seria se falasse de rigor de aprendizagens em todos os níveis de ensino, mormente nas escolas públicas, e com o fim de sessões degradantes e das tão anunciadas praxes e agora com as cópias do Campeonato de "farmar aura", que é importado de países de fraco nível de aprendizagem, da América do Sul, e que, nas palavras dos organizadores, serve para ridicularizar os intervenientes. Isto é aprender o quê, senhor Alexandre?
Mais e mais entretenimento de péssimo gosto.
Tudo em conformidade com o nível de aprendizagens de muitos dos novos e atuais frequentadores das escolas, onde, para além do coçar os cotovelos pelas mesas e as bebedeiras, nada mais interessa.
Fale, senhor Montenegro, que as Associações de estudantes vão gostar de o ouvir.
