Ainda o caso de um Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária e agora ministro.
Mensagens trocadas na Direção Nacional da Polícia Judiciária contrariam as declarações do agora ministro, Luís Neves, para a entrega ao empreiteiro João Santos, de Barcelos, do atrelado com produtos químicos usados na manipulação de droga.
Os e-mails deixam claro que o orçamento de 150 mil euros de que falou Luís Neves seria, sim, para a destruição de todos os produtos e materiais depositados no Seixal e em Tires.
Mas, supostamente, há mais a contar.
Os bidões com os produtos químicos recuperados pela Polícia Judiciária em Barcelos já estavam desselados e com evidências de já terem sido usados.
Tudo isto e muito mais pode ser lido na imprensa.
Tanto me importa que seja o jornal A ou B, e não o C, propriedade de um magnata de barcos e viagens turísticas, a dar a notícia.
Nas tintas, para não ser mal-educado.
Importa que o Ministério Público averigue.
Já agora, dizer que a excelência Luís Neves, agora ministro do Montenegro, continua a utilizar um carro desportivo, curiosamente apreendido pela Polícia Judiciária.
Carro descaracterizado?
Entendido.
