quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Caviloso

Ontem Paulo Rangel «apresentou» a sua candidatura a chefe da turma do PSD/PPD.
Ainda o comecei a ouvir, pois TODOS os canis televisivos estavam a dar a conferência de apresentação, não havia alternativa!!!
Liberdade de escolha, claro!!!
Mas, quando o putativo candidato disse «que a Escola tem de voltar às antigas tradições em que os professores têm que TRANSMITIR CONHECIMENTOS», de imediato desliguei o televisor.
Será que ninguém esclarece estes politiqueiros de barraca de música pimba, da feira da Senhora do Coito que, NINGUÉM transmite conhecimentos.
O professor, senhor Paulo Rangel é, e já não é pouco, um facilitador das várias aprendizagens!!!
Aprenda ou que alguem lhe facilite essa aprendizagem!!!

A frase da semana


«O actual primeiro-ministro, Sócrates, é um aldrabão de feira», Pires de Lima, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, ontem na SIC-Notícias numa entrevista a Mário Crespo.
Confirmado!!!

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O PIDAC da revolta

Ano após ano, o investimento público vem sendo cada vez menor no nosso distrito.
Os números do PIDDAC assim o mostram. O Estado conta gastar apenas 6,9 milhões em dez concelhos.
Sim porque de fora ficaram Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal e Trancoso, que nem constam dos quadros de 2010 por não terem qualquer verba inscrita. Mas, mesmo os restantes concelhos têm verbas irrisórias.
Diríamos mesmo que, aquando da distribuição das verbas do PIDDAC, o governo do engenheiro aplicou a lei de Murphy: quanto mais pobre e atrasado o concelho, menos verba recebe.
Por exemplo, Celorico da Beira e Manteigas terão direito a mil euros e Pinhel a dois mil euros.
Ridículo de mais para ser verdade.
Mas, e já no que diz respeito às verbas a serem «distribuídas» pelo Orçamento de Estado, o Equilíbrio Financeiro, do Fundo Social Municipal e a parte dos impostos já foi «bem mais» generoso, principalmente, para a Câmara da Guarda. O amigo de Alex!!!
Pois, então não houvera de ser!!!
Para o autarca de Manteigas, do PS, Esmeraldo Carvalhinho os autarcas não podem estar à espera de fazer obra pelo PIDDAC, cada município tem que ter dinâmica própria para ir buscar financiamento para os projectos.
Pois claro!!! Então onde ficavam as parcerias público-privadas?? Onde se entroncavam os interesses de empreiteiros, autarcas e dos amigos «particulares»???
O regabofe da especulação e da usura acabava??? Nem pensar!!!
Joaquim Valente, presidente da Câmara da Guarda, PS, diz o mesmo que o correligionário de Manteigas.
Diz Valente que este Programa assenta «num acordo de regime para resolver as finanças do país», daí os montantes serem mais reduzidos. De resto, também o autarca da Guarda considera que as obras e os investimentos «não se esgotam no PIDDAC.
As finanças do País???  O quê? Estará a falar dos dinheiros doados ao BPP, ao BCP ou ao BPN?
Estará a falar do despesismo central e local?? Das dívidas da Câmara da Guarda?? É que as dívidas da Câmara também entram para a dívida pública. Sabiam???
Voltemos ao PIDDAC.
Os 6,9 milhões são SÓ o valor mais baixo de sempre.
Podem dizer-nos que é consequência da «maldita crise».
Mas, se assim fosse seria para TODOS o corte no investimento.
Só que algumas, por coincidência as mesmas regiões do interior do país, vão pagando a factura da crise.
Para outras é a fartura.
A razão ou razões podem-se encontrar nesta democracia representativa em que os votos, logo as maiores concentrações populacionais, localizadas no litoral determinam a asfixia financeira das cada vez mais pobres regiões do interior.
Mas a mesma representatividade parlamentar NADA faz pelo distrito que os elegeu.
Onde andam os «deputados eleitos» pelo distrito?
Um, o do PS (partido do Sócrates) entretêm-se a apagar o fogo dos rabos de palha do primeiro.
Depois, não tem tempo para o distrito a que não pertence, claro está, mas ao qual se vinculou e pendurou para se alcandorar ao lugar de deputado.
Sim, porque lá pelas paragens, de onde é natural, já o conheciam de ginjeira e os bastardos não o quiseram.
O outro deputado do PS, anda preocupado com a «sua» nomeação para director da ARS da Guarda.
Para, quem sabe, «tratar» da saúde dos mais de 500 militantes que «fez» na terrinha, todos eles pertencentes a uma mesma associação, de doadores de sangue, que não existe, nem nunca existiu.
Os deputados do PSD/PPD também NADA fazem.
Um dedica-se ao caso dos casamentos dos pais com filhos, dos irmãos, das primas e doutros afins.
O outro.... bem o outro vem à Assembleia Municipal mostrar-se, diz duas de laracha e põe-se a andar que a vidinha dele é picar o ponto em Lisboa.
Com tais representantes, «eleitos», o distrito da Guarda definha, lentamente até à morte total.
E, não nos venham dizer que o interior já tem tudo.
Não tem NADA e, cada vez tem menos.
Menos e melhores acessibilidades municipais e inter-municipais; menos hospitais de qualidade; menos escolas equipadas com as mínimas condições, desde balneários até a fossas sépticas localizadas dentro das instalações escolares; menos e cada vez menos transportes municipais e inter-concelhos; menos e cada vez menos qualidade de vida.
Como alguém já escreveu, e bem, «pode parecer um cliché, mas de facto estamos sempre a ser ostracizados.»
E estamos mesmo!!
Por exemplo, o distrito de Lisboa vais ter SÓ 20 por cento do PIDDAC!!
Pois a «maldita crise» é mesmo, só para alguns, claro!!
No entanto, o distrito da Guarda é dos que recebe menos dinheiro. Estaremos assim tão ou mais desenvolvidos que Lisboa???
Estranha-se!!!
Aqui bem que se pode invocar a Lei dos Supermercados, ou seja, «a qualidade dos produtos com marca da casa varia inversamente com o tamanho da cadeia de supermercados.»

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Detesto hipócritas

Sempre detestei hipócritas.
Hoje, como ontem não os suporto. Pior, muito pior quando se julgam inocentes e querem fazer dos outros papalvos.
Vem tudo a propósito de uma INVASÃO de propriedade privada, porque é assim que foi, de um apartamento onde habitam mãe e o seu filho de 8 anos.
A GNR a pretexto de «uma informação» errada, INVADIU o apartamento, rebentou a porta de casa com a brutalidade comum a tipos que se julgam os Ninjas cá do sítio.
Depois do arrombamento da porta, encapuzados entram no apartamento deitam a senhora no chão e intimidam-na com a brutalidade de um filme do Schwarzenegger.
Só que nada disto foi irreal.
Foi bem real, com um menor a assistir a TUDO. Desde a brutalidade com que interrogavam a senhora até às ameaças que lhe faziam.
Recorde-se, que o tal esquadrão da GNR procurava um HOMEM.
Então, não teria sido mais sensato perceber que a pessoa em questão era uma senhora?
Perceber??
Pois!!
E quem disse que esta gente é «treinada» para pensar???
Quem disse que esta gente tem neurónios?
Acéfalos!!!
Depois vem um graduado, ou lá o que queiram chamar-lhe, dizer que houve um ENGANO.
ENGANO??? Mas que ENGANO???
Um dia destes qualquer pacato cidadão pode ser acordado com a brutalidade de uma carga policial a entrar-lhe pela porta de casa.
Que engano???
E só depois da comunicação social ter relatado o acontecido é que a GNR decidiu pagar a porta e pôr de plantão um agente à porta do prédio para....o guardar???
Guardar de quem??? De novo engano da GNR???
Já agora que vai fazer o comando, se é que há comando nesta farroupilha de incapazes?
Que diz a tudo isto o putativo Ministro da Administração Interna?
Vai haver inquérito?
Alguém vai ser punido?
Já agora e, como pedia a senhora violentada com a situação, será que vão dar apoio psicológico aos dois cidadãos?
É que um dos cidadãos só tem 8 anos!!!
VERGONHA DE GENTE!!!
Escabrosa, só pode!!
Já agora uma pergunta ingénua: quando prendem um dos intocáveis cá do burgo também usam da mesma brutalidade? Aqueles dos bancos, do ferro-velho, dos desvios ou dos crimes económicos.
Bem me parecia!!!

O buraco

O senhor Pinto de Sousa, vulgo, Sócrates, classificou de "jornalismo de buraco de fechadura" a divulgação, por um semanário, de umas conversas telefónicas que, não tendo relevância criminal, devem ser privadas".
Não se discute que as escutas não tenham relevância para o crime que estava a ser investigado, são conversas privadas e privadas deviam ficar.
Claro!!!
Só que o tal Pinto de Sousa esquece-se que o facto de nelas se terem “confessado” intenções e planos para controlar e manipular a informação em benefício próprio, ou da seita, deixam de ser «de interesse privado» e passam a ser de interesse público.
As leis são feitas ao interesse de uns, os poderosos - o privado.
Os outros, os que não possuiem poder, cumprem, a bem cumprir, as leis vigentes.
Só eles!!!
Por isso o buraco da fechadura.
A chave tapa o buraco e, nada se vê. Nem mesmo espreitando!!!
Só que, só tem a chave quem pode e não quem deve!!

É a porca estúpido

O segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro.

Só para os gabinetes ministeriais já foram «recrutadas» 997 pessoas, 323 sem qualquer vínculo à Administração Pública.
Ou seja, os quadros e as fileiras do partido de Sócrates (PS) vai «alimentando» o governo.
Estes números significam que o Governo de José Sócrates já nomeou mais pessoas do que os de Santana Lopes e Durão Barroso.
Só que o despesismo de Sócrates ainda está longe das 5597 pessoas que o Governo de António Guterres nomeou entre Outubro de 1995 e Junho de 1999.
Só para os gabinetes ministeriais, a equipa de António Guterres chegou a nomear 2132 pessoas, de acordo com os dados divulgados em Julho de 1999 pela Secretaria de Estado da Administração Pública.
Da análise à pouca informação que consta nos despachos de nomeação dos ministros e secretários de Estado para os respectivos gabinetes - em nenhum deles aparece o curriculum dos nomeados - permite concluir que, além dos chefes de gabinete, foram já nomeados 167 adjuntos, 265
assessores/colaboradores/consultores, 265 administrativos, 132 secretárias e 114 motoristas. Feitas as contas, cada um dos 55 membros do actual Governo já nomeou, em média, 18,2 pessoas para os respectivos gabinetes.
A isto se chama reduzir o défice??
Mas que GRANDE CRISE, para o povinho pagar; para «eles», os do governo, que nos inundam com as notícias sensacionalistas da crise, é só despesismo!!!
Estranha-se que um Governo que enche a boca com «transparência» esconda o curriculum dos nomeados.
Estranha-se??
Talvez não.
Assim, sempre se dá guarida a muitos dos legionários do partido, aos «yes man» e aos trauliteiros de sempre.
Se olharmos para o balanço efectuado com dois anos de mandato, o primeiro Governo de José Sócrates tinha nomeado 1077 pessoas: quase 200 adjuntos, mais de 300 assessores/consultores/colaboradores, 280 administrativos, 137 secretárias e 128 motoristas.
Em termos globais, a meio da anterior legislatura, o anterior Governo nomeou 2373 pessoas.
Contas feitas, dá 22,8 nomeações por semana ou 3,24 por dia.
A lógica do 2 em 1???
Então não é??
Quando saem dois funcionários públicos entra só 1, dizem eles!!!
Mas, o Governo faz ao contrário.
A preço de saldo, que a crise aperta, «nomeiam» 3 funcionários por dia.
Grande aldrabice!!!
Aldrabões, pantomineiros e mentirosos.
A crise que a paguem os outros!!!
Da análise aos despachos de nomeação para os diversos organismos e serviços da Administração Pública central e local permite concluir que o actual Governo já efectuou, pelo menos, 364 nomeações, mas destas 233 foram renovações da comissão de serviço. Ou seja, apenas 131 implicaram substituição do cargo. E neste capítulo, foi nos organismos da administração directa dos Ministérios da Justiça, Cultura, Defesa e Educação que se registaram as maiores mudanças de cadeiras.
O que não é de estranhar, tendo em conta que estas quatro pastas têm novos ministros.
Mas, se o governo de Sócrates é TODA ESTA BAGUNÇA, o Governo de coligação Santana Lopes/Paulo Portas, não ficou atrás, pois, em igual período de tempo, já tinha assinado 88 despachos.
O reduzido número é explicado pelo facto de a grande maioria dos cargos já ter sido nomeada durante a liderança de Durão Barroso/Paulo Portas. Com efeito, após cinco meses em funções, este Governo já tinha efectuado 320 nomeações. Com dois anos de mandato, Barroso já tinha substituído os responsáveis de 1664 direcções-gerais, institutos públicos e outros organismos do Estado. Um número acima das 1296 nomeações efectuadas pelo primeiro Governo de Sócrates em igual período.
Ou seja, quer PS, quer PSD quer CDS sabem bem como alimentar a Administração com «gente» da esquadrilha partidária.
A isto chama-se DEMOCRACIA??
Os resultados eleitorais dependem de todo esta escumalha que se governa dos tachos e panelas!!!
Que vergonhosa aldrabice!!! Mais uma, claro está.
É fartar pelintragem que a porca tem as tetas livres, por enquanto!!

domingo, fevereiro 07, 2010

O Murmúrio do servilismo

José António Marina no seu livro, “ A paixão do poder”, descreve a obediência como protagonista, na necessidade da conveniência e na vida espiritual de toda a história do ocidente.

Quando a mulher ou o homem usa a sua própria razão, recusa a inseminação dos preconceitos, e recusa o hábito de ceder, perante a luz da sua própria razão, a estas ameaçadoras figuras da rebelião e da rebeldia. É-lhes apontado incisivamente o dedo, o dedo em riste, agressivo e prepotente, da denúncia da desobediência, insolência, altivez, conflitualidade e até da demência.
É-lhes desencorajada a dita revolta insolente da razão. Há que eliminar e excluir estas bárbaras e bárbaros, estas loucas e estes loucos, há que eliminar o perigo e o pânico das suas inflexões abusivas na agonizante ordem e nos gravados costumes.
O cenário do político português ou, diria melhor, do politicamente correcto que recusa os incertos, os joviais, os imaturos e os perniciosos vínculos com o intelecto, da reflexão e da razão e, instala a necessidade da obediência universal do remar na sonolência dos pantanais, submissa à voz do chefe.
Vejamos com que despudor, na Assembleia da República, só o simples facto de furar a disciplina de voto, tem de ser autorizada e sujeita à ordem do escrutínio superior.
Vejamos com que despudor, nas assembleias municipais, se mobiliza a comovente união de mãos, a aliança similar à das grandes famílias reais, à ideia de família política, patriarcal ou matriarca, onde se exaltam e aceitam os laços dos serviçais afectos, onde se mobilizam as paixões como pilares da vinculação.
Vejamos com que despudor, artificialmente, se inventa um inútil emaranhado de instrumentos documentais, pré-orçamento municipal, proto-requerimento municipal, sub-deliberação municipal, sob-moção municipal, propositadamente estéreis e truncados de imediato a uma vaidosa hermenêutica “bíblica”, apenas ao alcance de avatares e avaros, com o único intuito de desmobilizar, subordinar e disciplinar. A grandeza e dignidade com que nos impingem e nos atafulham com estas relíquias instrumentais são directamente proporcionais à sua inutilidade.
O estatuto inabalável da obediência!!!
Não está longe a visão contratualista de Hobbes, a transferência voluntária de direitos mútuos, ou a concertação decorrente da transferência de poderes reconhecidos pelo indivíduo, acrescento eu, para os que se auto-institucionalizam na lábia implacável, veloz e viciada, como os mais sábios, os mais capazes e os mais reformadores, mas, ao contrário de Hobbes, a cedência no braço-de-ferro da nossa autonomia não acontece para a manutenção da paz, mas no apetite e compulsão voraz de poder e domínio, dos que, agora à semelhança do Leviatão hobbesiano, não querem depender das leis civis.Leis que eles próprios inventam por manha, para que o seu bem não desperte consciências e, mantenha bem viva, na memória colectiva, a ameaça, sempre perigosa, do monstro marinho.
O estatuto inabalável do servilismo!
O que, sempre servil, se deixa absolver no antídoto do discurso, implicitamente aceite, que excita a heróica e recreativa defesa da pátria, “ó pátria sente-se a voz”!!!
A voz que se quer altiva, ameaçadora e prepotente.
Que cale e não consinta.
«Não o poder, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade», Fernando Pessoa, livro do Desassossego.

(artigo publicado no jornal O Interior em 4 de Fevereiro de 2010)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Só lugares comuns

Cada vez que um responsável pela Justiça, em Portugal, tem tempo de antena, só diz lugares comuns e afinam todos pelo mesmo diapasão.
Ou seja a música é a mesma. Desafinada, pimba de muito mau gosto!!!
Agora um de Noronha, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM), por inerência de funções, vem, outra vez, dizer que não tem qualquer indicador que lhe permita avaliar o estado da corrupção em Portugal.
Mas que indicador??
Será que o senhor tem um dedo a menos em cada mão???
Talvez. Não sabemos!!!
Sabemos, isso sim, que Nascimento manifestou-se(??) contra a criminalização do enriquecimento ilícito. Educação, prevenção e reforço e rapidez na investigação são para o presidente dos CSM as principais medidas para combater o fenómeno da corrupção.
Esta da Educação, prevenção e reforço e rapidez na investigação só para rir. Só podem.
Nasceu mais um humorista nete País.
"É um crime de investigação difícil porque normalmente não há uma vítima, é um acto de transacção, corruptor e corrompido colaboram no mesmo acto", disse o Noronha.
Mas, aquilo que o senhor não responde, porque pelos vistos lhe faltam «indicadores» é a razão de tanta escuta, prova ou corruptor e corrompido colaborarem no mesmo acto não leva a lado nenhum.
PORQUÊ?
Responda mesmo sem indicadores!!!
Sobre o levantamento do sigilo bancário o Noronha, do Nascimento, não podia ser mais anedótico. Diz o senhor que é contra por, pasme-se, «o enriquecimento ilícito pode ofender princípios jurídicos do nosso sistema jurídico”.
Brilhante senhor Noronha.
O melhor humorístico não diria melhor.
Só que não faria rir!!! Pior, faria pensar, seriamente, na forma como certos personagens atingem o topo de uma Instituição. Nem que seja a da Associação de Polidores de Esquinas da Guarda, a SAPEG.
Vergonha!!!
Enoja!!!

Mais (In)Justiça

A investigação do caso Face Oculta identificou, nas escutas telefónicas, “fortes indícios” de um plano governamental para controlar a comunicação social.
A sério??
Não, não pode ser.
Depois dos casos «Jornal da sexta», «Moura Guedes», «Eduardo Moniz», do caso dos operadores de imagem e, mais recente, do caso Mário Crespo, ainda alguém quer fazer acreditar que o despacho de Junho de 2009, o procurador João Marques Vidal – titular do processo Face Oculta, que investiga uma alegada rede de corrupção envolvendo negócios com resíduos – sustenta que das escutas telefónicas “resultam fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo” para interferir na comunicação social, afastando “jornalistas incómodos”, é relevante.
Mas alguém duvida???
Este plano, segundo o despacho e citado por um semanário, envolvia o controlo da TVI, o afastamento do seu director-geral, José Eduardo Moniz, e da jornalista Manuela Moura Guedes, e a aquisição dos jornais PÚBLICO e "Correio da Manhã".
O procurador fala num “esquema” para interferir “em órgãos de comunicação social considerados adversários, visando claramente a obtenção de benefícios eleitorais”.
Isto, segundo o procurador do Ministério Público de Aveiro, indiciaria um “crime de atentado contra o Estado de direito”.
Marques Vidal solicitava, por isso, a extracção de cópia de uma série de escutas telefónicas.
O juiz de instrução António Gomes, de Aveiro, foi mais longe e, no seu despacho em que autoriza as cópias, menciona o envolvimento directo de José Sócrates. O despacho, citado pelo semanário, diz haver “indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro”.
Mas, TUDO isto não chegou, pois o Nascimento, o Noronha, do Supremo e, o senhor do Porto de ovelha TUDO fizeram para DESTRUIR tais provas.
Um dia a Justiça far-se-á!!!
Pode demorar, mas que chega, chega, não duvidem!!!

O supra-sumo

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) afasta a hipótese de colocar um novo juiz no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) de Lisboa, onde, nos próximos meses, se deverão decidir alguns dos mais mediáticos processos da justiça portuguesa.
Será assim Carlos Alexandre, o único juiz a exercer no TCIC, a decidir sozinho quem vai ou não a julgamento em processos como o Portucale e Universidade Independente. Casos como o Freeport, o BPN e a Operação Furacão também estão na agenda do magistrado.
Carlos Alexandre veio dizer que não tomará posição acerca do assunto, para não alimentar o "ruído" sobre a questão.
Estranha-se!!!
A quem interessa que um e, só um, juiz tenha a seu cargo tantos e tantos processos e desde logo que processos.
Mais fácil de controlar??
Que interesses determinam tal situação?
Expliquem-se!!!
Um mega processo com um supra-sumo!!!
Não explicam nada!!!
Já se sabe.
Tudo como dantes, no quartel de Abrantes!!

A oposição da Madeira tem medo de João Jardim

Para quem quiser perceber o que está em discussão com a tão famigerada lei das Finanças Regionais aconselha-se a leitura atenta ao que Violante Saramago, Bióloga e ex-deputada do PS e do BE à Assembleia Legislativa da Madeira, diz numa entrevista ao DN [aqui].

O empata

Como vem sendo hábito, às 20h, mais coisa menos coisa, dependendo da maquilhagem, o País fica suspenso, pelo anúncio de uma «comunicação» de um qualquer bastardo político.
Foi ontem, como já foi no passado e... continuará a sê-lo enquanto não começar o mundial de futebol.
Depois, tudo se esquece.
Ontem foi mais ou menos assim!!!
O País parou para ouvir o Teixeirinha.
A dona do café, do bairro onde habito, fartou-se de vender «minis» e amendoins.
O negócio foi bom para ela, ainda bem!!!
As apostas, sobre a queda, ou trambolhão do Teixeirinha faziam-se a um ritmo alucinante. Quem lucrava era a Dona Albertina, pois, no café dela não falta a confortante cafeína.
A um canto do café, um beirão dos sete costados, o amigo de muitas e duras lutas, lá ia dizendo no intervalo de umas fumaças, sim porque no café da Albertina fuma-se, que aquilo, a comunicação, era jogo de empate.
Que sabedoria a daquele beirão que apesar da sua pouca vivência escolar, teve na vida a sua escola. A aprendizagem feita e moldada com as amarguras da vida e da exploração, prepotência e arrogância dos vários patrões sem escrúpulos, das cargas policiais que sofreu, quando se manifestava contra o poder absoluto que lhe negava o pão para comer, a ele e também aos filhos.
É que o tio João sabe que as armadilhas para caçar os analfabetos políticos, são mais que muitas e, só cai nelas quem é acéfalo. 
Empate, não é, tio João?
Isso mesmo!!!
Empata que a empada não chega para a mini.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Como é?

Cavaco Silva só convocou o Conselho de Estado, que terminou com um apelo ao “espírito de compromisso e de diálogo” no Parlamento, depois de perceber que a ameaça de demissão de José Sócrates e do Governo por causa da lei das Finanças Regionais era um cenário para ser levado a sério.
Um assunto que terá sido abordado na habitual audiência semanal de Cavaco e Sócrates, na passada semana.
Ou seja, gastam-se milhares de euros com a realização de um Conselho de Estado, só pelo simples facto de haver uma hipotética demissão, ou ainda pior, pelo facto de Cavaco ter percebido(?), percebe cada coisa mais estapafúrdia, que o Governo se podia demitir.
Mas, a quem interessa que este Governo ameace???
Já nem os dos carroceis acreditam nas ameaças do Sócrates.
Pelos vistas há por aí muita gentinha, de pequenez e mórbida percepção das coisas que, insiste e continua a insistir que a nódoa, quanto maior for e mais estragos fizer melhor.
Esquecem-se que a nódoa nem com benzina sai!!!
Guardem-se os tachos e as panelas que a festança do regabofe está para durar e ...muito!!!
Já agora esta do «espírito» é de rir à gargalhada.
Espíritos???
Chamem já o astrólogo o professor Katemandu que dizem os entendidos, é mestre em «espíritos»!!
Umas rezas e uns búzios devem resultar.
Só que o professor leva dinheiro mas, sempre fica mais barato que um Conselho dito de Estado, dos amigos de Alex!!!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Meditação Sobre os Poderes

Rubricavam os decretos, as folhas tristes
sobre a mesa dos seus poderes efémeros.
Queriam ser reis, czares, tantas coisas,
e rodeavam-se de pequenos corvos,
palradores e reverentes, dos que repetem:
és grande, ninguém te iguala, ninguém.
Repartiam entre si os tesouros e as dádivas,
murmurando forjadas confidências,
não amando ninguém, nada respeitando.
Encantavam-se com o eco liquefeito
das suas vozes comandando, decretando.
Banqueteavam-se com a pequenez
de tudo quanto julgavam ser grande,
com os quadros, com o fulgor novo-rico
das vénias e dos protocolos. Vinha a morte
e mostrava-lhes como tudo é fugaz
quando, humanamente, se está de passagem,
corpo em trânsito para lado nenhum.
Acabaram sempre a chorar sobre a miséria
dos seus títulos afundados na terra lamacenta.

José Jorge Letria, in "Quem com Ferro Ama"