quinta-feira, outubro 22, 2026

Roubos

Botija de gás pode chegar aos 40 euros até o final do ano.
Quem pode suportar tal preço?
Segundo a DECO, cerca de 2,1 milhões de lares em Portugal continuam a utilizar gás engarrafado para necessidades essenciais, como cozinhar ou aquecer água.
Os lares dos mais pobres, evidentemente, ou daqueles a quem as distribuidoras continuam a desprezar e a não lhes dar hipótese da terem o gás canalizado.
Podem argumentar que, no caso do gás engarrafado, os custos de produção, transporte e distribuição, bem como as oscilações das cotações internacionais dos produtos petrolíferos, também influenciam o preço final. Até posso concordar.
Mas não esquecer que há um desfasamento de cerca de dois meses entre as variações do preço da matéria-prima e a compra do produto pelo consumidor.
E os preços já começaram a subir muito antes dos tais dois meses.
Mais uma vez a roubalheira descarada, com um governo a patrociná-la.
Cambada, exige-se a aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, ao gás engarrafado e canalizado, à semelhança do que acontece com outros bens e serviços essenciais. Atualmente, a taxa de IVA é de 23%, uma brutalidade.
Mas a roubalheira da cambada não se fica só por aqui. Há mais e muito mais.
O preço do gás engarrafado inclui o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) e, ao contrário do que aconteceu com os combustíveis rodoviários, não foi criado um mecanismo para compensar este valor face ao aumento das receitas de IVA arrecadadas pelo Estado.
ROUBO.
Nem todos têm ordenados acima dos 3.000 euros mensais e bónus de milhões dos bancos.
Covardes.