França está a viver o terceiro dia nacional de mobilização estudantil, numa jornada que junta estudantes, professores, sindicatos e, em algumas escolas, também pais.
O que começou como uma contestação às condições do ensino transformou-se, entretanto, num dos primeiros grandes focos de tensão da atual campanha eleitoral.
Os estudantes protestam contra a falta de professores e funcionários, as condições de alguns estabelecimentos, a dimensão das turmas e as dificuldades de acesso ao ensino superior.
Onde é que eu já vi isto?
Só que o «português é suave». Demasiado suave.
Mas, na França, as manifestações passaram também a refletir um descontentamento mais amplo com as condições de vida, a pobreza, as desigualdades e as restrições à despesa pública.
Onde é que eu já vi um povo que só sabe obedecer?