Os três militares da Marinha acusados de violação de segredo de Estado no caso do NRP Mondego foram absolvidos pelo Tribunal de Lisboa.
A decisão unânime do Tribunal classificou a acusação do Ministério Público como "imponderada".
Vai buscar. São só bonés. E chapéus há muitos.
O tribunal concluiu que as informações sobre as avarias e limitações técnicas do navio, enviadas pelos arguidos às associações de sargentos e praças, não estavam classificadas como confidenciais ou segredo de Estado.
Ficou também determinado que não existiu intenção de colocar em risco a segurança nacional ou os interesses do Estado.
Vai buscar.
Mas atenção!
Esta absolvição diz respeito unicamente ao crime de violação do segredo de Estado.
O processo separado que envolve os 13 militares da guarnição pelo crime militar de insubordinação por desobediência (referente à recusa de efetuar a missão de acompanhamento de um navio russo na Madeira, alegando graves falhas de segurança e avarias na embarcação, NRP Mondego) ainda aguarda julgamento.
Lembrar que a atitude gerou forte reação e controvérsia do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Gouveia e Melo, futuro candidato à Presidência da República.
No âmbito deste caso do NRP Mondego, as ações e posições da chefia da Marinha foram alvo de dura censura e condenação por parte do próprio tribunal ao longo do processo:
O Almirante Gouveia e Melo foi condenado pelo tribunal ao pagamento de uma multa de 816 euros (ahahahah ridículo!). A juíza presidente considerou que a atuação do Almirante comprometeu o regular funcionamento dos trabalhos do tribunal de forma "censurável e injustificada", após este se ter recusado a responder a questões da defesa sobre a cadeia de comando da Marinha; Quero, posso e mando!
Lembrar que o Almirante Gouveia e Melo manteve, desde o início do incidente em março de 2023, uma postura pública de extrema intransigência perante a atitude da guarnição, considerando-a um ato gravíssimo de insubordinação que não podia ser tolerado nas Forças Armadas.
Essa firmeza institucional contra os marinheiros contrasta agora com o desfecho judicial deste primeiro processo criminal e com a multa que o próprio Almirante acabou por sofrer por parte do poder judicial.
Vai ao canal do lixo, onde vomitas asneiras, recebe os honorários e paga os 816 euros. Cinco minutos a despachar tretas devem chegar para pagar a multa.
