E o parasitismo continua.
As pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional vão representar uma despesa de cerca de 10,2 milhões de euros em 2027, apesar de este regime ter sido extinto há mais de duas décadas.
A lista mensal divulgada pela Caixa Geral de Aposentações identifica atualmente 281 beneficiários com direito à subvenção mensal vitalícia, embora nem todos estejam a receber efetivamente o pagamento, dado que usufruem de outros rendimentos que, por lei, não dá para acumular.
Dentre os beneficiados, há dois que me causam urticária.
Uma das subvenções mais elevadas está atribuída a Jorge Alberto Rangel, antigo secretário-adjunto do Governo de Macau, que tem direito a 6.633 euros brutos mensais.
Secretário-adjunto com um valor tão elevado?
O outro caso é o de António Guterres, antigo primeiro-ministro português e atual secretário-geral das Nações Unidas, que recebe uma subvenção mensal de 4.138 euros brutos.
Mas atenção: o Guterres tem um rendimento anual de salário, com abonos e ajustamentos adicionais de cerca de 365.500 euros. Mais de 26.107 euros mensais, se considerarmos 14 meses.
