O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena aplicada a Manuel Pinho por ter sido corrompido pelo ex-banqueiro Ricardo Salgado para beneficiar empresas do Grupo Espírito Santo a troco do pagamento de cerca de 15 mil euros por mês pagos pelo saco azul do GES em contas na Suíça abertas em nome de diversas sociedades offshore.
BRILHANTE.
No entanto, soube que um cidadão é intimado a pagar mais de mil euros por não ter pago as propinas relativas à apresentação da tese de mestrado, que não completou, apenas realizou a parte curricular numa universidade.
Isto é igualdade de tratamento perante a justiça?
Deixem-se de tretas.
Isto é GATUNAGEM. Isto é beneficiar sem limites a elite corrupta.
Portugal é o país dos corruptos e corrupções, já todos sabem.
Vômito completo.
Lembrar que o Pinho, ex-ministro da Economia do Sócrates, tinha sido condenado pela primeira instância em junho de 2024 — pena confirmada pela Relação de Lisboa em abril de 2025 — a uma pena de 10 anos de prisão por dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito, um crime de fraude fiscal e um crime de branqueamento.
Agora, pelo BOM COMPORTAMENTO do Pinho, a pena foi reduzida para 8 anos e 6 meses de prisão.
Entretanto, o advogado do Pinho já anunciou o recurso para o Tribunal Constitucional, o que suspende a execução da pena de prisão efetiva determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
O Pinho encontra-se em prisão domiciliária desde dezembro de 2021.
E os quase cinco anos que já esteve privado de liberdade (??) Serão descontados na pena. Lembrar que o Pinho, o dos corninhos, está em prisão domiciliária em Albufeira, junto à praia, com vigilância policial. Paga o contribuinte.
Ou seja, só faltam três anos. Com uns pós de perlimpimpim, ainda vai ser condecorado com a medalhinha.
As justificações do Supremo são irrisórias e revelam como está a justiça em Portugal para os poderosos.
“Apesar da acentuada gravidade dos crimes praticados, considerando a imagem global dos factos e da personalidade — o prolongado período decorrido desde a prática dos factos, a inexistência de antecedentes criminais e de novos comportamentos criminosos, a idade atual do arguido, a sua integração familiar e social, o afastamento das funções públicas em cujo contexto ocorreu a atividade criminosa e a redução das exigências atuais de prevenção especial —, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que se justifica uma ponderação atenuativa mais expressiva do que aquela que lhes foi reconhecida pelas instâncias anteriores”, lê-se.
Tudo, mas tudo esclarecido.
NOJO.
Lembrar que o Pinho tinha também sido condenado a pagar ao Estado (quadrilha?). Uma verba de 4,9 milhões de euros.
Mas, sobre esse valor, o Supremo Tribunal de Justiça diz, para já, não ter competência para reduzi-lo ou anulá-lo. Para já.
Volto a lembrar que o que está em causa é o alegado recebimento pelo ex-governante de cerca de 4,9 milhões de euros, incluindo uma mensalidade de cerca de 15 mil euros enquanto integrou o primeiro Governo de Sócrates, para favorecer os interesses do Banco Espírito Santo e do Grupo Espírito Santo, nomeadamente em projetos imobiliários.
Coisa pouca.
O que é isso comparado com os tais mil euros do tal cidadão?
