sábado, março 06, 2010

Alguém percebeu?

O desemprego da Delphi e a abertura de um CallCenter na Guarda na óptica do Bloco de Esquerda não são sinónimo de redução de custos sociais, desde logo pela amplitude do número dos desempregados e pelo número de empregos criados; desde logo pelos ordenados pagos num caso e no outro; desde logo pela precariedade a falta de promoção e logo de incentivo na carreira e desde logo pela fraca especialização de mão-de-obra necessária no CallCenter. Agora, registe-se a resposta do presidente da Câmara da Guarda:




Perceberam a resposta?
Pois....
Aquela de dizer que:« Mas, hoje, temos que ter a consciência de que ninguém tem um emprego para a vida(...) Ninguém, ninguém hoje estará em segurança com um emprego para a vida. São os tempos. E o mundo hoje é assim.»
Ou seja, se alguém tinha dúvidas que este senhor é um conformista, aceita tudo e os trabalhadores que se conformem pois «é a vida», tem aqui a prova provada.
É a vida, pois é!! Mas de alguns. Outros, basta nem serem «amigos íntimos» e têm chorudos vencimentos.
Já agora, o que será isso de emprego para a vida???
Será que o senhor quis dizer «emprego para toda a vida»??
São coisas diferentes, entenda-se!!! Mais tino na língua, porque «para a vida» pode ter conotações bem perigosas, cuidado!!!

Ninguém actua?

O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, disse que "O poder judicial está, neste momento, empenhado em derrubar o primeiro-ministro. Alguém tem dúvidas disso?»
Adiantou que "este primeiro-ministro, bem ou mal, tocou em alguns privilégios da corporação", sendo "manifesto" que a mesma "está empenhada em derrubá-lo".
As declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto,  não deviam merecer JÁ uma investigação?
Um pedido de explicações ao senhor Pinto?
O que diz a estas afirmações o senhor de Porto de ovelha? E o senhor António Luís, o Noronha, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça?
Tudo calado?
É que quem cala consente, sabiam?
Este Marinho quando abre a boca.....

A frase

Jorge Lacão disse há dias, passo a citar, «há um ataque pessoal, à pessoa de ....».
Bem dito.
Que rigor de linguagem para um professor universitário.
Gosto.
Já agora um curso de Língua Portuguesa nas Novas Oportunidades, que tal senhor ministro?
Pessoal e intransmissível.

sexta-feira, março 05, 2010

A Nova história da desgraçadinha no desgraçado País Luso


A Nova história da desgraçadinha no desgraçado País Luso
Ano da desgraça de 2010

Foi às cinco da manhã
Que o Chico de Campanhã
Matou a Rita à facalhada
Quando o polícia o prendeu
Ele não se arrependeu
Disse não ter sido nada.



Crime igual foi cometido
Nunca tal acontecido
Por governo socialista
O Povo que nele votou
Bem depressa abandonou
Igual coisa nunca vista

Sócrates pézinhos de lã
Cada dia promessa vã
Lá vai levando a mau porto
Uma nau despedaçada
Tripulação desesperada
Um governo que é um aborto

Aquilo que o povo diz
Na verdade dos carris
Onde andava o pouca terra
E que nos traz à lembrança
Um tempo sem abastança
Um grande mistério encerra

Hoje triste e abandonado
a tal tristeza votado
com gente desesperada
na fome que aparece
Voz do povo numa prece
Essa verdade é vedada

Digam lá o que disserem
Pensem lá o que quiserem
Isto aqui anda sofismo
Há muito quem torça a orelha
Por terem feito parelha
C'o palavra socialismo

A SIC do Balsemão
No meio da confusão
Vai entrando na urdida
Aos êxitos governamentais
Joga com os mesmos anais
Benzendo tanta fartura

Claro que a TVI
Que se vai rindo para si
Nos casos sensacionais
Transmite a meia verdade
Longe da realidade
No jogo dos anormais

E a nossa pública então
Que rica televisão
Voz do dono a ladrar
Diz o dito e o não dito
Da mentira sempre a andar

Falemos da imprensa escrita
Que verdade seja dita
Nada consegue esconder
Dá-nos com prato forte
Em cada dia uma morte
Na vida que vamos ter

E da rádio nem falar
A palavra a estagnar
É prato do dia a dia
O que é preciso é saber
De como as botas lamber
Em toda a imensa agonia

É preciso que o capital
Nada possa levar a mal
Num País de podridão
Mas se falhar pagamento
Dos impostos em aumento
Não perdoam um tostão

Voltámos aos velhos tempos
Sem mais quaisquer contratempos
De Fátima, fados e bola
Por cá nos vamos fodendo
E os aumentos vamos tendo
E mais vazia a sacola

E então pergunta o Zé
Senhor ministro, como é,
A gente já não aguenta?
Resposta, tem sempre certa
Aguenta, Zé e aperta
Que a Europa nos contempla.

Faz lembrar um certo António
P'ra bem longe o demónio
Tudo fazia por amor
Que nos deixou, afinal,
Um tristinho Portugal
Que triste destino tem

É história mais que terrível
Um crime mais que horrível
Com final que já se viu
De um partido sem memória
Passando votantes à História
Vão p'ra puta que vos pariu

Comparando ambos os casos
Somos bem soldados rasos
Como o Chico de Campanhã
Ficamo-nos pelas latrinas
Vendo as imensas piscinas
Que nos mostram pela manhã

Venham história p'ra contar
Com os milhões a rolar
Na vida do puto Ronaldo
Pinto da Costa a protestar
Carolina a farolar
Misturados no mesmo caldo

Nas coisas do futenol
Pedra dura em água mole
De Norte a Sul do País
ficam famílias sem pão
Vivendo numa ilusão
De sermos Povo feliz

O que interessa é esquecer
O dia a dia a aquecer
Com a nova sensacionalista
Mesmo que haja fome em casa
Existe sempre uma asa
Misericórdias com lista

Vamos mas é protestar
Ainda há boca p'ra falar
E se nos possam prender
Seremos muitos milhões
E não haverá prisões
Onde nos possam meter.


Texto de Leandro Vale, para representação em teatro de rua, no próximo dia 7, em Barca d'Alva, no âmbito das diversas actividades que então a Asociación Camino de Hierro levará a cabo, associando-se à festa transfronteiriça da flor da amendoeira.
Esta representação vem na esteira da chamada literatura de cordel, divulgada nas feiras de outro tempo, onde um cego e um moço-de-cego cantavam desgraças, distribuindo (à espera da moedinha no chapéu) o folheto com a história impressa.
Mas isso toda a gente sabe.
O convite está feito.
Que a revolta se manifeste pois teremos outras actividades, como exposição de fotografia, o "enterro simbólico das vontades institucionais" relativas à via-férrea, com direito a escultura sobre a sepultura, etc, etc.
Vem e, traz outro amigo!!!

Como sempre fomos e seremos: FRONTAIS e RESPONSÁVEIS

Tal como numa família existem sempre umas personagens que gostaríamos que não fizessem parte do nosso parentesco mesmo, por mais longínquo, que ele seja.
Acontece em todas as famílias.
Já no que aos amigos diz respeito, as coisas já não são assim.
Cada um escolhe os amigos, apesar dos «adesivos» se quererem colar para benefício próprio.
Esses, «adesivos» sabemos como os enxotar.
Como alguém já disse, tenho mais receio dos meus amigos do que meus inimigos porque, os últimos sei quem são e, os primeiros quase sempre não se sabe, verdadeiramente, se o são.
Vem tudo a propósito de uns Despachos com os números 3928/2010, 3929/2010, 3930/2010, 3931/2010, publicados na página 9625 do Diário da República, 2.ª série, nº 44, de 4 de Março de 2010,
que, passamos a transcrever:

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Secretário-Geral
Despacho (extracto) n.º 3928/2010
Por despacho de 15 de Outubro de 2009 do presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, são nomeados, nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da
Assembleia da República, republicada pela Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, os seguintes funcionários:
Chefe de gabinete - Dina Maria Veredas Nunes.
Assessor de imprensa - Pedro André Sales da Cruz.
Assessores:
André Aurélio Marona Beja.
António Francisco Gomes Lopes.
Armand Munoz.
Carla Sofia Franco Luis.
Carlos José de Assumpção Santos.
Catarina Furtado R. N. de Oliveira Figueiredo.
Gustavo Toshiaki Lopes Sugahara.
Gustavo Weigert Behr.
Jorge Duarte Gonçalves da Costa.
José Manuel Marques Casimiro.
Luís Carlos Betencourt de Matos Leiria.
Luís Pedro Alves Branco.
Maria José Mendes Ganhão.
Mariana Marques Pinto Carneiro.
Paulete Micaela Freitas Matos.
Victor Manuel Carvalho Franco.
Ana Catarina Diaz y Pais Sartóris de Lima.
André Batista Pires.
Hugo Pereira Envagelista.
Margarida Tavares Peralta Couto dos Santos.
Mariana Rodrigues Mortágua.
Paula Cristina Barata Monteiro Costa Nogueira.
Sónia da Silva Borges Coelho.

Despacho (extracto) n.º 3929/2010
Por despacho de 21 de Dezembro de 2009 do presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda:
Licenciada Sofia Alexandra Gonçalves Geirinhas Crisóstomo — nomeada, nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, para a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.
22 de Janeiro de 2010. — A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho.

Despacho (extracto) n.º 3930/2010
Por despacho de 21 de Outubro de 2009 do vice -presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda:
Engenheiro Ricardo Santana Moreira — nomeado, nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, para a categoria de secretário do vice -presidente da mesa Deputado Luís Fazenda, com efeitos a partir do dia 26 de Outubro de 2009.
22 de Janeiro de 2010. — A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho.

Despacho (extracto) n.º 3931/2010
Por despacho de 17 de Novembro de 2009 do presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia
da República, republicada pela Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, são nomeados para o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, com a categoria de assessores, os seguintes funcionários:
Pedro Ricardo Martins Pombeiro.
Joaquim Manuel de Oliveira Dias.
Moisés Salvador Coelho Ferreira.
Ana Rita Teles Patrocínio Silva.
22 de Janeiro de 2010. — A Secretária-Geral, Adelina Sá Carvalho.

Ao todo são 31 funcionários!!
Se o número já nos parece exagerado então a competência de alguns dos «nomeados», porque os conhecemos, é um atentado à inteligência e à prática que o Bloco de Esquerda devia ter na escolha dos assessores, indo aliás de encontro, àquilo que sempre, mas sempre, defendemos: EXIGÊNCIA E COMPETÊNCIA na forma de ser, estar e fazer a política.
Manifestamente dizemos NÃO a esta prática.
Manifestamente NÃO pactuaremos com incompetência.
Não sabemos dizer SIM a tudo.
Quando não concordamos também o dizemos.
Em nome da liberdade de expressão, da crítica e principalmente de um partido que se dizia e diz(?) diferente nas práticas da empregabilidade da clientela partidária sem olhar à competência, diremos sempre NÃO!!!

quinta-feira, março 04, 2010

Uma Alice no País das Maravilhas

Hoje, quando relia a intervenção de Moura Guedes na Comissão de Ética, na Assembleia da República, lembrei-me da Alice.
A Alice no País das Maravilhas.
Manuela Moura Guedes deu um valente murro no estômago de Sócrates, nas instituições públicas, por todos nós pagas, que o primeiro-ministro vai usando, a seu belo prazer, para controlar, manietar e calar quem lhe faz frente.
A serem verdade as afirmações de Moura Guedes muita coisa vai ter de ser explicada e, presumivelmente, terão de ser apuradas responsabilidades.
Desde um António Vitorino e vários elementos do PS, uma inspectora da Polícia Judiciária, o próprio primeiro-ministro e até o Rei de Espanha foram referidos por Manuela Moura Guedes, como estando envolvidos no "esquema" de controlo dos media.
Uma das visadas, a directora da Polícia Judiciária de Setúbal, uma tal de Alice, de sua graça completa, Maria Alice Fernandes, diz que vai apresentar uma queixa-crime contra Manuela Guedes.
Moura Guedes afirmou que a responsável da PJ recebia telefonemas de assessores do primeiro-ministro, Sócrates, por causa do caso Freeport, e que era "permeável" a estes contactos.
Já sabíamos que as escutas aos pacatos cidadãos deste País se fazem de uma forma arbitrária, pela alta recreação de um qualquer inspector e, sem que os visados alguma vez sonhem que estiveram sob escuta.
Mas, há mais.
Segundo a Direcção Nacional da PJ, além deste processo judicial, também parece que "vai avaliar o teor exacto das acusações de Manuela Moura Guedes e verificar se atentam contra a própria idoneidade da PJ". Caso entendam que essa situação se verificou, assegura a mesma fonte, "haverá lugar também a um processo-crime" da Direcção Nacional da PJ.
Ou seja, veladamente, fazem-se ameaças!!!
Moura Guedes foi mais longe e acrescentou ainda que "dois elementos do Ministério Público puseram o lugar à disposição porque a investigação do Freeport não estava a ser feita convenientemente por causa da inspectora Alice".
E, no seguimento destas declarações, sugeriu aos deputados da Comissão que "era bom que fizessem um inquérito sobre a forma como corre a investigação do caso Freeport e sobre a inspectora Alice".
Esta Alice deve ser, pelas acusações feitas por Moura Guedes, a personagem central do País das Maravilhas.
Onde andará o coelho? E a Duquesa, muito feia, que concordava com tudo o que Alice dizia. E o Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março que totalmente loucos, como todos os moradores do País das Maravilhas, estão sempre a tomar chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro zangou-se com o tempo e  são sempre 6 horas da tarde para eles.
As brincadeiras e os enigmas lógicos sucedem-se.
Já se sabe que o pensamento é a manifestação do conhecimento, e que o conhecimento busca a verdade; só que é preciso estabelecer algumas regras para que essa meta possa ser atingida.
Pois!!
Mas, Moura Guedes vem com outro enigma lógico a conversa privada entre Juan Luis Cebrián, administrador da Prisa, grupo espanhol proprietário da TVI, e Francisco Pinto Balsemão foi o momento mais surpreendente da audição. Segundo Moura Guedes, "Juan Luis Cebrián terá desabafado que estava farto dos telefonemas do senhor primeiro-ministro, que inclusivamente até para o Rei de Espanha tinha ligado, para a Casa Real, para ver se conseguia pressionar a Prisa.
Moura Guedes, nos seus enigmas lógicos, revelou ainda que o negócio da venda da Media Capital por Miguel Paes do Amaral à Prisa, em 2005, pressupunha o seu afastamento, "com o aval e a imposição do Governo". E o que se passou em Setembro de 2009 foi, para si, uma repetição do que acontecera há quatro anos. Com uma diferença, explicou: em 2005 o intermediário foi José Lemos, militante do PS, e em 2009 foi António Vitorino, segundo informação dada por Bernardo Bairrão, administrador da Media Capital.
Já noutra fase do enigma, Moura Guedes acusou o escriba do FCP, Júlio Magalhães, actual director de informação da TVI, e citando a revista Sábado, terá decidido "divulgar as notícias [sobre o Freeport] de forma mais espaçada". "Entendo que isto é fazer uma gestão política das notícias. No tempo do Jornal Nacional 6.ª -Feira não acontecia. Há documentos sobre o Freeport que estão lá [na redacção] desde Setembro, que implicam o sr. primeiro-ministro e não são postos em antena."
Enigma lógico.
A Lógica aristotélica assenta em dois dos princípios centrais que são: a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído.
A lei da não-contradição diz que nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e a lei do terceiro excluído diz que qualquer afirmação ou é verdadeira ou é falsa. Este princípio deve ser cuidadosamente distinguido do *princípio de bivalência*, o princípio segundo o qual para toda proposição ela ou a sua negação é verdadeira.
Assim, com estes enigmas e com a lógica clássica aristotélica, definida e com os princípios aceites resta partir para o conhecimento.
Quando?
Talvez quando a Rainha, que apenas vive para mandar os seus criados (cartas de baralho) cortarem a cabeça a todos os convidados, apesar do zeloso Grifo continuar a dizer que isso é apenas uma fantasia da Rainha.
Ela é raivosa e autoritária.
Só que o rei tem menos influência do que ela. Por razões de cooperação institucional.

quarta-feira, março 03, 2010

A licenciatura do «engenheiro»

Tanta aldrabice pegada.
Mas o homem precisava assim tanto de ser "engenheiro" para se tornar PM (primeiro-ministro)?
Parece que sim, nesta aldeia que tanto valor dá aos canudos.
Isto cheira que tresanda.
Observações efectuadas ao certificado de José Sócrates, disponibilizado pelo Jornal "PÚBLICO".

Não me detive nas classificações. Verifiquei que o documento estava datado ( 96/08/26), assinado pelo chefe da secretaria e...e... como sempre, os meus olhos detiveram-se em dois pormenores sem importância:
- no papel timbrado da Universidade Independente, no rodapé, entre outras informações, constam o endereço (físico e electrónico) e os números de telefone e de fax ( 351 21 836 19 00 e 351 21 836 19 22 351 21 836 19 22 ). Só que,... em 1996, os números de telefone não apresentavam os indicativos 21, 22, 290, mas sim, 01, 02, 090... etc, como aliás, pude confirmar (a alteração só foi feita em 31 de Outubro de 1999).

Um pouco mais à frente, consta ainda, um código postal composto por sete algarismos (1800-255), o que é deveras estranho, uma vez que só em 1998 começa a ser utilizada esta nova forma de indicação.

Conclusão: o certificado parece ter sido emitido, não em 26/08/1996, mas em data posterior a 31 de Outubro de 1999.O problema ("o maior dos problemas") reside no facto de o Gabinete do primeiro-ministro já ter esclarecido, que a data válida era mesmo a do certificado que se encontra na Câmara da Covilhã."
Mais um erro administrativo, que só pode ser imputado à UNI" (dirá o Gabinete do primeiro-ministro).
E esta, hem?
Mais uma providência. Esta será de quê?

Civismo

A Polícia de Segurança Pública vai ser mais rigorosa, na observância dum preceito do código de estrada, que obriga os peões a utilizarem as passadeiras.
Até aqui tudo parece bem.
Para protecção dos peões nada melhor que utilizar as passadeiras.
Mas, algumas dúvidas surgem desde logo na aplicação desta medida.
Primeiro, algumas das novas avenidas e ruas da cidade da Guarda não têm passadeiras.
Depois, algumas das passadeiras estão colocadas ou em cruzamentos, ou em rotundas ou ainda em locais que não permitem a visualização correctas de peões ou dos automobilistas.
Por último, muitas das passadeiras estão tão distantes umas das outras que para as utilizarem os peões têm de percorrer distâncias enormes.
Pergunta-se: qual a eficácia de tal medida??
Só para contribuir para um País do faz de conta, muito divulgado. Só pode.
Já agora, talvez fosse uma excelente ideia multar, com coimas bem elevadas, os que cospem para o chão.
Essa seria uma excelente medida, pelo menos para defesa da saúde pública.
Urgente.

O eixo da Terra




O movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo determina, como se sabe, a sucessão dos dias e das noites.
Ora, segundo a NASA com o sismo ocorrido no Chile, de magnitude 8.8 na escala de Richter, o eixo da Terra deslocou-se 8 (oito) centímetros.
Como consequência os dias ficaram 1,26 milionésimos de segundo mais curtos.

terça-feira, março 02, 2010

É a incompetência, estúpido!!!

A taxa de desemprego em Portugal atingiu em Janeiro os 10,5 por cento, o que representa mais de 560 mil pessoas sem trabalho.
A percentagem divulgada pelo Eurostat está acima da média da Zona Euro, que se fixou em 9,9 por cento, e foi conhecida no dia em que o Governo publicou em Diário da República diversos incentivos à criação de emprego(??).
Com uma subida de 0,2 pontos percentuais face a Dezembro, Portugal regista a quarta taxa mais alta de desemprego da Zona Euro.
Foram também no dia de ontem publicadas em Diário da República as condições do programa ‘Iniciativa Emprego 2010’. Entre as medidas de promoção à criação de emprego contam--se a isenção de pagamento das contribuições para a Segurança Social e a redução para os novos contratados que tenham mais de quarenta anos.
Este valor de 10,5% de desempregados é a prova provada da incompetência deste governo.
Depois dizem que, mesmo assim, ainda não somos dos piores.
Estou farto que me venham com paliativos da treta. O meu País tem mais de meio milhão de desempregados. O resto é conversa da treta de um governo e, de um Sócrates, que só tem revelado incompetência, inécia e inépcia para resolver os graves problemas de Portugal.
Depois, anunciam-se «medidas» avulsas. Até aqui anunciavam-nas em tristes e enfadonhas visitas pelo País com o séquito a bater palmas, a lambuzarem-se e bajularem-se. Hoje, publicam-se em DR (Diário da República, entenda-se). O medo de enfrentar as populações é manifesto. Usam-se as manhas de um rato sebento, porco e pantomineiro para não enfrentar a realidade.
A hipocrisia também tem limites.
Pobres os de espírito que acreditam nesta canalha. Deles será a pobreza total.

segunda-feira, março 01, 2010

Estamos solidários


Comunicado de imprensa:


A VÍA QUE TRAZIA VIDA

(25 anos do encerramento da Linha de La Fuente de San Esteban a Barca d´Alva e
 22 anos da Barca d’Alva ao Pocinho)

Enterro simbólico das vontades institucionais.

7 de Março, Ponte Internacional Ferroviária

Passaram anos de esquecimento e abandono. Esquecimento sobre esquecimento.
Oportunidades perdidas para uma população que as não tem.
Dizemos ser europeus, mas uma extraordinária obra de engenheiros construtores de túneis e pontes, é presa da ferrugem, da negligência e da barbárie. Outras ferrovias abandonadas, sem o estatuto de “Bem de Interesse Cultural”’, estão a ser reaproveitadas para fins turísticos na França, Suiça, Bélgica, Alemanha…
Os governantes portugueses já assinaram um compromisso de reabilitação desde o Pocinho a Barca d´Alva!
Os nossos actuais políticos não são aqueles que numa época exaltada, de rupturas sociais e económicas (estávamos na década de 1880), sonharam em trazer o progresso e o bem estar à região através desta infra-estrutura.
Aqueles sim, os de agora não. Não, não podemos estar-lhes gratos. Não o merecem.
São o reflexo de uma sociedade imobilista, conformista, passiva, carente de ideias e compromissos…
No próximo dia 7 de Março, pelas 13 horas, em Barca d´Alva, junto aos pilares da ponte internacional ferroviária, convidamo-los a participar no “enterro simbólico das vontades institucionais”, que durante todo este tempo viraram as costas, de diferentes maneiras, a esta realidade única da Raia.
Este acto central, será acompanhado de diversas actividades para as quais estão igualmente convidados (instalações, teatro de rua, fotografia e projecções).
Pretendemos assim promover e consciencializar, de forma amável, a defesa do rico e excepcional património industrial constituído pela Linha do Douro/Duero, entre o Pocinho - Barca d’Alva / La Fuente de San Esteban - Boadilla, cujo último troço está classificado como “Bien de Interés Cultural”, com a categoria de “Monumento”.
Não se trata somente duma manifestação de defesa com vista à preservação desse património, para o poder legar ás gerações futuras, mas também uma forma de tentar romper uma dinâmica que, ao longo de décadas de imobilismo, ou quando muito de tímidas actuações, não parecem concluir mais do que a ausência de projectos reais de futuro e que, portanto, condena esta infra-estrutura ao abandono.
A exploração e a reutilização deste magnífico recurso patrimonial, tem todas as condições para se converter numa mais-valia económica, que traria benefícios directos às populações locais, ao propor um enfoque diferente e singular de atração turística, cultural e lúdica, de primeira ordem.
Talvez o espírito dos nossos governantes do século XIX se reencarnem algum dia. E isso será bom, porque indicará que também nós mudámos e transformámos a realidade que nos rodeia. Então, em frente ao Douro, poderemos desenterrar as vontades, já convertidas em realidade.

Colectivo Camino de Hierro, 1 de março de 2010.

*Colectivo Camino de Hierro*

portavoz en España: *José Andrés Herrero*
portavoz em Portugal: *Carlos d'Abreu *

Piada «inteligente»

Este ano o Inverno vai mesmo rigoroso.
Chuva, vento e muita, muita neve.
Tudo porque o Sócrates proibiu o «Sol»!!!

Ainda a Lulu


Uma auditoria ao Ministério da Educação, na altura dirigido pela putativa Maria de Lurdes, revela que o ME pagou salários ilegais.
Isto porque o Ministério da Educação assumiu encargo de 5,1 milhões de euros, com professores colocados fora da casa.
Agora, o Tribunal de Contas diz que é ilegal.
Quem paga as asneiras desta gente?
Os mesmos de sempre.

O polvo e o bicheiro

O ex-administrador da PT foi o interlocutor de Mariano Gago nas negociações de 'divisão de poder' no Taguspark.
Mais tarde quis comprar 6,5 milhões de euros em acções.
Segundo os jornais, o ex-administrador da PT, Rui Pedro Soares, já falou, e falava, em nome do Governo em negociações empresariais.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, revelou que, em 2007, Rui Pedro Soares se apresentou nas reuniões para a escolha do Conselho de Administração da Taguspark em nome de um grupo de accionistas que incluía a Caixa Geral de Depósitos e ainda o Instituto Superior Técnico e a Universidade Técnica de Lisboa, com o "apoio implícito do senhor ministro Mariano Gago".
Só que, lapso de memória do senhor Ruizinho, disse esta semana no Parlamento que não era um "representante do Governo". No entanto, de acordo com os factos elencados por Isaltino, o administrador não só era uma figura indicada pelo Estado na PT como também chegou a falar em nome do ministro da Ciência e Tecnologia nas nomeações para os órgãos gerentes do parque.
Esqueceu-se. Lapso de memória, claro!!!
Resta saber se foi uma questão de abuso de confiança da parte de Rui Pedro Soares, ou se Gago deu de facto "carta branca" ao administrador da PT para falar em nome do Governo.
Nessa altura, Rui Pedro Soares ter-se-á apresentado como representante de um grande grupo de accionistas, ganhando um poder decisório que condicionou a intervenção da maior accionista do Taguspark (a Câmara Municipal de Oeiras, que detinha 16%).
Além das entidades públicas, Rui Pedro Soares foi o interlocutor do Millenium, da EDP e do BPI. Curiosamente(?), foram estas duas últimas empresas que mais tarde quiseram vender as suas acções à PT. Já o contacto entre a CGD e Rui Pedro Soares terá sido feito com o então administrador do banco, Armando Vara.
E o povo continua.
Segundo Isaltino Morais, foi esta "pool de accionistas" que impôs, por exemplo, o nome de Américo Thomati para presidente da comissão executiva. Thomati é um dos envolvidos nas escutas do processo "Face Oculta" divulgadas por um semanário, onde é "apanhado" a discutir com o advogado Paulo Penedos os contratos de Luís Figo e José Mourinho, numa conversa datada de 22 de Junho do ano passado.
Depois do polvo vem o bicheiro.
A influência de Rui Pedro Soares no Taguspark tornou-se mais visível quando, no último trimestre de 2008, o ex-administrador da PT tentou que a sua empresa controlasse o parque tecnológico.
A tentativa de tornar a PT na maior accionista chegou a motivar "queixas" de Isaltino Morais a Zeinal Bava, administrador da PT.
A 14 de Outubro de 2008, apesar de Isaltino Morais dizer a Zeinal que teve contactos "frutuosos" com o "dr. Pedro Soares", revela a sua "surpresa" pela "intenção da PT em adquirir as acções do BPI correspondentes a 11,3 % e da EDP, de 5,6%, o que totalizaria 22,07%".
Para evitar aquilo que classificou, como "uma espécie de OPA [oferta pública de aquisição] hostil ao Taguspark", Isaltino exortou Zeinal a encontrar uma solução "interpartes".
A PT acabou por recuar à luz do "direito de preferência" que a Câmara de Oeiras detinha e a autarquia reforçou a sua posição, comprando acções à EDP e ao BPI. Esta operação, cujo efeitos ainda não estão contemplados na estrutura accionista disponível no site do Taguspark , consta da acta da sessão da Assembleia Municipal de Oeiras, que se realizou no dia 13 de Julho de 2009.
A correspondência enviada a Zeinal - que o convoca para uma assembleia geral e fala na aquisição de acções pela PT - revela o valor da operação que estava a ser desenvolvida. Rui Pedro Soares era o operacional de uma compra que custaria à PT 6,5 milhões de euros, o que demonstra a autonomia que o ex-administrador detinha na PT. Este montante resulta da soma do total de acções que a EDP (220 000 acções - cerca de 2 milhões de euros) e o BPI (380 00 acções - 4,5 milhões de euros) iriam vender à PT.
Oficialmente, até à próxima assembleia geral, Rui Pedro Soares - que já renunciou ao cargo na PT - continua a ser administrador não executivo da Taguspark e, isso é o que para já conta.