Têm surgido vários estudos, resta saber com que qualidade e aprofundamento científico a mostrar que os jovens, sobretudo rapazes, votam cada vez mais à direita e mesmo à extrema-direita, nomeadamente no Chega.
Segundo um último livro publicado, que aborda a temática, uma das razões por trás deste fenómeno pode estar no «saudosismo» pela Ditadura do Estado Novo, que o partido radical de direita e outros similares têm ativado.
Ora, explicar esse fenómeno pelo facto de os jovens não terem vivido tal período é demasiado redutor.
O problema é bem mais profundo e importa uma análise séria.
Se de facto existe essa relação com o passado que não foi vivido, então caímos na célebre questão do que se ensina nas escolas.
O que fizeram tantos ministros da educação para não terem realizado uma reforma profunda das aprendizagens? Só facilitismo nas competências mínimas exigidas para as várias aprendizagens?
E os sucessivos falhanços de políticas de emprego, salários, habitação, combate à corrupção, nepotismo, compadrio e tantos outros que desiludem a juventude?
É urgente mudar de rumo e fazer compreender à tal juventude que viver em liberdade é a melhor das situações.
Por uma democracia participativa, em que todos tenham direitos e deveres e, principalmente, sejam chamados a apresentar as suas opiniões e não fiquem confinados ao papel na urna de tempos a tempos.
É urgente.
