domingo, julho 27, 2014

Chinesices


Uma rã insuflável gigante flutua no lago do parque Yuyuantan, em Pequim, China.
A "rã dourada", que representa riqueza e sorte na cultura chinesa, tem 22 metros de altura.
Esta rã também estará, muito provavelmente, a caminho do cartão dourado do «portinhas & C.ª».
A caminho..... que se faz tarde, o cais das colinas espera por ela.
Ou será antes em Belém, no palácio de inverno?

A Guerra que Aflige com seus Esquadrões


A guerra, que aflige com os seus esquadrões o Mundo,
É o tipo perfeito do erro da filosofia.

A guerra, como tudo humano, quer alterar.
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito
E alterar depressa.

Mas a guerra inflige a morte.
E a morte é o desprezo do Universo por nós.
Tendo por consequência a morte, a guerra prova que é falsa.
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer-alterar.

Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs.

Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer coisas, deixar rasto.
Para o coração e o comandante dos esquadrões
Regressa aos bocados o universo exterior.

A química directa da Natureza
Não deixa lugar vago para o pensamento.

A humanidade é uma revolta de escravos.
A humanidade é um governo usurpado pelo povo.
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito.

Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural!
Paz a todas as coisas pré-humanas, mesmo no homem,
Paz à essência inteiramente exterior do Universo!

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Operário em Construção


Lembrei-me do poema de Vinicius de Moraes:

Um operário em construção

De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento

Alem uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construcção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.


E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia "sim"
Começam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.

Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dois homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porem, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufacturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fracturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porem que fizera
Em operário construído
O operário em construção 

E os animais são os outros?


O que verdadeiramente distingue o animal Homem dos restantes animais é a capacidade que os humanos têm de aprender.
APRENDER!
Aprender no sentido de adquirir, compreender e aplicar conhecimentos e de transformar a sua conduta social, mental e emocional.
Pois, demasiada areia para certos acéfalos e cochinos... mas, em frente!
A Assembleia da República decidiu legislar sobre maus tratos aos animais.
E, vai daí, elencaram um rol de actos, com as respectivas multas, o que para o fisco é algo que lhes vai dar um prazer enorme. Falta saber quem fiscaliza tais atos.
Só que, dos maus tratos aos animais, ficaram de fora as touradas, esse espectáculo degradante e medieval que proporciona, segundo os seus apaniguados defensores, um prazer excepcional aos espectadores, através do SOFRIMENTO dos touros.
QUE LEI MAIS ASININA!
Para uns animais a protecção total e se houver maus tratos .... PUNIÇÕES!
Para outros animais, os touros, já não há salvação possível: sofrimento e morte, para prazer de uns acéfalos e coxos mentais.
Aliás, também não se compreende que para além das touradas, também os animais usados no circo possam ficar de fora da legislação.
E onde fica nesta hipócrita legislação O MAU TRATO E MORTE INFRINGIDOS NOS CANIS E GATIS MUNICIPAIS E PRIVADOS?
De fora, pois então....
MAIS UMA VEZ A HIPOCRISIA.
Infelizmente a hipocrisia e a estupidez humana não são taxadas.
Caso o fossem, haveria muitos animais com carimbos no corpo todo.
Assim vai o país, entretido com multas e maus tratos a animais.
TODOS DEVERIAM SABER QUE OS MAUS TRATOS INFRINGIDOS AOS ANIMAIS É UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO.
E ESSA ANDA POR BECOS MAL AFAMADOS!!
ÀS VEZES PERGUNTO-ME PELA IMBECILIDADE DE CERTOS DEPUTADOS.
QUESTÃO DE ORGULHO?

O dono da Madeira

Na Madeira é assim, POSSO, QUERO E MANDO!

BARDAMERDA E CALADINHOS!!!


E «esta» quem investiga?
Pois, estão a meditar...
É que não é por nada, mas já bateram o recorde do A. Salazar!!
E....

Morrem as vacas, ficam os bois!!

Maioria com quem?


António Costa afirmou que não ignora "a importância de ter finanças sãs", mas reafirmou a sua tese de que "não é possível ter finanças sãs sem economia sã", pelo que o primeiro passo é "atacar" e "resolver" os "problemas estruturais do país".
Olhe lá oh! Senhor Costa, não há por aí muito de “sã” no discurso?
Na minha terra “sã” também significa verme da carne de porco mal curtida.
Entendeu?
Já agora a que problemas estruturais se referia?
Aos financeiros? Que ultimamente têm vindo a demostrar, se caso fosse preciso, quão o poder político é dependente dos tais que se dizem «donos do país»?
Ou será que falava dos salários em atraso, coisa comum pelo país, e que agora chegaram à Câmara Municipal de Lisboa?

Esclareça!!!
Quanto à maioria .... estamos conversados!
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és e, ao que vens!

A Minha Música


Bella ciao é uma canção popular italiana, provavelmente composta no fim do século XIX.
Na sua origem teria sido um canto de trabalho das mondine, trabalhadoras rurais temporárias, em geral provenientes da Emilia Romagna e do Vêneto, que se deslocavam sazonalmente para as plantações de arroz da planície Padana. Mais tarde, a mesma melodia foi a base para uma canção de protesto contra a Primeira Guerra Mundial. Finalmente, a mesma melodia foi usada para a canção que se tornou um símbolo da Resistência italiana, durante a Segunda Guerra Mundial.
Bella ciao tornou-se muito conhecida em todo o mundo.
ESTA É A DIFERENÇA, INCONCILIÁVEL, ENTRE MIM E TU CANALHA!
ESTA É A MINHA GENTE, POR QUEM LUTEI, LUTO E LUTAREI.
TU ÉS CÃO RAIVOSO QUE LAMBES O TEU DONO SEMPRE NA MIRA DE UMAS MIGALHAS E O DEFENDES COM TODA A FEROCIDADE.
NUNCA TERÁS COLUNA VERTEBRAL.
COBARDE.

sábado, julho 26, 2014

Oi

O Zeinal Bava ex «dono» da Portugal Telecom (PT) e, actual administrador da OI, no Brasil, não diz nada sobre o empréstimo dos 900 milhões de euros ao «grupo GES»!
Nem ele, nem o Granadeiro!!
ESTRANHO.
Estranha-se que os personagens em causa, directamente ligados à instituição PT continuem calados.
Qual a razão?
Lembrar que na palhaçada do dia 10 de Junho de 2014 o Zeinal Bava foi medalhado por um Cavaco, depois de lhe ter dado o fanico.
Zeinal Bava de coleira ao pescoço, no dia da raça, agraciado pelos altos «préstimos» dados ao país .... eheheh!
VERGONHOSO!!
DEVOLVE A MEDALHA!
Ou será que a vais entregar ao Zé das medalhas, o tal personagem misterioso que «colocava» os capitais na Suíça, para depois irem para Cabo Verde do Loureiro, ou para Angola do Eduardo e, depois entravam, em Portugal já lavadinhos a cheirarem a «alfazema».
Estes critérios do Cavaco da distribuição das coleiras só beneficiam os amigos agiotas e trapaceiros, sem escrúpulos.
Fala BAVA ou perdeste a língua?

Na minha terra, tipos da tua laia têm um nome…pois, esse mesmo. 

O Costa do castelo

Que não restem dúvidas ao que realmente vem este Costa.
Para começo, a coisa parece-nos bem folclórica....
O presidente da Assembleia Municipal da Guarda, eleito nas listas do PSD+CDS, com cartão «passado» ou não, pouco importa, dá o seu apoio à candidatura do A. Costa, não se sabe bem a quê.
Importante para o futuro é saber que Carvalho Rodrigues, o presidente da Assembleia Municipal da Guarda, eleito nas listas do PSD+CDS, foi ao largo do rato .... apoiar a candidatura de A. Costa.
Com que cara aparecerá a bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Guarda?
Reconfortada?
Animada?
O futuro aí está .... para quem tinha dúvidas sobre os «parceiros» escolhidos por A. Costa e quais os seus verdadeiros interesses.
Resta saber quem vai segurar as alianças.
Eu até desconfio ..... mas, aguarda-se.
O rato ri-se à farta, por trás das cortinas, com o punhal na mão!
Não satisfeito com o abraço de Carvalho Rodrigues, e logo na sede nacional do PS, eis que A. Costa «confraterniza», numa amena cavaqueira, com o Rio, o futuro candidato a Belém.
Apoios implícitos ou explícitos parecem já existir ....
Nova versão de Manuel Alegre à vista.
CUIDADO Guterres...

Quem se mete com o PS ..... LEVA!!
Assim vai a procissão da senhora do coito, bem animada!!

ELES ANDAM AÍ ... os vampiros

Já se conheciam os métodos da polícia política da era Salazar e Caetano!
Hoje a «coisa» é feita de uma forma bem mais macabra.
Transcrevo, aqui e agora, um artigo retirado, com a devida vénia, daqui: http://blog.5dias.net/.
Reza assim:
« Um episódio particularmente surreal passou-se comigo no dia da prova a 22 de Julho em Viseu. Quando um polícia estava a passar a multa (sem qualquer pré-aviso) a um colega nosso por ter no seu carro apitado perto das salas onde se realizava as PACCs, ao tentar, juntamente com mais professores, interceder a favor do nosso colega junto do polícia, a dado momento o polícia vira-se para mim e diz algo como:
- O André sabe que estiveram a fazer barulho à vontade à frente da escola mas buzinar no carro não podem.
Surpreendido pelo facto do polícia saber o meu nome, disse (ainda em tom de brincadeira):
- O sr. agente sabe o meu nome, estou a ver que sabe muita coisa…
Ao que o polícia responde:
- Sei isso e sei muito mais. Sei que não é a primeira vez que veio a Viseu.
Aí respondo já com um semblante mais pesado:
- Desculpe mas é a primeira vez que venho a uma manifestação a Viseu, as outras vezes foi por motivos pessoais…
Nesse momento o polícia (provavelmente percebendo que já teria falado demais) fica completamente atrapalhado e tenta mudar de assunto.
Felizmente várias pessoas estavam ao meu lado nesse momento e puderam ouvir na íntegra esta conversa… Ou seja, é verdade que já vários colegas me tinham avisado (na brincadeira ou não) que eu nos últimos meses (devido à luta dos professores) devia estar “a ser mais vigiado do que o 1º Ministro”… mas uma coisa é suspeitarmos outra é termos a confirmação que estamos a ser vigiados (o meu telemóvel já há uns meses que faz uns barulhos e ecos suspeitos). Torno esta situação pública para que pelo menos o nosso povo comece a saber e a perceber no tipo de sociedade em que já estamos a viver… onde começam a proibir direitos civis elementares (reuniões sindicais dentro das escolas, etc) e vigiam quem luta nomeadamente em defesa da Escola Pública mas a banqueiros e políticos corruptos nunca parecem vigiar, de outra forma não desapareceriam milhares de milhões de euros que tanto faltam na Saúde e Educação Pública…
Perguntam-me se não tenho medo? O meu maior medo é deixar uma sociedade cada vez mais sem direitos para os nossos filhos. E acredito profundamente que se juntarmos forças por nós, e pelos nossos filhos, nenhuma nova ou velha ditadura vencerá.»
PERCEBIDO??
Eu estou a perceber certas coincidências …..
Eles andam aí….
«A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas».
ENTENDI!
EU SEI ONDE ESTIVESTE ESTE INVERNO!!

BARDAMERDA E CALADINHOS


Quero lá saber se o Salgado vai pagar ou não os 3 milhões por estar «fora»!
A mim o que me preocupa é ter havido um empreiteiro que lhe deu (ao Salgado) uma prenda de 14 milhões.
Mais, que a justiça, e os poderes instalados sabiam da «prenda» e não actuaram.
Pior ainda, que uma corja de malfeitores, na Assembleia da República, tenham aprovado uma lei que possibilitou a que alguns «sacanas» que, por serem CALOTEIROS, não pagassem os impostos devidos e, viessem a obter um perdão fiscal.
ISSO É QUE ME PREOCUPA!!!
O RESTO?

BARDAMERDA E CALADINHOS!
  

UMA REVOLTA

Nasci na Palestina, mais do que uma música um sentimento de REVOLTA!


O caso TAP

A estratégia dos acéfalos, que nos dizem governar, é demasiado óbvia para o caso TAP.
Alguém, no seu perfeito juízo, pode cancelar, em 4 (QUATRO) dias, 50 voos?
Não nos venham com a desculpa «esfarrapada» da entrega tardia, de novos aviões à TAP.
Há acordos que deveriam ser cumpridos e, se não o foram há indeminizações a pedir.
Ou não será?
Pois é....
O problema é precisamente esse.
Falta de pessoal de manutenção, de pilotagem e de tripulação.
Toda a estratégia passa pela descredibilização da empresa TAP,
para desse modo haver lugar a uma venda ao desbarato para
 «cobrir» o deficit orçamental.
Pois é...
E, esse deficit não é culpa do Tribunal Constitucional e dos ordenados de milhões de portugueses.
O deficit deve-se ao AUMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA E DOS JUROS ELEVADOS DA MESMA.
Fazer acreditar que o problema está nos ordenados é o mesmo que fazer testes de «stress» a bancos e não descobrir que há gato nas contas e que o ROUBO foi MONSTRUOSO.
MESMO NAS BARBAS DOS SENHORES DO FMI E DA TROIKA!
Se nem os ROMBOS conseguiram detectar, que capacidades têm esses acéfalos para fazer uma análise SWOT à situação do país?
INCOMPETENTES!!!
OU TALVEZ NÃO....

INTERESSES!!

sexta-feira, julho 25, 2014