E, na verdade, uma coisa é o que a lei diz, outra bem diferente é como é aplicada.
Para começo de conversa, dizer que o que está escrito no site da Assembleia da República não condiz, em muitos casos, com o que é escrito na Plataforma da Entidade para a Transparência.
Mas essas discrepâncias, em todo e qualquer lugar, são mais que muitas. Dão lugar a interpretações e a fugas à verdade de muitos interessados.
O habitual num país de poderes hipócritas, idiotas e asininos.
O mais importante da notícia está na ridícula atitude de diferenciar a exclusividade de um deputado de um a tempo parcial, apenas e tão-só nas despesas de representação. O primeiro recebe despesas de representação, o segundo não.
O que está em causa são 427,51 euros no bolo total de 4 257,05 euros. Os tais 427,51 euros são um pouco inferiores à Prestação Social Única.
Só com uma diferença. O governo do Montenegro quer obrigar os cidadãos que vegetam com os tais 537 euros a fazer trabalho social, e quem o recusar perde a dita prestação por dois anos.
Pergunto.
E sentar o rabo numa cadeira, carregar num botão, comer e beber do melhor no restaurante do Parlamento, a que chamam hipocritamente "cantina", ter subsídios para tudo, até para o papel higiénico, é trabalhar?
Palhaçada e vigarice é o que é.
O circo bem montado.
Não liguem aos ornamentos que tendem a distrair os leitores. Procurem o importante.
