A memória de um povo é o pilar da sua identidade cultural. O respeito pelos que lutaram pela sua liberdade nunca será esquecido.
Não grita. Não pula. Não comemora.
Sua pose imita a estátua de Patrice Lumumba em Kinshasa — o primeiro-ministro que arrancou a independência do Congo do colonialismo belga em 1960. O mártir assassinado aos 35 anos. O símbolo de uma soberania roubada.
Ficou viral na última Copa Africana de Nações. Um atacante argelino zombou dele após eliminar o Congo. A Federação da Argélia teve que pedir desculpas públicas.
A FIFA teve que intervir para conseguir o visto dele para a Copa do Mundo. Depois, não pôde viajar para o primeiro jogo contra Portugal por quarentena obrigatória de 21 dias — surto de ebola em seu país.
Com ele ausente, o Congo empatou com a Portugal de Ronaldo. Seus próprios jogadores pediram à Federação que ele viajasse com a delegação oficial.
Um homem que não precisa se mover para emocionar.