sábado, junho 13, 2026

Sacar dinheiro aos pobres.

Quando Julian Assange afirmou que o objetivo não era vencer guerras, mas prolongá-las, tocou numa das questões mais perturbadoras do nosso tempo.
E se os conflitos modernos não fossem simplesmente disputas por território, ideologia ou segurança?
E se fossem, acima de tudo, mecanismos de transferência de riqueza?
Milhões saem dos bolsos dos contribuintes. Milhões circulam entre governos, bancos, empreiteiros militares, fundos de investimento e corporações ligadas à indústria da guerra. Enquanto isso, a narrativa oficial muda de nome, muda de bandeira e muda de inimigo, mas o fluxo de dinheiro continua o mesmo.
Afeganistão. Iraque. Ucrânia. Gaza. Venezuela. Novos cenários, velhos interesses.
Assange defendeu que o verdadeiro objetivo de certas intervenções não é alcançar a paz, mas manter um estado permanente de conflito: estável o suficiente para justificar despesas infinitas, mas instável o suficiente para nunca produzir uma solução definitiva.
A guerra gera medo.
Medo gera consentimento.
Consentimento liberta recursos.
E os recursos alimentam uma elite transnacional que prospera longe dos campos de batalha.
Talvez a pergunta não seja quem está a ganhar com a guerra.
Talvez a pergunta seja: quem está a ganhar dinheiro com ela?
«O objetivo é uma guerra sem fim, não uma guerra bem-sucedida . » — Julian Assange. "
Pensem nisso!