quarta-feira, maio 27, 2026

A crónica proibida

 

A Crónica que costumo publicar em “O Interior” foi cancelada neste último mês de maio.
Concretamente, devido às seguintes frases:
«Pela consulta dos documentos da IGAS percebe-se que a senhora faltou à verdade nas declarações que prestou, em mais do que uma ocasião. A saber, quando disse algo parecido com desconhecer a existência de um determinado protocolo e que teria sido alheia ao procedimento, tendo-se depois constatado que ela afinal até o tinha assinado! E quando afirmou, ipsis verbis, que “sempre foi paga pela ULS”, quando depois se apurou que afinal fora a autarquia a suportar esses ordenados.
Para além das muitas questões que tudo isto suscita, nomeadamente no que concerne à forma desavergonhada como estas coisas se fazem quando convém, com alguém a confessar até mais ou menos numa Assembleia Municipal que “só se fez assim para se contornar a lei”, importa determo-nos nesta parte em que alguém se recusa a dizer a verdade a uma entidade superior, quando era isso mesmo que deveria ter feito.»
Referia-me nessas frases aos indícios muito fortes da prática de crimes de fraude pelos quais está a ser investigada a presidente do CA da ULS da Guarda e à posição assumida por alguém da autarquia.
Ora, alguém se “encolheu” com o alcance destas frases e ficou sem vontade de que a crónica fosse publicada com elas...
Deixo abaixo três fotos.
Duas de trechos do Relatório que a IGAS produziu acerca do assunto.
Outra, de um trecho reprodutivo daquilo que foi efetivamente dito na Assembleia Municipal em causa.
Pessoalmente, não acredito nas teses que já me foram veiculadas de que “o Interior” está simplesmente vendido a certas dependências relacionadas com o triângulo “O Interior”-“Rádio Altitude”-“ULS da Guarda”.
Mas que cada um julgue por si.
Não voltarei a colaborar com “O Interior”.
Boas leituras a todos!