E, no caso dos desfibrilhadores, também o presidente da câmara da Guarda tomou a palavra.
Diz que há desfibriladores em todos os equipamentos desportivos e logo a seguir acrescenta que há técnicos, com formação.
Mas isso não basta.
É que em alguns equipamentos desportivos há apenas um técnico com formação. No caso de necessidade de utilizar o equipamento e o técnico não estar, a falha pode ser fatal.
Diz e muito bem que compete ao INEM dar formação, seja lá onde for. Faltou dizer que também compete ao INEM a fiscalização dos equipamentos e, no caso de não existirem, haver o direito a serem aplicadas multas.
Lembrar à excelência que muitas das realizações desportivas no concelho nem ambulâncias, nem bombeiros, nem policiamento e, em algumas, nem desfibrilhadores existem.
Quanto ao "à risca" e às contas feitas, dizer que o valor avançado é um exagero. Partindo do pressuposto da existência de desfibrilhadores em todos os equipamentos desportivos, como Vossa Excelência disse.
Mas é por isso que a moção não fala em números. Fala na criação de um grupo de trabalho para se saber o real custo da iniciativa que pode salvar vidas.
Sabe, senhor presidente, é uma questão de vida ou de morte.
Mas, como disse o deputado Miguel Relvas, há "pessoas que não sabem ler as moções".