quinta-feira, maio 07, 2026

Desfibrilhador

E, continuemos a dissecar alguns dos temas "falados" na última Assembleia Municipal da Guarda, realizada a 29 de abril de 2026.
Foi apresentada uma moção, que, no nosso entender, é mais uma recomendação do que moção, mas os proponentes chamaram-lhe moção e nada a opor. Semântica apenas. Resultado? NENHUM. A moção/recomendação visava tão só criar um grupo de trabalho, e apenas um grupo de trabalho, para dotar todos os espaços públicos do concelho da Guarda, mas todos mesmo, de um desfibrilhador automático externo. Repito para que se perceba o que estava em causa. Criação de um grupo de trabalho para dotar todos os espaços públicos do concelho da Guarda de um desfibrilhador automático externo. Só isto. Mas logo o líder da bancada "Nós Cidadãos", da antiga e extinta "Pela Guarda", apoiador do atual presidente de câmara Sérgio Costa, veio com argumentos falaciosos, de uma falta de rigor, a deturpar a moção/recomendação, com total arrogância, prepotência, a iludir os guardenses. Quando se diz que não se permite que qualquer moção ou recomendação aumente em um único euro a despesa do executivo camarário, é de uma irresponsabilidade enorme. Primeiro, aconselho-o a ler/estudar o Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de agosto e bem como o Decreto-Lei n.º 184/2012, de 8 de agosto. Está lá tudo o que nega a sua negligente intervenção. "Não gastar nem um único euro que aumente a despesa do executivo"? Pela boca morre o peixe! Quantos eventos desportivos, equipamentos em barda, estadias de atletas e transporte deles, utilização dos espaços sem qualquer compensação financeira, apenas a paga pelos munícipes vão aumentando os milhares de euros da despesa do executivo? Diga-o sem pejos. E, pior, senhor líder parlamentar. Muitos desses eventos, promovidos/patrocinados pelo executivo camarário, nem uma ambulância têm de serviço no local, nem corpo de bombeiros e muito menos policiamento. Sim, policiamento pois recentemente a organização de um desses ditos eventos agrediu um idoso que dava umas voltas ao parque. Desconhece a situação que segue, segundo se diz, os trâmites judiciais? Informe-se. Mas, se os gastos com eventos e equipamentos, o estragar o património não o preocupam, pergunto-lhe se a segurança deles e dos cidadãos em geral não o devia preocupar. É que, para além de a propaganda oficial dizer que há desfibrilhadores em muitos locais, saberá a excelência quantos funcionários trabalhadores os sabem usar? Nalguns casos apenas um único funcionário. Imagine-se o funcionário fora do serviço, por razões várias, e acontecer a necessidade de utilizar o dito aparelho? Um acidente grave que pode ser fatal. Resultado? CHUMBO da moção pela maioria que apoia o executivo. Os cidadãos da Guarda que pensem seriamente o que o executivo faz pela sua segurança. PENSEM, já nem falo em compreensão. Gostei particularmente do facto de a Assembleia só deliberar na parte da tarde, na Guarda. Comecem as assembleias só da parte da tarde. Poupavam dinheiro aos munícipes.