Mas os políticos estão viciados no ChatGPT.
Muitos dos discursos do 25 de Abril foram submetidos à análise de duas plataformas de deteção de texto gerado por IA, e os resultados foram surpreendentes.
A praça pública já está cheia de textos que parecem todos escritos pela mesma mão. Ou pela mesma máquina.
Desde discursos, a notícias, artigos de opinião, posts nas redes sociais... Está tudo perigosamente indistinto. Os maneirismos, construções frásicas prediletas e vocabulário da IA estão por todo o lado.
Queremos uma sociedade em que todos falamos e escrevemos da mesma forma?
Mesmas ideias?
Pensamento único?
Livro único?
Falta de criatividade?
Castrados na crítica?
Que autoridade tem um político para proibir o recurso à IA na escola e na universidade quando se limita a fazer um copy-paste das ideias da máquina?
Que utilidade têm as equipes de assessores e redações de jornais neste novo mundo?
Damos mais uma oportunidade aos políticos ou substituímo-los já por robots de Musk, Thiel e Altman?
Infelizmente, a criatividade desaparece e o sentido crítico limita-se a analisar um texto, pois todos os outros são o mesmo. Para quê perder tempo?
Razão tinha o Mário Zambujal: "Já Não Se Escrevem Cartas de Amor" . Pois não, Mário Zambujal, a IA escreve-as e acredita-se no que ela diz.