terça-feira, maio 05, 2026

Proibe-se a IA nas Universidades e muito bem.

Mas os políticos estão viciados no ChatGPT.
Muitos dos discursos do 25 de Abril foram submetidos à análise de duas plataformas de deteção de texto gerado por IA, e os resultados foram surpreendentes. A praça pública já está cheia de textos que parecem todos escritos pela mesma mão. Ou pela mesma máquina. Desde discursos, a notícias, artigos de opinião, posts nas redes sociais... Está tudo perigosamente indistinto. Os maneirismos, construções frásicas prediletas e vocabulário da IA estão por todo o lado. Queremos uma sociedade em que todos falamos e escrevemos da mesma forma? Mesmas ideias? Pensamento único? Livro único? Falta de criatividade? Castrados na crítica? Que autoridade tem um político para proibir o recurso à IA na escola e na universidade quando se limita a fazer um copy-paste das ideias da máquina? Que utilidade têm as equipes de assessores e redações de jornais neste novo mundo? Damos mais uma oportunidade aos políticos ou substituímo-los já por robots de Musk, Thiel e Altman? Infelizmente, a criatividade desaparece e o sentido crítico limita-se a analisar um texto, pois todos os outros são o mesmo. Para quê perder tempo? Razão tinha o Mário Zambujal: "Já Não Se Escrevem Cartas de Amor" . Pois não, Mário Zambujal, a IA escreve-as e acredita-se no que ela diz.