sexta-feira, maio 22, 2026

Tesourinhos da Assembleia Municipal da Guarda, 29 abril 2026 - as linhas.

 

Não, não se tratou de linhas de coser, nada disso. Falou-se de ferrovia. Linha da Beira Alta e Linha da Beira Baixa.
Então e não fala do estado degradante em que se encontram as rodovias do concelho? Pois, como diz o seu colega " o senhor presidente fala do quer, e do que não quer, não fala". Claro, fale à vontade do que quer. A casa é sua, então.
Dizer-se que a Linha da Beira Baixa, principalmente o troço entre a Guarda e a Covilhã, esteve encerrada durante dez anos e não dizer quem beneficiou com tal situação é faltar à verdade é não ser sério na análise. Quem lucrou foram as empresas de transportes de passageiros, dos tais alunos do ensino superior de que fala.
A opção, por conveniência dos mesmos de sempre, era a rodovia.
Solidário com as populações e concelhos mais afetadas, com novo encerramento da Linha da Beira Baixa?
Solidariedade, pois.
Refere o senhor presidente que a Linha da Beira Baixa teve obras que terminaram há cerca de 5 anos.
"E não se admite que passado tão pouco já haja necessidade de uma nova obra com tanta envergadura" disse o senhor presidente.
Pois é, mas vossa excelência omite, propositadamente ou talvez por esquecimento tanta obra da sua responsabilidade que não precisaram de 5 anos para irem abaixo.
Lembro-lhe algumas, só algumas.
Caso da "aposta ganha" do recinto de areia para o voleibol de praia. Transformado num lamaçal e num nabal quando chove. Um campo sem qualquer utilidade presentemente,
O pavilhão da escola da Sé, a quem o senhor chama pavilhão municipal, com defeitos de construção a todos os títulos, colunas colocadas para impossibilitar a visão completa do recinto desportivo, das marcações no chão que nunca ficaram conforme o que é exigido e, imagine-se a sofrer inundações no último inverno. Impossibilitando a utilização do recinto nas aulas de educação física. Talvez barcos, gaivotas e outros meios aquáticos fossem mais adequados. E pouco mais de um ano após a inauguração.
Bem sei, celebrou-se um acordo entre agrupamentos para situações de calamidade, disse-o a excelência. Uma semana ficará uma escola sede de prevenção, noutra semana a outra sede de agrupamento.
Ridículo.
Prevenção para ceder instalações? Há espaço para tantos alunos?
E lá vem o choradinho em dó menor. "Se fosse na linha do norte ou na A1 será que ia demorar tanto tempo". O senhor faz-se de vítima para esconder os problemas estruturais que os políticos como o senhor não resolvem. Quer comparar o incomparável? Onde está grande parte da população? E as empresas que geram riqueza para o país? Basta de demagogia. Já pensou a razão pela qual as regiões de baixa densidade populacional não contam para o poder central. Pois, não quer responder, pois tem a sua culpa na situação que se vive, como todos os que foram a ocupar sucessivamente o poder autárquico e as cadeiras do parlamento. Os tais representantes, deles, obviamente. Depois lamentam-se.
E, voltou a falar da alta velocidade. Mais e mais areia para os olhos dos guardenses. Pode sonhar, ninguém o impede. Pode até priorizar. Pode, claro! Sonhe alto.
Mas não ressone acorda os vizinhos.
Ligação a Espanha e por que não a Paris de França, ou Berlim, ou Roma, para visitar o Papa?
Um chorrilho de intenções e como diria o meu professor de filosofia, “palha só de Abrantes”.