Na Assembleia Municipal da Guarda de 29 de abril de 2026 foi apresentada uma moção para que as reuniões do executivo camarário fossem transmitidas em direto.
Lembrar que, no mandato anterior, presidido pelo mesmíssimo presidente da câmara, Sérgio Costa, mas com minoria, uma moção com igual motivação foi aprovada pelo plenário. Só que o executivo de Sérgio Costa NUNCA CUMPRIU a resolução.
Agora nova moção.
Trago-vos a intervenção do líder parlamentar que apoia o executivo de Sérgio Costa, que, mais uma vez, recusa a transmissão em direto das reuniões e, que, desta vez, conseguiu que a moção fosse chumbada.
Muito haveria a dizer sobre a intervenção do líder parlamentar.
Fala-se de atas. Mas onde estão as atas? No site oficial não existem. Nem as do executivo nem as da Assembleia Municipal. Nem os editais, convocatórias e "Ordem de Trabalhos" da Assembleia Municipal aparecem no site.
E nem os documentos apresentados pelos grupos parlamentares, executivo e outros cidadãos na Assembleia Municipal são dados a conhecer.
A justificação? A mesma de sempre. Falha informática. Pelo andar da carroça lá para o século XXIV haverá resolução da avaria. Na melhor das hipóteses.
O senhor líder parlamentar diz que "a transmissão on-line das reuniões do executivo não garante a participação dos cidadãos". Mas quem disse que garantia? Não invente, senhor líder parlamentar.
Diz o senhor líder que qualquer cidadão pode deslocar-se às reuniões do executivo, às que são abertas ao público evidentemente. Será? E a falta ao trabalho?
Pedir as atas? E a cobrança que o executivo camarário exige?
Nem TODOS têm dinheiro para pagar avultadas somas por umas fotocópias que num regime democrático e transparente deviam estar acessíveis a TODOS.
Diz o senhor que a Assembleia Municipal não tem poder para impor o que quer que seja para aumentar custos ao executivo.
Mas o executivo pode fazê-lo aos cidadãos e, mormente, em assuntos da vida democrática? Entendidos.
E por fim a parte mais divertida da intervenção.
A questão das organizações executivas não deliberarem estando a ser filmadas e faz referência à "sua sociedade familiar". Hilariante. "As aproximações que qualquer processo negocial entre os senhores vereadores, todos os vereadores, faz-se muito melhor e mais facilmente se não estiverem a ser filmados", diz o senhor líder parlamentar.
Escusava de lembrar tal facto, pois TODOS sabemos como certas "aproximações" se fazem, e no momento atual, quer com o fato de o visto do Tribunal de Contas não ser necessário para contratos inferiores a 10 milhões de euros, uma barbaridade, bem como o facto de quererem vedar o acesso aos cidadãos dos valores que os beneméritos dos partidos e das campanhas eleitorais fazem. Tudo esclarecido, ao dizer "Por isso é que os executivos, de todos os executivos, de todos os partidos a primeira coisa que fazem quando chegam a um cargo executivo é arranjarem uma maioria absoluta para não estarem com essas negociações em público".
Tudo esclarecido.
E ainda mais esclarecido quando afirma: "Lamentavelmente faz-se tudo na praça pública hoje, e isto está a prejudicar a eficiência dos executivos democráticos". Fim de citação.
Lamentavelmente senhor líder? Mas não estamos num estado democrático e de direito?
Prejuducar a eficiência? De quem?
Há tanta eficiência em especial em campanhas eleitorais.