Ontem gastaram-se 3,2 milhões de euros em obras de beneficiação no troço Abrantes e Rodão.
Mas, já antes e durante cerca de 12 anos encerrado para obras de modernização e eletrificação, o troço da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã voltou a receber comboios em maio de 2021.
Foram gastos mais de 90 milhões de euros.
Agora anunciam-se mais obras na Linha da Beira Baixa, focadas na estabilização de taludes entre Belver e Barca da Amieira, orçadas em 7 milhões de euros. Outros investimentos incluem 2,2 milhões de euros para a eliminação de uma passagem de nível e obras de manutenção em pontes metálicas, visando a segurança da via. E as obras terão um prazo de 1 050 dias.
O somatório dos gastos é astronómico e o tempo sem circulação ferroviária é enorme.
Quem é prejudicado com tanta obra? Os cidadãos, na sua maioria idosos, que vão resistindo heroicamente ao despovoamento resultante do desinvestimento na região.
Quem beneficia? Desde logo, as empresas de construção, melhoramento e manutenção da linha e os transportes rodoviários privados.
Lucros aos milhões.
Até quando continuará o gasto? Um verdadeiro maná para muita canalha.
Os interesses são muitos e de há muito.
