sexta-feira, abril 10, 2026

O fim do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo o jornal "Público", dez unidades locais de saúde e dois institutos de oncologia começaram o ano a assumir despesas sem fundos disponíveis, numa violação da Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso que não se via com esta dimensão há quase uma década.
Ou seja, mais uma das muitas ilegalidades que se vão cometendo por governantes neste Portugal.
Apesar de o Ministério da Saúde desvalorizar a situação, como acontece em muitos outros casos da vida em Portugal, considerando-a comum no início de cada exercício orçamental, os gestores hospitalares apontam para causas mais estruturais: orçamentos insuficientes e alterações recentes às regras de cálculo dos fundos disponíveis.
Como já o referimos há algum tempo, a lei em causa impede entidades públicas de assumirem encargos — como contratos para medicamentos ou serviços — sem cobertura financeira. Logo, medicamentos e exames exteriores às Unidades de Saúde estão em causa. Quem sofre é o cidadão de médios e baixos rendimentos que não pode utilizar o privado por razões financeiras.
E o cenário poderá agravar-se ainda mais com o aumento dos custos com bens e serviços, impulsionado pela inflação e pela guerra no Irão.