Já começaram os "treinos" para a parada da GNR no Parque Urbano do Rio Diz, integrada nas comemorações do 25 de Abril.
Sim, há treinos para a "parada".
Ontem, soldados em formatura ao som de um corneteiro e da voz de um locutor a fazerem o treino.
Depois, o desfile de viaturas, muitas viaturas.
Mas, afinal, o combustível é assim tão barato?
Já nem falo dos rodados das viaturas a estragarem o pouco relvado que ainda vai existindo.
Já estamos habituados.
Ouvi o locutor de serviço anunciar a distribuição de medalhas.
Como sempre nestas ocasiões, as medalhinhas não falham.
Já o meu consciente, bem consciente, lembra-se da letra do Carlos Tê musicada pelo Rui Veloso, "A Valsinha das medalhas".
"(...)
Na tribuna do galarim
Entre veludo e cetim
Toca a banda da marinha
E o povo canta a valsinha.
Encosta o teu peito ao meu
Sente a comoção e chora
Erga o olhar para o céu
Que a gente não se vai embora.
Quem és tu, de onde vens?
Conta-nos lá os teus feitos.
Que eu nunca vi pátria assim
Pequena e com tantos peitos(...)"
Também vai haver uma banda, claro.
Não é da Marinha, mas que diferença faz?
Não transformem as comemorações do 25 de Abril numa "valsinha de medalhas".
O 25 de Abril é e será sempre uma festa popular.
Vejam se entendem.
Não desvirtuem o significado da data e não deem espaço à extrema direita em associar o dia a factos militares.
Estamos fartos de idiotas, todos eles.




