terça-feira, abril 21, 2026

Parada

Já começaram os "treinos" para a parada da GNR no Parque Urbano do Rio Diz, integrada nas comemorações do 25 de Abril.
Sim, há treinos para a "parada". Ontem, soldados em formatura ao som de um corneteiro e da voz de um locutor a fazerem o treino. Depois, o desfile de viaturas, muitas viaturas. Mas, afinal, o combustível é assim tão barato? Já nem falo dos rodados das viaturas a estragarem o pouco relvado que ainda vai existindo. Já estamos habituados. Ouvi o locutor de serviço anunciar a distribuição de medalhas. Como sempre nestas ocasiões, as medalhinhas não falham. Já o meu consciente, bem consciente, lembra-se da letra do Carlos Tê musicada pelo Rui Veloso, "A Valsinha das medalhas". "(...) Na tribuna do galarim Entre veludo e cetim Toca a banda da marinha E o povo canta a valsinha.
Encosta o teu peito ao meu Sente a comoção e chora Erga o olhar para o céu Que a gente não se vai embora.
Quem és tu, de onde vens? Conta-nos lá os teus feitos. Que eu nunca vi pátria assim Pequena e com tantos peitos(...)"
Também vai haver uma banda, claro. Não é da Marinha, mas que diferença faz? Não transformem as comemorações do 25 de Abril numa "valsinha de medalhas". O 25 de Abril é e será sempre uma festa popular. Vejam se entendem. Não desvirtuem o significado da data e não deem espaço à extrema direita em associar o dia a factos militares. Estamos fartos de idiotas, todos eles.