Segundo o jornal digital "Página UM", aos fins de semana, as escolas do ministro Fernando Alexandre são antros para os mais torpes negócios.
O mais recentemente divulgado, há muitos outros bem guardados e reservados, é o de uma associação, supostamente sem fins lucrativos, que é fachada para vendas agressivas por meio de projetos educativos.A associação apresenta-se sempre como uma entidade “sem fins lucrativos dedicada ao combate ao abandono e insucesso escolar”, um projeto “devidamente autorizado e validado pelo Ministério da Educação/DGEstE, para implementação em contexto escolar”.
É sob esta capa de autorização superior, isto é, do Ministério da Educação, que a Associação Internacional Lusófona para a Educação tem entrado em dezenas de escolas. Numa consulta pela internet, a sua presença surge desde 2019, mas tem-se intensificado sobretudo nos últimos meses, com presença em eventos em escolas e agrupamentos de escolas de todo o país.
Um levantamento efetuado pelo PÁGINA UM junto de escolas e testemunhos recolhidos indica que ações associadas a este modelo já passaram, no presente ano letivo, por vários estabelecimentos de ensino em diferentes pontos do país, incluindo os Agrupamentos de Escolas Alfredo da Silva (Sintra), Matias Aires (Agualva-Mira Sintra), Gualdim Pais (Pombal), Dr. Ramiro Salgado (Torre de Moncorvo), Júlio Dinis (Grijó), Rainha Dona Leonor (Lisboa), de Paços de Brandão, de Figueira de Castelo Rodrigo e de Sande, a Escola Secundária Antero de Quental (Açores), e a Escola Básica Dr. Horácio Bento de Gouveia (Madeira).
