O executivo camarário, mesmo sem conhecimento dos munícipes, não há página oficial, continua a cumprir calendário.
Reuniu o executivo.
O ponto de ordem mais importante: "a prestação de contas do exercício de 2025 da Câmara da Guarda".
Já há por aí muito leitor a rir-se...
Para começo de conversa, dizer que o dito "exercício" apresenta um RESULTADO LÍQUIDO NEGATIVO DE 304 MIL EUROS.
Mas há mais, muito mais.
AUMENTO DOS CUSTOS COM PESSOAL E UM PASSIVO QUE JÁ ATINGE A BONITA SOMA DE SETE MILHÕES DE EUROS.
(Desculpem as maiúsculas, mas é para se ler bem, só isso!).
Para o presidente Sérgio Costa, «a Câmara da Guarda tem boas contas e recomenda-se».
Recomenda-se a quem? Aos bancos para pedir mais e mais empréstimos, hipotecando a vida das futuras gerações. Deixe-se de tretas.
E não falta, como é costume, o "choradinho do Calimero", de que a câmara já pagou investimentos e fez intervenções, mas ainda não recebeu o dinheiro prometido.
Coitado do "Calimero".
Como justificação para as tais "boas contas e a recomendação", o presidente frisou que a câmara tem uma margem de endividamento de 54 milhões de euros.
E os munícipes podem dormir descansados, claro.
Os custos com pessoal, que já são 865 funcionários, aumentaram 2,2 milhões de euros, ou seja, mais quatro milhões em relação a 2023, correspondendo a um terço da receita total da Câmara.
A dívida total da Câmara aumentou em cerca de um milhão e meio de euros, correspondendo a um acréscimo de 13 por cento.
Na análise efetuada aos procedimentos adotados em 2025 pela autarquia para a contratação pública, o vereador do partido socialista verificou que «aquilo que é mais utilizado na autarquia, em termos da contratação pública, são as consultas prévias (90), ajustes diretos (114) e ajustes diretos simplificados (quase três mil)».
Tudo, mas tudo, explicado, nomeadamente o descalabro das finanças camarárias.
Por fim, mas não menos elucidativo, a câmara da Guarda aumentou o prazo médio de pagamentos de 19 para 42 dias,
Não vos diz nada?
