quarta-feira, abril 22, 2026

Mais um escândalo neste desgraçado Portugal.

Este tem a ver com possíveis suspeitas de concertação de preços no fornecimento de internet a alunos e professores no âmbito do programa Escola Digital. Convém saber adjetivar com cuidado certos acontecimentos, mormente se estão em causa altos e poderosos interessados.
A Meo, Nos e Vodafone estão a ser investigadas pela Autoridade da Concorrência por suspeitas de concertação de preços no fornecimento de internet a alunos carenciados, escolas e professores, no âmbito do programa Escola Digital, financiado por fundos europeus.
Sempre os fundos na mesa ou por baixo dela.
A investigação arrancou no ano passado e assenta em suspeitas de que as três operadoras terão articulado a forma de concorrer a concursos públicos, pelo menos desde 2021, para repartir fornecimentos e apresentar propostas alinhadas com os preços base.
Alguém, no seu perfeito juízo, pode ficar admirado?
A "investigação" já dura há um ano. Anormal? Nada. Tudo normal num país em que a investigação perde-se no tempo e no espaço.
Também a Autoridade da Concorrência e a Procuradoria-Geral da República recusaram prestar esclarecimentos, invocando o segredo de justiça.
Ahahahah! O mesmo de sempre. As célebres arcas encoiradas!
Em 2021, as três operadoras assinaram contratos com o Ministério da Educação no valor de mais de 22 milhões de euros com IVA incluído, dos quais sete milhões foram para a Vodafone, 7,4 milhões para a Meo e quase oito milhões para a Nos.
Grande negociata.
Em 2022, o Ministério da Educação exigiu a devolução de 11 milhões de euros por faturação de cartões SIM sem utilização efetiva, segundo um relatório do Tribunal de Contas.
Ainda se fala no defunto Tribunal de Contas? Isso já acabou.