O senhor presidente da conferência episcopal e bispo de Coimbra considera as expetativas muito elevadas?
Saberá a eminência que há crimes?Saber sabe, mas não o confessa.
Não lhe interessa.
O que tem a ver a tal expectativa com a «ninharia», por si considerada, com o valor pago nos Estados Unidos da América do Norte e o que se pagou na Europa, como em Espanha, França, Holanda e Luxemburgo, e tendo em conta a jurisprudência portuguesa, o modo de vida e as nossas capacidades? Parece-lhe que é razoável?
O que é, para o senhor bispo, razoabilidade num contexto criminoso?
Justo? Sensato? Equilibrado?
«Algumas vítimas consideram que os valores estão bem, outras que é uma injustiça. Temos de respeitar o que cada um sente», diz o senhor bispo.
Fala de ética, religiosidade, materialismo ou justiça. Explique-se.
E falar de uma questão, nas suas palavras, complexa, em que uma pessoa guardou o que sentia durante décadas e em que os profissionais (???) [de ambos os grupos] nunca se sentiram aprisionados: trabalhavam livremente, ouviam as pessoas e procuravam os caminhos da reparação. Não lhe parece que tenha havido, por parte da Igreja, nenhuma tentativa para condicionar estes processos? Não lhe parece? Apenas um juízo comportamental e pouco mais. Nada que a Igreja Católica Apostólica Romana não tenha feito ao longo dos séculos. Ámen.
Quanto ao restante da entrevista, os dogmas patéticos de sempre.
"Mas a Terra move-se"!
