terça-feira, maio 06, 2008

Preços dos combustíveis - a mentira declarada

Transcrição de uma carta enviada aos jornais, por um leitor identificado, e que não foi publicada


Portugueses pagam combustíveis em dólares ou em euros?

Finalmente, ao 14.º aumento dos combustíveis em 2008 (em 122 dias, um em cada nove dias!) alguém começou a reagir. Desde os revendedores até ao ministro da Economia, passando por toda a comunicação social, com relevo para as televisões.

Mas, em meu entender, raros foram os que tocaram no âmago da questão. Que reside, muito simplesmente nisto: os portugueses pagam os combustíveis em euros - e não em dólares.

Por isso, estamos a ser duplamente penalizados: primeiro pelo aumento do custo do petróleo (que é negociado em dólares); e depois pela valorização do Euro. Um exemplo: em 2002, o barril de petróleo custava 63 dólares (USD), equivalente então a 70 € (1.00 € = 0.90 USD) e o litro de gasóleo custou-me (na bomba, no dia 3 de Março de 2002) 0,648 €.Recentemente, no dia 3 de Março de 2008, o barril custava 100 USD, ou seja, agora, 66,6 €. Então porque é que paguei na bomba 1,234 € - praticamente o dobro de 2002?Por isso, será importante centrar a discussão no câmbio das moedas e não noutros quaisquer parâmetros que, como é óbvio, não justificam tal evolução.Diz-se que uma das razões do aumento do preço do petróleo é a desvalorização do dólar. Que culpa têm os Portugueses disso, se estão a pagar em moeda forte, neste caso o Euro?Há que denunciar as gasolineiras pelo aproveitamento da situação, se é que não foram elas que a provocaram. E também que censurar o Governo, que se está a aproveitar de tudo isto para aumentar as suas receitas - e até teve a ousadia de alterar a fórmula de cálculo. E porque é que o Presidente da República, que se mantém estranhamente calado?Espero que a Comunicação Social não cale a profunda indignação que começa a grassar, a avaliar pelos mails trocados nas últimas semanas."Alberto RS (omito a identificação completa, por questões óbvias!!!!)

Ei-los que partem

Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos

Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e a saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não......

Hoje, como ontem, à procura do pão que lhes negam!!!!

Amigos do Jarmelo


Parece que este ano a coisa está complicada.
Até agora há poucas inscrições para a Yellow Cow Parade…
Vamos lá puxar pelos colegas, amigos e familiares!

domingo, maio 04, 2008

Alguém imagina os sacríficios que não tiveram que fazer para conseguir comprar o Audi?


Não é dia 1 de Abril, pois não???

Mentiroso


No jornal Público de hoje, é anunciado que no último ano (ou seja, entre Março de 2007 e Março de 2008), as massas aumentaram 27,8%, o leite 17,6%, os ovos 13,8%, o pão 9,4%, o arroz 7,4% e o peixe 6,2%.

E isto para já não falar de um governo que não se rala nada com o facto de o actual Índice de Preços no Consumidor se basear numa estrutura de consumos apurada no ano 2000!!!!

Perante isto, quando for divulgada a próxima taxa oficial de inflação mensal, só resta aos portugueses chamar ao dito cujo: MENTIROSO!!!!

É a flexibilidade e não a segurança, estúpido


Como vimos aqui, a flexibilidade de horário prevista na proposta de alteração ao Código do trabalho permite que se trabalhe até 10 horas diárias ou 50 horas semanais sem que haja qualquer aumento na remuneração do funcionário.

Pelo contrário, como se lê aqui, os empregadores poderão diminuir o horário dos trabalhadores sem qualquer limite e, por essa via, reduzir o seu salário. Deixam de existir as normas estritas que actualmente o impedem.
É a flexibilidade e não a segurança, estúpido!!!

Fotografia da semana

Atente-se nas caras de basbaques de Cavaco e Costa.
Ao que se presta a GNR... a actividades circenses para gáudio da classe política mais incompetente da Europa!
Viva a palhaçada Tuga!

A propaganda

Que se inaugure uma obra paga pelos impostos dos portugueses, bem sei, pela decisão política de «alguém», nada contra.
Muito menos quando essa obra venha beneficiar as populações, maior o apoio!!!
Agora que se ANUNCIE que se vai construir o que quer que seja, um hospital, um mictório, uma pocilga, um cemitério, um chafariz ou uma casa de pasto já nos parece exagerado.
ANUNCIAR???
O aparato em torno de cada medida governamental salta à vista.
Assiste-se, por um lado, a grandiosos eventos de anúncio de medidas, programas ou obras governamentais.
Mas, não só governamentais!!!
Também pelas «capelinhas» autárquicas se vai anunciando tudo e mais alguma coisa!!!
Os referidos eventos beneficiam de todo o tipo de material moderno de comunicação: vídeos preparados para o efeito, muppies com grandes logótipos, material promocional para os convidados e a comunicação social consumirem.
«AQUI VAI NASCER UM CHAFARIZ»!«AQUI VAI NASCER O NOVO CEMITÉRIO»!!!
Escusado será sublinhar os custos destes luxos…
Por outro lado, estes eventos são cada vez mais utilizados para lançar projectos e iniciativas, e não para mostrar resultados.
A sede de protagonismo político determina que não se perca tempo a retirar os dividendos de uma determinada política.
Os foguetes são lançados mesmo que esta ainda não tenha passado do papel.
As canas apanham-nas os papalvos, que se contentam em vestir o fato domingueiro em dia de apertar a mão ao digníssimo exemplar da propaganda.

Um ícone

O Interior cada vez mais pobre

Na Guarda, um empresário farmacêutico decidiu ir construindo, ao longo de vários anos, uma colecção de obras de arte.
Até aqui tudo normal.
Cada um é livre de coleccionar o que muito bem entender e, se forem obras de arte ainda melhor.
Só que a colecção de arte foi crescendo de tal ordem, que foi avaliada em mais de cinco milhões de euros.
Uma preciosidade. Julgar-se-ia por aqui.
Só que nem todos pensam assim!!
Os iluminados, os donos do poder e do saber por estas terras, decidiram que a colecção não interessava à região, nem aos munícipes nem à valorização do património cultural deste interior.
Ou seja, coisas de «pategos».
Assim sendo, pura e simplesmente ignoraram obras de Paula Rego, desenhos de Picasso, telas de Vieira da Silva, Arpad Szènes, Júlio Pomar, Cargaleiro e Batarda ou uma escultura de Rui Chafes, tudo de pouco interesse para os bacocos das câmaras de Pinhel e da Guarda.
A colecção de António Piné reúne, desta forma, peças dos mais importantes pintores e artistas plásticos portugueses do século XX.
Mais de 50 obras de arte contemporânea viajaram, da Guarda até Lisboa porque António Piné doou a sua colecção particular, à Associação Nacional de Farmácias (ANF).
«Despendia os tostões que tinha e que não tinha, porque comprei toda a arte com cheques pré-datados a longo prazo», revela António Piné.
Agora com 77 anos, considera-se «um mecenas». E só depois de «muita ponderação» resolveu doar a colecção à ANF.
A justificação é simples: «Atinge-se um limite em que se sente que a arte não é só nossa, não pode ser apenas para nosso próprio usufruto. A boa arte é para ser fruída pelo público. Tive-a sempre guardada e nunca tive, sequer, casa para a saborear devidamente, porque apenas uma grande galeria lhe poderia fazer jus», garante. De resto, António Piné defende que um bom coleccionador «nunca vende a arte que compra». A explicação é simples: «Tem-se-lhes tanto amor que os quadros não se desprendem de nós», sublinha.
Mais de doze anos à espera da Câmara de Pinhel, a primeira opção de António Piné, que foi a sua terra natal.
Isto depois de mais de doze anos à espera de um destino «várias vezes prometido» para o espólio. «Andei pelo menos doze anos à espera, enquanto iam mudando os executivos camarários», recorda. O anterior presidente da Câmara chegou a prometer-lhe uma galeria num palacete na praça principal, que entretanto deveria ser recuperado. «A verdade é que o edifício ainda lá está, com o telhado a cair», lamenta. Do actual presidente chegou a garantia de que lhe seria concedida «uma sala com dignidade», mas desde então «cada vez que me vê foge de mim», ironiza.
Também da Câmara da Guarda houve algumas promessas: «Chegou a ser feito um contacto há cerca de dois anos, prometeram-me um "grande projecto", mas ainda hoje estou à espera», afirma.
Assim, António Piné viu-se forçado a dar outro destino à sua colecção. «Com pena, porque sou um amante de Pinhel», assegura. Tudo indica que a exposição, possa ser itinerante o que não exclui a possibilidade de «um regresso à Guarda», ainda que temporário.
Ou seja, quem quiser visitar a exposição ou terá de ir ao litoral deste País, ou então, teremos uma vinda itinerante da obra, com a mensagem de «obra doada por um cidadão do distrito da Guarda»!!!
Assim, todos os que quiserem conhecer a colecção terão de esperar que um dia a mesma venha a ser requisitada, a pagantes, por aqueles que hoje a recusaram!!!!
Estranho e irónico destino!!!!
Mas para quê a cultura digna dessa palavra para os cidadãos do interior?
Chega-lhes bem as festas da cidade com a música pimba, foguetes e copos de vinho e uma chegada da volta a Portugal em triciclo ou lá no que quiserem, desde que cheguem, é o que interessa, DÁ VOTOS!!!
Faz-se a doação de um espaço, para um «futuro» museu de arte sacra, à diocese das Guarda!
Para a diocese já houve espaço!!!
O resto????
Que se diga que a casa projectada pelo arquitecto Mário Lino «já não é mais» do que um conjunto de paredes sem valor arquitectónico, fruto da incúria, desleixo e falta de interesse da câmara, é uma coisa, outra bem diferente era encontrar um espaço para expor a colecção das obras de arte.
Tudo mal nesta «fotografia» pornográfica de um bando de carpideiras idiotas e cretinas de um velório que afunda cada vez mais um interior.
Depois dizem que a culpa é dos outros.
E eles, os senhores do tempo e dos templos, das divindades locais que fazem????
NADA!!!
Como dizia o meu professor de Língua Portuguesa, tudo isto é o mesmo que «atirar pérolas a porcos» e como sempre as salas dos espelhos só mostram coxos mentais dançando uns com os outros, o baile das cortesias malfadadas dos corcundas petulantes.
Até quando?

sábado, maio 03, 2008

Uma «justificação» liberal

Santa Ignorância

Que não se saiba que a Praça Luís de Camões é a Praça Velha!!!
Que se desconheça quem foi o primeiro Presidente da República!!!
Agora, não se saber a naturalidade de Vergílio Ferreira, é no mínimo grave!!!
Grave, pois então, vindo de quem veio a dúvida, claro está.
NOVAS OPORTUNIDADES, bem de ver, pois então!!!
Dizer-se que Vergílio Ferreira era natural da Guarda, só mesmo na mente iluminada do «senhor dos anéis», pois então!!!
Estude-se, desde já o fenómeno pois sofreguidão mental e imbecilidade são mesmo vírus.
Aqui fica o registo, Vergílio Ferreira, escritor, nasceu a 28 de Janeiro de 1916 em Melo, freguesia do concelho de Gouveia, onde também foi enterrado, em Março de 1996.
Só mesmo, Santa e completa Ignorância!!!!
Mas, ..................................

quinta-feira, maio 01, 2008

O País da anedota

Que um assaltante persiga um polícia para não ser apanhado, até que é normal;
Que um polícia identifique um pacato cidadão «apenas» por lhe parecer suspeito, não é normal mas acontece.
Agora, o que é caricato é um grupo de mareantes entrarem num posto da PSP (Polícia de Segurança Pública), entenda-se, para evitar maus entendidos, e sovarem um cidadão que, apenas e tão só, quis procurar segurança num sítio dito isso mesmo - seguro, é estranho e digno do anedotário nacional.
Mas, ao que consta, tudo isto não é caso único.
Ou seja, já houve situações em que a polícia levou coça e da grossa, mesmo dentro das esquadras.
Que agentes da GNR ( Guarda Nacional Republicana) também já teriam sido agredidos por valentões arruaceiros.
Depois, bem depois, temos um putativo ministro que tudo ignora, ou faz que ignora.
Será que o ministro está mais preocupado em enviar os mensageiros às sedes dos Sindicatos, para saber o que se vai dizer do seu rafeiro nas manifestações?
Triste País.
Foi você que votou nesta gente?
Se foi, ature-os.

1.º de Maio - Dia do TRABALHADOR


Estes panfletos são de 1974.
Diferenças para 2008?