Faltam professores e há alunos colocados a mais de 60 km de casa, no ensino básico, e a solução encontrada pelo Alexandre e o seu ministério e acólitos foi aumentar o número de alunos por turma. Já que aumentar o número de turmas é manifestamente impossível. Falta espaço, professores e restantes profissionais.
Brilhante, senhor Alexandre, e restante quadrilheiros.
Se já era difícil com vinte e tantos, trinta e tantos alunos motivá-los, imagine-se com perto de 40 alunos.
O caos generalizado.
Qual professor, por mais bem preparado que esteja, com aulas bem estruturadas, consegue, com tantos alunos, elaborar planos individuais de recuperação? Já nem falo em atividades de enriquecimento curricular, pois é manifestamente impossível.
Vai haver muito aluno a ficar para trás, nem se duvide.
Os professores em causa conseguirão pelo menos analisar as caracterizações socioeconómicas dos alunos? Será que ainda existem? Analisar o percurso curricular dos alunos, competências atingidas, formas de aprendizagem e tantos outros parâmetros essenciais para se fazer um diagnóstico individual e coletivo, planificar e avaliar?
Esqueçam tudo isso, próprio de um verdadeiro e profícuo processo ensino-aprendizagem.
A opção será, como sempre foi usual em certas escolas, os professores colocarem os alunos com melhores desempenhos nas filas da frente. Sim, porque os filhos das elites, que antigamente ocupavam os lugares da frente, já nem fazem parte da escola pública.
O professor falará para os da frente e, a partir da 3.ª fila, a bagunça será total.
Isto se, mesmo assim, o professor conseguir lecionar durante 10 minutos. O que já seria um sucesso.
E as explicações particulares vão proliferar para os que podem pagar. Aumentam as salas de estudo. Tudo para quem pode pagar.
Elevadores sociais? Deixem-se de tretas.
No final do ano letivo, tudo vai ser um sucesso. Avaliações de coisa nenhuma e muita classificação. Tudo feliz e contente com exames e provas falsificadas dos conhecimentos que não foram adquiridos. No ano seguinte, soma e cresce a ignorância.
E o país vê aumentar os idiotas.
