Durante uma moção de apoio ou censura sobre a atuação de um Neves eis que o primeiro ministro apresenta duas ilusões para os portugueses combaterem a crise. Uma é um complemento às reformas, pago uma única vez, e outra é a redução do IRS. Para o ano, em Março fazem-vos as contas.
Mas as ilusões continuam.
Um ministro da educação vem propor a fusão do 1.º e 2.º ciclos como se tratasse da fusão do cloreto de sódio.
Atente-se que o ministro fala em fusão e não dissolução coisas bem diferentes mesmo se falarmos de cloreto de sódio.
Para o ministro o problema da educação em Portugal resolve-se com uma fusão, Parece que o ministro inventou a roda.
Ora, recentemente o ministro veio dizer que ainda faltam preencher 1 250 horários completos, a maioria no 1.º ciclo. Então como explicar que agora se fale de redução da carga horária precisamente nos professores do 1.º ciclo?
Serão os professores do 2.º ciclo a colmatar tais faltas?
Então mais uma falácia. Contrariamente ao que é dito a monodocência acaba. E a Caixa de Previdência regozija pois prolonga-se o tempo de serviço para os professores do 1-º ciclo.
Brilhante senhor Alexandre. O que vos preocupa são as pensões e não as aprendizagens dos alunos.
O que mais impressiona é que parece ser de difícil compreensão para certa gente que leccionar o 1.º ciclo e leccionar o 2.º ciclo são coisas bem diferentes.
O problema não se resolve com fusões.
O seu «colega de estrada», Nuno Crato, já veio dizer que o problema está na formação inicial dos professores. Mas como sempre só falam depois de sairem da carroça.
Continue com invenções senhor Alexandre que as aprendizagens irão continuar a ser deficitárias.
Interessa-vos?
