quarta-feira, setembro 30, 2026

Portas giratórias

 Uma empresa portuguesa, a Mariculture Systems Portugal, acaba de conseguir uma coisa inédita: vai explorar o primeiro grande projeto de aquicultura offshore licenciado em Portugal.

A Mariculture Systems Portugal pertence à Mariculture Systems Ltd. Israelita.

A tecnologia utilizada no projeto Coralis foi desenvolvida pela empresa-mãe israelita e é tecnologia proprietária e patenteada. Não estamos a falar apenas de alguém que vem criar peixe numa gaiola ao largo do Algarve. Estamos a falar de um sistema tecnológico de aquicultura offshore, totalmente automatizado e monitorizado.

Aquilo que é apresentado como um contributo para a soberania alimentar portuguesa poderá, afinal, produzir peixe em águas portuguesas, por meio de uma empresa local pertencente a uma empresa israelita, utilizando tecnologia israelita patenteada, para depois ser comercializado por meio de uma empresa dos Países Baixos.

Por detrás desta operação está Fausto Brito e Abreu, atualmente Deputy CEO da Mariculture Systems Portugal. O nome talvez não diga muito à maioria das pessoas, mas a carreira diz. Antes de passar para esta empresa privada, teve funções públicas diretamente relacionadas com o mar. Foi secretário regional do Mar dos Açores, trabalhou na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia e teve responsabilidades ligadas à política marítima portuguesa.

Mais um processo para vender o território português ao estrangeiro e, pior, aos assassinos de Israel, com o conluio de alguém que teve responsabilidades governamentais. Um nojo de governo.