terça-feira, junho 03, 2008

Unidade Móvel de Oftalmologia do Hospital da Guarda parada por falta de especialista

O Bloco de Esquerda tomou a iniciativa de enviar à Ministra da Saúde o requerimento que se dá conta, sobre a Unidade Móvel de Oftalmologia do Hospital da Guarda parada por falta de especialista.
A Unidade Móvel de Oftalmologia (UMO) do Hospital da Guarda, adquirida em 2002, está inactiva há três anos, desde 2005.
O especialista que assegurava o seu funcionamento foi encaminhado para os serviços de oftalmologia do Hospital da Guarda, sendo dada prioridade ao combate às extensas listas de espera para consultas e cirurgias de oftalmologia (actualmente, existem, neste serviço, 719 cirurgias pendentes e são 1864 os doentes a aguardar consulta), o que ditou o encerramento desta unidade.
Segundo declarações da direcção do Hospital da Guarda, a sua reabertura depende da futura Unidade Local de Saúde (ULS), sendo que, nos últimos três anos, e durante o período que anteceder a abertura da ULS, os cidadãos e cidadãs deste distrito têm sido privados, e continuarão a sê-lo, de um serviço que proporcionava rastreios oftalmológicos, fundamentais para uma população particularmente envelhecida, fustigada pela pobreza e isolada geograficamente.
Os problemas de visão tornam, de facto, o indivíduo mais vulnerável à pobreza e afectam profundamente a sua qualidade de vida, traduzindo-se, inclusive, na sua perda de autonomia.
Segundo o Programa Nacional Para a Saúde da Visão, «os défices visuais corrigíveis, quando não diagnosticados atempadamente, constituem, assim, um importante problema de saúde pública», sabendo-se hoje «que a prevenção primária e a detecção precoce, bem como o acesso a terapêuticas cirúrgicas oftalmológicas e a recuperação global visual, constituem medidas de saúde pública determinantes na redução da morbilidade das doenças da visão».
O encerramento da UMO, a pretexto da prioridade atribuída ao combate às listas de espera para consultas e cirurgias de oftalmologia, é totalmente inaceitável. Extinguir esta unidade, e acabar com a oferta de rastreios oftalmológicos a uma população especialmente fragilizada e que, de outro modo, não teria, muito provavelmente, acesso a este tipo de cuidados, terá consequências bastante gravosas e traduzir-se-á, inclusive, no agravamento das listas de espera, na medida em que permitirá a proliferação de doenças visuais que, não sendo diagnosticadas atempadamente, implicarão um tratamento e uma intervenção médica bastante mais complexos.
Esta situação torna-se ainda mais incompreensível pelo facto do actual Governo ter assumido como prioridade a melhoria das condições de acessibilidade aos cuidados primários de saúde visual e assumir, igualmente, a sua responsabilidade no combate à cegueira evitável.
Mediante o exposto, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, dirige ao governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:
1. Porque razão não foram reactivados, até à data, os serviços prestados pela Unidade Móvel de Oftalmologia (UMO) do Hospital da Guarda?
2. Considerou o Ministério não se justificar a contratação de um especialista para assegurar estes mesmos serviços?
3. Para quando se perspectiva a reabertura da UMO?
Lisboa, 28 de Maio de 2008
O Deputado do Bloco de Esquerda
Aguarda-se resposta!!!!

O ilusionista Fernando Cabral


A propósito do seu artigo no NOVA GUARDA de 14 de Maio, sobre o novo código do trabalho, importa decifrar o código que Fernando Cabral utiliza.
É espantoso como o deputado do PS consegue escrever um artigo sem dizer o mais importante: a liberalização ultra-liberal de tentar impor o despedimento na hora em versão despedimento simplex. Isto para não falar na intenção do não pagamento das horas extraordinárias, na diminuição das férias, na redução das pausas de descanso, na desregulamentação dos horários de trabalho, na manutenção da caducidade dos contratos colectivos para destruir os poucos direitos adquiridos.
1º - o Governo quer introduzir o despedimento por inadaptação funcional. Ou seja, o patrão não gosta do trabalhador, muda-o de função, depois diz que ele não dá o rendimento que devia e “põe-o na rua”.
O patrão utilizou procedimentos ilegais mas, na nova proposta do PS não faz mal, vai para a rua e a situação fica resolvida!
O trabalhador insiste. O Tribunal de Trabalho dá-lhe razão! Neste caso, recebe «só» metade da indemnização.
2º - O combate à precariedade é uma mentira, porque com a introdução do despedimento por inadaptação funcional, o patrão vai poder argumentar o que bem quiser para despedir. Na hora que o patrão quiser, todos vamos ficar precários, todos inadaptados. Fernando Cabral nem sequer tem a coragem de defender a lei que Guterres acordou com a esquerda – limitar os contratos a prazo e passar todas as renovações, sucessivas ou intercaladas, a trabalho efectivo.
3º - A contratação colectiva, segundo a proposta do PS, mantém a caducidade. Quer dizer: se um patrão não quiser renovar o acordo com o sindicato o contrato de trabalho caduca ao fim de 18 meses – e lá se vão quase todos os direitos adquiridos pelos trabalhadores. Mais, os contratos individuais, ou colectivos, de trabalho poderão passar a ter ainda menos direitos do que a lei geral de trabalho. Pasme-se, o PS – quando estava na oposição – insurgiu-se contra Bagão Félix – agora é Bagão Félix, ministro do CDS, quem diz que isto é inaceitável. Pasme-se novamente, o PS está a pôr-se à direita do CDS!!!
4º - Fernando Cabral dá como bom exemplo, para esta lei inaceitável do PS, o acordo da Autoeuropa. Das duas uma: FC não sabe nada da Autoeuropa ou FC quer enganar as pessoas. Os acordos na Autoeuropa são votados pelos trabalhadores e se estes estiverem contra recomeçam as negociações – respeita-se a opinião destes. Não é isto que faz o PS com os professores, na função pública, nos CTT, na PT… com o PS, se os trabalhadores não estiverem sempre de acordo vão para a rua! Quando houve redução da produção na Autoeuropa os trabalhadores não foram despedidos – entraram em formação dentro do horário de trabalho e a empresa aceitou criar 22 dias anuais de folga aos trabalhadores. Quando é necessário trabalhar esses dias recebem como se fosse um 15º mês
5º - FC dá o exemplo de bons acordos na concertação social. O acordo do subsídio de desemprego que fez aumentar drasticamente o número de pessoas que o não recebe, que diminui o tempo de atribuição e que torna cada vez mais difícil os precários conseguirem-no! O acordo da formação profissional que os patrões não fazem mas muitas vezes recebem como se o fizessem! O da reforma da segurança social que aumentou a idade de reforma, que nos faz pagar mais e receber menos! Francamente!
6º - FC quer horários flexíveis. Quer dizer 10 horas de trabalho por dia ou 50 horas por semana apenas quando e como o patrão quiser. Facilidade de horários de 12 horas/dia por turnos – que já acontecem em empresas como a Quimonda. Receber horas extraordinárias não, entram num banco de horas – que só o patrão determina; andam-se meses a trabalhar a mais, e depois o patrão dá umas folgas quando entender.
O PS está a fazer o contrário de tudo o que defendeu na oposição aquando da aprovação do Código de Trabalho do governo PSD/CDS – contra o qual se fez uma greve geral. Se alguém não acreditar basta ir aos diários da AR em http://www.parlamento.pt/ – está tudo gravado.

O mínimo que se pode dizer é que “é preciso ter estômago”!

segunda-feira, junho 02, 2008

Cada vez mais.........POBRES!!!




Comparando com o ano passado, uma família que esteja a pagar casa e vá de carro para o emprego, gasta agora mais 65€ por mês.



Só em alimentação, combustível e prestação da casa, até final de 2008, a factura ainda poderá chegar a mais de 100€ por mês.

domingo, junho 01, 2008

Milhões de lucros!!!

Hoje, dizem, é o dia Mundial da Criança


Hoje, mas já não foi ontem nem o será amanhã para muitas delas.

Hoje, como ontem, não foi NADA a não ser um dia, dito da CRIANÇA!!!



Lê-se, pois, mas não lêem os que deviam ler.

«Apesar de serem raras as que afirmam que não têm comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O que, segundo um grupo de investigadores, indicia "potenciais problemas ao nível da dieta alimentar».

A isto chama-se FOME!!!
O estudo, mais uma vez, diz respeito às crianças de Lisboa.
E as outras????
As outras que teimosamente vão querendo ser crianças, mas que o País não deixa nem quer.
Ainda me falam num ano de IGUALDADE DE OPORTUNIDADES.
Oportunidades de quê e para quem?????
VERGONHA!!!!!

Esta é a realidade portuguesa

Um sem abrigo dorme num jardim público na cidade do Funchal, ilha da Madeira.
Este é apenas um dos milhares de desalojados que encontram abrigo em qualquer rua ou banco de jardim, no nosso País.
A sociedade portuguesa caminha a passos largos para mais e mais desta triste realidade.
Nem os futebóis nem o mês da folia do desporto consegue fazer esquecer TUDO ISTO!!!
Escamotear esta realidade é MENTIR DESCARADAMENTE!!!!

Tudo é possível neste País!!!

Segundo o semanário Sol os iates têm gasóleo ao preço dos barcos de pesca!!!

Claro, que tem tudo a ver.
É tudo pescada, só que alguma é mesmo pescada do ALTO!!!
Então não será???

Assim como o facto das três grandes empresas petrolíferas que dominam 80% do mercado nacional de combustíveis não verem com «bons olhos» a possibilidade de o sector ser regulado, como acontece no gás e electricidade!!
Para a Galp, a BP e a Repsol, um excesso de vigilância e de regras a mais podem até criar mais custos e, ao contrário do que se pretende, fazer subir os preços nas gasolineiras - é o que «elas» dizem, pois então!!!
A necessidade de regulação deverá ser uma das conclusões do relatório sobre combustíveis que a Autoridade da Concorrência apresenta terça-feira no Parlamento.
Mas o estudo não inclui qualquer conclusão sobre a alegada concertação de preços.
Assim mesmo, depois ainda dizem que não há cartéis ou será quartéis?
Já agora demoraram tanto a «preparar» a dito relatório para não dizerem NADA!!!!
Ou seja, a montanha pariu mesmo um rato.
Já todos sabíamos!!!!

O carro foi ao banco!!


Na Guarda, o insólito acontece!!!
Que um cidadão vá ao balcão de um banco, tratar de um qualquer assunto até é normal!!!
Anormal, já é um carro entrar pela dependência do banco.
Será que o «dito carro» necessitou de algum pedido de financiamento para ajudar a pagar os elevados custos dos combustíveis?
Que mais acontecerá a esta terra????



quarta-feira, maio 14, 2008

E este já foi avaliado?

O sempre omnipresente secretário Pedreira veio pôr a boca no trombone sobre o insucesso na matemática.
Como pouco conhecedor da língua portuguesa, o distinto secretário do reino proferiu o seguinte discurso:




Atente-se no discurso do dito secretário de Estado-adjunto de educação: «há problemas na cultura que existe em torno da matemática, que tende a naturalizar o insucesso.»

Vejamos o que diz o dicionário português sobre o «naturalizar» do Pedreira:

Naturalizar,v. tr., dar a um estrangeiro os direitos e os privilégios dos cidadãos de um país;
nacionalizar;
aclimatar;
introduzir locução ou palavra estrangeira;
aclimar (plantas ou animais) em país estrangeiro;
v. refl., tornar-se cidadão de um país estrangeiro.
Será que o putativo secretário quer nacionalizar o insucesso, aclimatá-lo ou transformá-lo num cidadão(?) de um país estrangeiro!!!

Duas sugestões ao senhor secretário. Primeiro, deverá inscrever-se JÁ num curso das NOVAS OPORTUNIDADES para aprender a utilizar correctamente a Língua Portuguesa; e depois, bem depois, desapareça para bem longe, de preferência para a Patagónia!!!
Oh! Pedreira vai tocar tangos para a tua rua, aqui já cheira a mofo.

terça-feira, maio 13, 2008

Acima da lei?


O jornal o Público relata, na sua edição on-line, que durante a viagem de avião entre Lisboa e Caracas, Sócrates, Manuel Pinho e outros membros do gabinete do chefe do Governo violaram a proibição de fumar.
O assunto foi muito comentado, durante o voo, por membros da comitiva empresarial que acompanha Sócrates e causou incómodo a algum pessoal de bordo.
O supervisor do voo, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em “situações de excepção”(???).

Que situações de excepção????

Estado de sítio? Arruaceiros??? Perigo de queda do avião?
Um assessor do primeiro-ministro disse que “é costume” e que as pessoas [que iam a bordo] “não se importaram”.
Costume???
Ou seja, sempre que o PM viaja de avião é costume fumar-se???
Pelos vistos parece que já não é primeira vez!!!
O filme de segurança foi claro a explicar que aquele era um voo de não-fumadores, as luzes de proibição de fumar mantiveram-se acesas durante todo o percurso de oito horas e no folheto de segurança era também claro e explicado em letras garrafais a proibição.
Segundo testemunhas, no avião o cheiro a fumo era intenso.
Um membro do pessoal de bordo aconselhava os fumadores a levarem copos com água para apagar os cigarros.
Entre alguns dos empresários ouviam-se, em surdina, frases de espanto e de critica. “O primeiro-ministro que restringiu e bem o fumo em Portugal devia dar o exemplo. Isto é uma pouca vergonha”, disse ao PÚBLICO, ao abrigo do anonimato, um dos empresários que se mostrava mais agastado com a situação.
O primeiro-ministro, os ministros e restante staff estão acima da lei?
Respondam!!!!
Se estão, então chamem a tudo isto o que quiserem, mas democracia é que não!!!
ISTO É UMA DITADURA em que os chefes fazem o que querem e lhes apetece infringindo as leis e tudo o mais!!!
ELES É QUE MANDAM!!!!
Depois vem um presidente da república dizer que não percebe o alheamento da juventude da coisa política!!!
O senhor Silva já olhou bem à volta e reparou na casta de politiqueiros que nos governam????
Se algum cidadão for apanhado pela ASAE a fumar onde não deve, terá de pagar a respectiva multa!!!
E estes tipos????
Quem os multa???
Num país democrático uma situação destas era o suficiente para um primeiro-ministro pedir a demissão.
Por cá, calam-se!!!!
Exemplo para uma juventude, claro está!!!!!

segunda-feira, maio 12, 2008

Delatores por conta e risco


A Inspecção-Geral de Educação (IGE) colocou, online, um formulário que permite apresentar queixas contra escolas e professores.
Ou seja, utilizando a pior das situações, a delação cobarde, a IGE vai fomentando e participando numa prática, de há uns tempos a esta parte muito comum, a denúncia anónima.
A IGE está assim, a «pedir» a alunos e encarregados de educação que por uma qualquer situação que não lhes agrade, a denunciem pelo anonimato.
Este «convite» à apresentação de queixas é tudo menos transparente!
É tudo menos séria, pois a denúncia sendo feita pela internet pode levar a «atropelos e difamações» e fazer com que os professores se sintam intimidados e ainda mais desautorizados.
O Ministério da Educação (ME) desmente, contudo, que se trate de um convite à delação.
Mas o ME garante que o site da Inspecção pode ser usado também por professores «que se queiram queixar, por exemplo, das condições de trabalho da escola.
Ou seja, para o ME não importa a forma.
O importante é a queixa, seja ela rigorosa, séria ou uma calúnia ou falsidade.
Estes métodos são precisamente os mesmos da actuação no antigo regime, da polícia secreta, a PIDE!!!!
Só mudam os actores!!!!

O demérito


O putativo Pedreira, secretário de Estado Adjunto e da Educação, veio dizer que «as escolas com melhores notas na avaliação externa poderão atribuir aos seus professores mais classificações de Muito Bom e Excelente no âmbito da avaliação de desempenho».
Tudo esclarecido, se dúvidas houvesse, diz-me onde leccionas dir-te-ei que classificação vais ter.
Ou seja, escolas de meninos bem não é o mesmo que escolas de alunos problemáticos, pois não!!!!
Nunca foram.
É que para além das quotas fixadas pelo ME, de acordo com o novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), temos agora, o «bónus» da escola de excelência.
Já agora uma questão!!!
Por acaso, mas só por um simples acaso, o ME saberá como se transforma uma escola problemática numa escola de sucesso?
Sabem????
Se soubessem não teriamos o atraso educacional que cada vez mais se vai acentuando, relativamente, ao desenvolvimento do resto da Europa, só para falar neste.

quarta-feira, maio 07, 2008

Demissão do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Azeitão

Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão
Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo. Assumimos, então, o compromisso de cumprir com lealdade as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual. Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos. Respeitando as pessoas e dignificando a Escola. Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente enquadramento legal que regula a nossa acção. Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas. A opção por um órgão unipessoal – o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo. Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola. Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade. Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.
Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim. E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é «encomendada» a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas. Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão.Com os melhores cumprimentos,
Azeitão, 28 de Abril de 2008
Maria Leonor Duarte

A verticalidade de alguém que sabe dizer BASTA!!!

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não

Record à vista!!!


Três anos de «governo» Ps!!!

Três directores-gerais da PJ!!!

Um director-geral por ano!!!
Grande record .............
Ou será que tem tudo a ver com o Secretário, o TODO-PODEROSO Secretário Geral de Segurança, ou seja o SGS que muda o D para S????

De quem é a culpa????