Não pertenço, nem quero pertencer, ao grupo dos que falam por interesse próprio ou por divertimento político do chamado caso «Luís Neves».
Aquilo que me move, neste como noutros casos semelhantes, é a procura da verdade e, se houver caso disso, que a justiça atue. Bem sei que nunca agirá, mas por isso é que não faço nem quero fazer por esquecer.
E, precisamente por falar em justiça, e a ser verdade o que é relatado, a decisão de Luís Neves, que atribuiu utilidade operacional a dezenas de bens arrestados a Rúben Oliveira, é nula.
Diz-se que há um despacho judicial de 2022 que considera nula a decisão de Luís Neves. Há? E a Polícia Judiciária não o conhece?
Muito estranho? Em Portugal, nada é estranho.
Admita-se, hipótese académica, que existe tal despacho.
Basta frequentar um primeiro ano de Direito, de uma escola séria e não de vão de escada, daquelas que vendem a preços de saldo, licenciaturas, mestrados e doutorados, para se saber a diferença entre bens apreendidos e bens arrestados.
Parece que há gente que não sabe a diferença. Estudem, mas em escolas sérias.
O que mais impressiona neste caso dos bens são dois aspectos:
- A polícia judiciária não sabe (ou não diz?) onde estão alguns dos bens;
- Por outro lado, a desfaçatez, o à vontade, diria mesmo o gozo, que dá ao senhor ex-diretor da Polícia Judiciária usar um carro que, pelos vistos, não pode utilizar.
Será que se podem juntar pontas soltas?
O senhor ex-diretor da Polícia Judiciária tem dossiês de muitos políticos do país?
Um pedido, senhora Felícia Cabrita, e restante equipe. Façam uma viagem pela A23, mais segura e rápida, menos de 4 horas até a cidade da Guarda. Ouçam as pessoas e investiguem. Provavelmente, para além da bela gastronomia que por cá existe, ainda se irão «consolar» com muita notícia interessante que vai acontecendo por terras da Ribeirinha, a amante do rei fundador.
E não falo apenas de Luís Neves, mas de muitos outros casos. Ligados ou não? A seu tempo irão, tenho a certeza, descobrir.
