Faz parte dessa coisa horrenda que a canalha chama «senso comum».
Mas o «senso comum» é uma aldrabice de todo o tamanho. Interessa, de que maneira, aos vários poderes.
Um exemplo prático.
Quando o dito «senso comum» reduz a justiça à mera meritocracia abstrata, ele desconsidera que os lugares sociais são previamente ocupados por dinâmicas de poder e exclusão.
Romper com essa lógica exige descolonizar o olhar e entender que a emancipação humana só acontece quando a dignidade deixa de ser privilégio e passa a ser o ponto de partida coletivo.
Difícil de perceber? Só para os poderosos que nunca querem abdicar dos seus lugares e sensos.