Agora a direção do colégio católico dos Salesianos, em Cascais, vem dizer que a existência de duas refeições diferentes, uma pra ricos e outra para pobres, é uma imposição da tutela.
Isso mesmo, acusam o governo.
Lembrar que o dito colégio tem 770 alunos em regime do privado e 797 alunos que frequentam a escola gratuitamente porque o Ministério da Educação financia as turmas por falta de oferta de rede pública.
Segundo a direção, a legislação fixa 1,46 euros por almoço, que pode ser cobrada aos alunos apoiados(??) pelo Ministério da Educação, a que acrescem 1,53 euros comparticipados pelo Estado.
Recordar que, durante vários anos, os alunos que frequentavam a escola ao abrigo de contratos de associação, podiam escolher a refeição da cantina mediante o pagamento da diferença entre o valor pago pelo Estado e o valor pedido aos alunos do privado.
Até que, há dois anos, o colégio começou a cobrar seis euros aos alunos do contrato de associação para terem o menu dos alunos do privado.
Lembrar que os contratos de associação não englobam apenas e tão-só o pagamento de 1,53 euros por refeição. Há outras verbas bem mais avultadas envolvidas nas negociatas.
É bom lembrar para que tudo fique esclarecisdo e devidamente esclarecido.
Mas os tais seis euros vieram a ser penalizados pelo Ministério da Educação e o colégio devolveu aos pais todo o dinheiro pago a mais. Resultado, duas refeições diferentes, uma para ricos, outra para pobres.
Os pais dos alunos do contrato de associação, os pobres, dizem que as refeições dos ricos são mais variadas e ricas.
Pudera, com os avultados valores pagos, extra refeições, tudo é melhor para os ricos.
Mas isso a direção não fala. Pudera, não lhe convém.
O Ministério da Educação, como em muitos outros casos que acontecem nas escolas, esconde-se e nem resposta dá a quem o questiona.
É o tal senhor que um gordo, sebento e porco de um programa de um canal do lixo proclamou como um «bom ministro» fosse qual fosse a «pasta» que lhe fosse atribuída.
Vai dar uma volta ao bilhar, cretino.
Por fim, dizer que o que se passa nas cantinas das escolas com a qualidade das refeições e a cantina da Assembleia da República é só pura coincidência, sem falar dos restaurantes do Isaltino e das despesas de representação que por aí vão a existir.
