Ontem, em dezembro de 2022, o presidente da câmara da Guarda, Sérgio Costa, rasgava o acordo com a DGARTES e o Teatro Municipal da Guarda prescindia de receber 800 mil euros!
Hoje, em fevereiro de 2026, o mesmíssimo presidente da câmara congratulava-se, em Assembleia Municipal, para que o eco se faça sentir com maior acutilância, mais e mais decibéis, que havia um acordo com a mesma DGARTES para um apoio de 400 mil euros para o período de 4 anos — 100 mil por ano!
Ou seja, metade dos apoios que há pouco tempo tinha rejeitado.
Cantou salmos, odes e glorificou a «sua» decisão como se fosse algo extraordinário e sublime.
Coitado.
Esqueceu-se de dizer que o programa agora aprovado é de paupérrima ambição.
O Teatro Municipal da Guarda candidatou-se, apenas e tão só, à categoria "C".
Esqueceu-se, anda muito esquecido a "excelência", de dizer para complemento das alegorias ditas que o Teatro Municipal da Covilhã receberá 600 mil euros e que o Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco receberá 800 mil euros pelo mesmo intervalo de tempo. Eu disse "intervalo de tempo" e não "espaço de tempo". Aprender toda a vida.
Mas há quem fique feliz e contente com umas migalhas apenas e tão-só porque o trabalho não foi bem feito e com ambição.
É a cultura, ou a falta dela, cá pelo burgo,
Venham os porcos no espeto, as festas em que não faltem as "minis" e o vinho.
