E, com uma velocidade incrível, muito maior que a da luz, contorna-se a lei.
Centeno não podia, não devia ter este presente às custas de milhões de cidadãos - antecipação da reforma.
Centeno, ao contrário do que um paspalho disse ontem num canal do lixo, reúne «apenas» os requisitos impostos pelo Banco de Portugal para se reformar, mas esconde o mais penalizador para todos os cidadãos - a idade.
Centeno não tem idade para se reformar. E se quiser a reforma, com ou sem acordo, tem de sofrer penalizações como qualquer outro cidadão que antecipa a sua merecida reforma.
A lei DEVE ser igual para todos. Se não é isto, não é um Estado de direito, é uma quadrilha.
Lembrar que o acordo foi celebrado por dois ex-governantes.
Um, o Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia do Passos, e o Centeno, ministro de um Costa e inclusivé indicado para o substituir no cargo de primeiro-ministro. Se não fosse real, era uma anedota. A elite, na sua plenitude, contorna a lei, como sempre o faz, em benefício próprio, e ninguém, mas mesmo ninguém, põe cobro a esta safadez.
Pois é, mais uma.
Lembrar que nem o Álvaro, pastel de nata, nem o Centeno anunciaram o montante da reforma.
Ora bem, o segredo é a alma do negócio.
