Deveria fazer parte do currículo escolar. Mas preferem-se os vendedores de conteúdos pornográficos. Acéfalos.
Assinar um contrato de crédito, subscrever um fundo de investimento ou renovar um seguro são atos que a maioria dos portugueses repete ao longo da vida quase em piloto automático. Raramente ousam questionar: o que posso exigir se algo correr mal? E a resposta devia ser dada a conhecer nas escolas.
O fosso entre os direitos que existem no papel e os que os consumidores efetivamente exercem é enorme em Portugal.
E não falo de literacia financeira. Falo de direitos que, quando não justamente reivindicados, fazem com que os cidadãos caiam no chamado «conto do vigário»!
Casos mais que muitos.
"Todos os consumidores têm direito a receber informação completa, atual, objetiva e compreensível sobre o produto ou serviço que vão contratar."
"Antes de qualquer contrato, a lei é clara ao indicar que todos os consumidores têm direito a receber informação completa, atual, objetiva e compreensível sobre o produto ou serviço que vão contratar. Isso inclui saber de forma clara qual o preço total, as comissões, os riscos associados, as condições e as garantias incluídas. Mas há direitos mais específicos que passam frequentemente despercebidos."
Saber que tem direitos é o primeiro passo de qualquer consumidor. Saber como ativá-los é o que verdadeiramente faz a diferença.
E é aqui que a escola devia intervir, mas não o faz.
E os espertalhões, os gatunos, os vendedores de banha da cobra atuam em proveito próprio.
Lembrem-se de que reclamar não é um ato de confronto, mas um ato de cidadania.
E cidadania é coisa que muita canalha não quer exercer por medo, covardia, subordinação ou submissão.
