terça-feira, março 31, 2026

Irão quer cobrar portagens no estreito de Ormuz.

Os portugueses já o fizeram no século XVI, quando ocuparam o estreito sob o comando do assassino Afonso de Albuquerque.



segunda-feira, março 30, 2026

Nojento

Marco Serronha é vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e tem púlpito no comentário televisivo.
Portugal não pode ter na Cruz Vermelha alguém que advogue o lançamento de 3 bombas atómicas sobre o Irão, pelo que a pessoa em questão devia ser exonerada por despacho do primeiro-ministro e inclusive levada à barra do tribunal internacional. Ao que se chegou neste país. Intolerante e inadmissível.



A melhor do dia.

 


João Ferreira, do Partido Comunista Português, vem denunciar o que se passa na Câmara de Lisboa. Mas quantas não há em Portugal?
Diz João Ferreira: "O que terá o chefe que Moedas contratou para “confecionar refeições de qualidade superior” a dizer, por exemplo, da massada de “peixe” servida nas escolas da cidade?" Já não bastava um Isaltino. Há muitos neste Portugal a fazerem o mesmo que Moedas. Muitos mesmo. A PJ e o MP fiquem bem sentados nas secretárias, pois Isaltinos há muitos. Todos deviam estar a comer nos refeitórios das cadeias. Infelizmente, é a justiça que vamos ter. Esta é a "massada de peixe" servida em muitas escolas. Um nojo. Os alunos das escolas dos SEIS euros, que separam alunos do público dos «abençoados», comem disto?



Veneram?

Israel destruiu o mausoléu sagrado de Simão Pedro, apóstolo de Cristo, na aldeia de Shama, no sul do Líbano.
Como é possível haver gente que tem a certeza que Israel venera Cristo e respeita cristãos? É de uma ignorância absoluta. Deixai de ser idiotas.



Um nojo.

Sionismo cristão ou demência precoce?
Um nojo.



Saem todos da mesma pocilga!

E comem da mesma pia.
O homem do balde bem que os alimenta.



Ninguém escapa à invasão de parasitas.

Baratas, ratos, pulgas e outros parasitas invadem o país e, mormente, o dito "Palácio de S. Bento", residência oficial do primeiro-ministro de Portugal.
Já começa a ser hábito certos personagens estarem sempre a coçar-se. Lembrar que a Peste Negra teve a sua origem na falta de limpeza na Europa da Idade Média e foi preciso os árabes ensinarem hábitos de higiene, entre eles o banho diário, para que a peste diminuísse. Ao preço a que estão a água, o gás, a eletricidade e o sabão, a falta de limpeza vai-se acentuando.



A receita do IMT nunca cresceu tanto como no ano passado.

Foram mais de 432 milhões de euros.
Segundo o insuspeito Eurostat, o valor das habitações aumentou 169% durante a última década. Quem se pode admirar dos porcos no espeto, das "minis", do vinho e das festas e outros eventos altamente patrocinados pelos regedores? Fatos de treino, equipamentos variados, sapatilhas, hospedagem, refeições pagas a qualquer parasita. Oh, Isaltino, não és único nem é exclusividade da tua paróquia. Ontem vi um com equipamento novo; todos os dias estreia um equipamento novo, com óculos de sol para se sentir protegido e com uma sacola «à maneira» a tiracolo, a preparar-se para mais uma estadia desportiva. Escusas de te disfarçares. TODOS já te conhecem e a forma como és apadrinhado pelo regedor e afins. Transporte e estadias. É fartar vilanagem!



domingo, março 29, 2026

Genocídio

Os assassinos de Israel continuam o genocídio em Gaza.
Mais 700 mortos.
Cruéis assassinos.



BTT e a destruição do parque - parte VI


E, por fim, a tal «cerejinha» no cimo do bolo: pastel de nata.
Como o espaço é público e para evitarem mais problemas, colocaram cartazes de «trânsito condicionado».
Trânsito condicionado para quem?
Os utilizadores do parque? O espaço, por muito que vos custe admitir, é PÚBLICO.
É que, se o trânsito fosse vedado, mesmo aos utilizadores, onde estaria o policiamento? Não havia.
Mesmo assim, ainda houve viaturas dentro do parque.
Cuidado, já houve problemas noutras alturas.
Se bem que os poderes instalados querem calar a situação.



BTT e a destruição do parque - parte V

E as «escolas», desde Loulé até Alpiarça e muitas mais, fizeram-se representar com as habituais tendas. Mais e mais combustível gasto.
Paga contribuinte.




BTT e a destruição do parque - parte IV

Para além dos altos patrocínios da Câmara Municipal da Guarda, também a Federação de Ciclismo marcou presença.
Ao preço a que estão os combustíveis, as deslocações não devem ter sido baratas. Paga contribuinte.




BTT e a destruição do parque - parte III

Até fizeram a instalação de um insuflável. Sem utilidade nenhuma. Os espectadores foram em número reduzido e os participantes mais interessados em darem «voltas» ao circuito e terrenos adjacentes.






BTT e a destruição do parque - parte II

Nos dias anteriores, lavraram relvados do parque, colocaram fitinhas, marcaram o percurso com varapaus e, imagine-se, arranjaram a máquina para lavar bicicletas.
Tudo feito com funcionários da Câmara Municipal da Guarda, transportados em viaturas do município. Ao preço que está o combustível, o custo deve ter ficado a bom preço. O contribuinte que pague. Dias sucessivos em que os trabalhadores camarários foram destacados para a montagem do espetáculo. Destruição do parque. Não fizeram falta noutros serviços? São muitos, claro...







BTT e a destruição do parque - parte I

E a destruição do Parque Urbano do Rio Diz na Guarda avança a um ritmo superior à velocidade da luz.
Ontem teve lugar, sem público, mas com direito a refeições e a uma merenda com produtos regionais, entre eles pão com chouriço e um pastel de nata, o internacional pastel promovido por um Santos, Álvaro, de nome, uma prova de BTT no Parque Urbano do Rio Diz.



Liberdade?

Isto é liberdade de expressão? Não se pode manifestar contra os roubos de petróleo que um pedófilo ditador está a cometer no mundo? Não se pode manifestar contra o genocídio em Gaza? Grande liberdade de expressão. Podeis limpar os chispes ao pedófilo.



Vandalismo

Alguém, dos idiotas, me explica como se pode proibir, e muito bem, que cães e cadelas circulem pelo parque infantil do Parque Urbano do Rio Diz e, no entanto, deixar circular bicicletas no mesmo espaço?
E, não satisfeitos em circularem LIVREMENTE com as bicicletas, ainda utilizam aparelhos que não são para a idade dos anormais e, para além da sua utilização, vandalizam-nos. Atente-se que um idoso que acompanhava uma criança teve que deixar os anormais fazerem os estragos que quiseram e esperar que eles abandonassem o local para usarem os baloiços. O parque infantil está cada vez mais destruído, vandalizado por idiotas. Não há segurança nenhuma. Há dias, um funcionário camarário deslocou-se em viatura paga pelos contribuintes ao parque para «supostamente» eliminar os mosquitos que vão existir, em especial no parque infantil. Trabalho inglório. Não só não desapareceram os mosquitos como ainda aumentaram. Parabéns, idiotas. Podeis continuar a iludir papalvos.










sábado, março 28, 2026

Saiam da caverna

 


A Páscoa na Guarda II - turismo religioso

E as farsas continuam em tempo de Páscoa cá pela Guarda.
Alguém imagina um presidente de câmara, de um estado laico, deslocar-se à capital do reino e apresentar cumprimentos ao novo núncio apostólico? Pois foi o que fez o presidente da câmara da Guarda. O autarca deslocou-se à capital para dar as boas-vindas ao novo representante diplomático da Igreja Católica Apostólica Romana no "reino" de Portugal. Negócios? Houve entrega de ofertas institucionais(???) sem que o povo tivesse conhecimento delas. Mais cobertores de "papa"? Os originais ou imitações. Consta-se que foi falado do andamento das obras para a instalação do órgão de tubos na Sé. Consta-se, pois, que nada de oficial ou oficioso foi comunicado à plebe. A plebe só tem de pagar. O outro foi a Roma, este ficou-se pela capital e a plebe que pague as mordomias e beija-mãos.



A Páscoa na Guarda I - turismo religioso

Em época de Páscoa, as notícias cá pelo burgo anunciam-se ao ritmo do "Senhor dos Passos" — a compasso.
As ditas imagens da "Via Sacra" têm por presidi-las o capelão-mor. O Abade, Carlos de nome próprio, secretário do Turismo do reino, anunciou que vai haver publicação em todas as igrejas do "arrendamento" do morto Hotel Turismo da Guarda. A ressurreição — a Páscoa. Arrendamento, que, segundo o Abade, será por 50 anos, com possibilidade de venda a partir do 4.º ano de arrendamento. A Via Sacra só será dada por terminada depois da publicação, da ceia e do beijo traidor. Foi anunciada para uma segunda-feira, depois passou para uma sexta-feira e agora anuncia-se para uma quarta-feira de que ano? É só feira de vaidades e sermões à medida e a gosto. Quanto aos pormenores das exéquias e da ressurreição, nem uma oração, mesmo em latim.



quarta-feira, março 25, 2026

Onde o poder se torna corrupção.

 


Suicidios.

Em tempos do franquismo, em Espanha, prendiam-se crianças inocentes que acabavam por se suicidarem.



A escola foi feita para criar trabalhadores burros?

A propósito de muita asneira que se vai lendo e ouvindo sobre educação e, principalmente, sobre o desígnio real do que deve ser a ESCOLA, falo-vos das origens da tal escola.
A classe dirigente queria e quer da escola cidadãos que não pensem e que apenas obedeçam. E o taylorismo, sabem o que é? Duvido. Ontem ainda lhes chamavam trabalhadores, hoje até lhes chamam «colaboradores». Hipócritas. Estudem e sejam honestos nas análises.



Repugnante

A propósito do excelente discurso de hoje, dia 25 de março de 2026, de António Guterres, nas Nações Unidas, lembrei-me do rei Leopoldo da Bélgica e do terror cometido no Congo.
Mas, como disse Guterres, e muito bem, nós, os portugueses, também cometemos muitos e terríveis crimes. A seu tempo.



E se a canalha liberal te falasse a verdade e te contasse isto e muito mais que escondem?

 


A noite de breu

O ataque aéreo mais mortal que até hoje aconteceu não foi nem a bomba de Hiroshima nem a de Nagasaki.
Foi um ataque aéreo dos Estados Unidos da América do Norte, como era de esperar, sobre Tóquio. E como uma primeira-ministra se submeteu a ser insultada por um pedófilo.

?



A história da família mais rica de Portugal.

A tal meritocracia? Ahahahah.
Não me façam rir até estamos na Quaresma.



Que país é este?

 


Ponto de vista

Com o ataque dos Unidos da América do Norte e de Israel ao Irão, muito se tem falado do estreito de Ormuz e da presença portuguesa naquelas paragens no século XVI.
Este nosso resumido olhar pelo que foi feito pelos portugueses naquelas paragens está devidamente documentado em várias obras publicadas, e basta consultá-las e aferir a veracidade do que vou dizendo. Falo de obras como “A Expansão Portuguesa - Um prisma de muitas faces”, de Luís Filipe Thomaz e de outra obra, “Conquistadores - Como Portugal criou o primeiro império global” de Roger Crowley e muitas outras podiam ser citadas. É que muito do que nos foi ensinado, e principalmente obrigando-nos a memorizar datas da História na perspectiva de uma epopeia como difusora da fé e religião católica, é uma parte da aventura marítima e das consequências que se seguiram. Nos achados das terras, não houve descoberta nenhuma. Havia povos originários, senhores de uma cultura milenar, que os povos colonizadores, todos eles, destruíram e, pior, saquearam a seu belo prazer. Os colonizadores, e em especial os portugueses, levavam numa mão a Bíblia, mas na outra a espada.
A História não é uma memorização de datas e muito menos o olhar de um único prisma sobre os acontecimentos. É um olhar global sobre os acontecimentos. A História é a ciência humana que estuda as ações, experiências e transformações das sociedades ao longo do tempo. Analisa vestígios e documentos, as fontes históricas, para investigar o passado, compreender o presente e ajudar a construir a identidade e a memória coletiva. O seu foco central é o ser humano no tempo.
Ter sempre presente, como frisaram Edmund Burke ou George Santayana: "Um povo que não conhece a sua história, ou seja, de onde veio, está condenado a repeti-la". Ela sublinha que ignorar as raízes e o passado elimina a capacidade de tomar decisões conscientes sobre o futuro.  A história não é apenas memorizar datas, mas sim investigar o "porquê" e o "como" das ações humanas. Analisemos então o tão famoso estreito de Ormuz e a presença dos portugueses por lá. E como estamos em maré de citações, lembro a célebre frase de Karl Marx na sua obra "O 18 de Brumário de Luís Bonaparte": "A história repete-se, primeiro como tragédia, depois como farsa". Ora, o que se passou em Ormuz no tempo da presença portuguesa e o que se está a passar é a tradução exemplar da frase de Karl Marx. Primeiro tragédia, depois farsa.
O primeiro ocidental que bloqueou o estreito de Ormuz foi Afonso de Albuquerque. Pelo estreito passava muito dinheiro, muitas especiarias, muita seda, cavalos e pérolas, tudo o que interessava aos portugueses e aos banqueiros de Florença que patrocinavam as viagens marítimas. Em 1507, o rei Dom Manuel I mandou uma embaixada portuguesa que saiu da Índia, de Goa, e foi até o Irão tentar um acordo com o Xá. Já naquele tempo havia um Xá no Irão de nome Ismail. Afonso de Albuquerque tentou convencer Ismail a estabelecer um acordo com o objetivo de formar uma aliança estratégica contra o Império Otomano e garantir o domínio português no Estreito de Ormuz.
Mas, como não conseguiu os seus intentos, bombardeou e conquistou a ilha de Ormuz. Mas só conseguiu ficar por lá um ano porque a ilha não tinha condições e, principalmente, faltava água potável, e os seus soldados mercenários achavam que estavam a ganhar pouco face às duras condições da ilha. Por outro lado, houve uma reação muito grande do Império Otomano. Afonso de Albuquerque e o seu exército foram expulsos daquelas paragens.
Mas Albuquerque havia de se vingar da derrota. Em 1515, voltou com um exército de inúmeros mercenários e conquistou definitivamente Ormuz, que se manteve sob o domínio da coroa portuguesa até 1662. Durante esse intervalo de tempo, os portugueses bloquearam a passagem de barcos pelo estreito e cobraram de quem o quisesse utilizar. No que se refere ao estreito de Ormuz, fica claro que, desde sempre, o interesse por aquelas paragens era o comércio. Ainda hoje o é, sendo que o que mudou foram os produtos em causa e outros conquistadores sempre ávidos de dominarem o mundo.
Tenham uma excelente semana.




Tomem lá poesia.

Com os Mortos.

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...

E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...

Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,

Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Antero de Quental, in "Sonetos"



Pensamento

 


O martelo, a marosca, o Tarantino e ela

Esta cidade às vezes não existe. Deu à estampa mais uma notícia daquelas que nos remetem para uma espécie de western assim à moda do Tarantino, com personagens das que aparecem em filmes como Os Oito Odiados Sacanas Sem Lei ou o Django Libertado. Só a nós é que ninguém nos liberta de tais personagens, ou pior, da vergonha de termos de as aturar cá pelo burgo. Concretamente, uma personagem bem nossa conhecida foi acusada de ter tentado matar à martelada um amigo. Não foi à facada, nem a tiro, por estrangulamento, atropelamento, ou com veneno, foi mesmo à martelada. Barato, rápido e simples. Se a vítima não fosse um amigo, nem quero pensar no que teria sido…

Pois bem, quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo, eis que nos sai ao caminho mais uma historieta do burlesco, a cavalo numa data de documentos da IGAS, a Inspecção da Saúde, que vieram à superfície na última Assembleia Municipal da cidade e que são uma janela para a forma como as coisas vão funcionando por cá.

Uma determinada senhora que sempre usou a política para seguir em frente e que trabalhava na Câmara da Guarda precisava de mudar de vida, ou de poiso, que isto da política nem sempre nos corre a preceito. Queria ir para a ULS da Guarda, onde aliás até já estava o marido. A senhora, que não era burra, manobrou à maneira e ganhou um concurso a uma antiga amiga do peito, assim como quando a Espanha nossa irmã e amiga nos enfia a faca nas costas e nos dá dez a zero no futebol. O problema é que ela tinha um vínculo qualquer à Câmara que era administrativamente incompatível com o lugar para onde queria ir. Queria manter esse vínculo, para o que desse e viesse. Assim, recorreu a um mecanismo que se chama “cedência por interesse público”, que é uma solução que permite que durante um certo período, creio que de 18 meses, a coisa não seja definitiva. Isto é, eu vou para ali, mas se as coisas me correrem lá ainda pior do que já me correram aqui, sempre posso voltar para cá desde que não tenha decorrido o tempo todo da tal cedência.


O problema é que este mecanismo precisa de aprovação do governo. O lugar para onde se quer ir tem de respeitar uma data de preceitos, por exemplo, a deslocação tem de estar prevista no Plano de Desenvolvimento Organizacional, provisionada no orçamento da instituição, etc., só para que se perceba. E isso leva tempo. Muito tempo. Não é um mecanismo formatado para quem tem pressa, está feito para quem não queira tomar decisões definitivas, isto é, não dá para se ter sol na eira e chuva no nabal. Uma espécie de casamento com um período à experiência. No caso em apreço foram 24 meses até ao OK final. Só que alguém que tinha o defeito de não ser inteligente como a senhora, esqueceu-se de que neste intermédio burocrático a ULS não lhe podia pagar. Então o que fazer? Inventa-se um protocolo de colaboração entre as duas entidades, que neste caso eram a Câmara Municipal da Guarda e a ULS, para vigorar enquanto o pau vai e vem! E vai daí, a Câmara da Guarda passou a pagar à tal senhora. Isso mesmo, a senhora trabalhava num sítio, mas recebia do outro! E tudo isto invocando-se o tal interesse público. Que no caso do interesse da Câmara ainda ninguém percebeu qual fosse, excepto o de poder livrar-se de ter de a aturar por lá, benefício que pelos vistos obteve até agora.

Alguém cheirou o esturro por trás disto tudo e fez uma queixa anónima, enviando o tal protocolo manhoso para a Inspeção da Saúde, que se pôs em campo e desmascarou uma série de coisas. Por exemplo, a tal senhora garantiu à IGAS que quem lhe pagava era a ULS, quando na verdade era a Câmara que o fazia. A garantia é aquela coisa que costuma fazer esquecer aos inteligentes que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo. Mas há mais. Por exemplo, a senhora em causa tentou convencer a IGAS de que nem tinha tido intervenção nenhuma na marosca, quando afinal … ela também subscreveu o tal protocolo! Isso mesmo, assinado pelos três, a senhora, a Câmara e a ULS! A cerejinha no cimo do bolo foi a figura que o presidente da Câmara fez na tal Assembleia Municipal, a tentar convencer toda a gente de que é um tipo transparente, quando até confessou não perceber porque é que as coisas se passaram assim! E um chefe de divisão a confessar nas barbas dele que foi feito assim… só para se contornar a lei! A IGAS fala em fraude e mandou tudo para o Ministério Público. O Tarantino, esse, já pode voltar à Guarda, agora já está perdoado!