sábado, julho 07, 2007

Armas e Armadilhas


Dinheiro do tráfico desaparece da unidade antidroga da PJ.


A Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) da Polícia Judiciária (PJ) vai ser alvo de uma investigação alargada, a cargo da Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça, na sequência de dois casos de desaparecimento de 90 mil euros em notas, resultantes de apreensões a traficantes. Uma coordenadora de investigação criminal da unidade está sob suspeita em dois processos desencadeados pela própria PJ, há vários meses, com duas participações apresentadas ao Ministério Público e agora investigadas pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF). Em causa estão suspeitas da prática de crimes de peculato.


Inspectores acusados de mais de 180 crimes controlam aeroporto


Dois inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) acusados de mais de 100 crimes estão presentemente a trabalhar no aeroporto do Porto.


Elementos da PSP e da GNR detidos


As suspeitas de actividade criminosa, de acordo com a PJ, estão relacionadas com a extorsão a grupos criminosos, em particular ligados ao tráfico de droga, factos que não eram participados pelas vítimas às autoridades por terem "receio de represálias e, também, para que não averiguassem o seu modo de vida".


GNR pediu 100 euros para perdoar multa


O caso remonta ao passado dia 22. Uma mulher residente no concelho de Ourém não obedeceu à sinalização luminosa - um sinal vermelho - tendo sido posteriormente confrontada pelo militar, com a infracção que havia cometido momentos antes. A mulher terá então marcado um encontro com o militar, mas ele acabou por não comparecer, alegando esquecimento. Foi marcado outro e dessa vez ele compareceu. Durante a conversa, o militar terá alegado que retirar a multa "iria sair caro" por ser muito "complicado". Terá falado em quantias de 500 a 600 euros para perdoar a infracção e a consequente instauração do respectivo auto de contra-ordenação.


Estes são alguns dos «casos» que a comunicação social nos dá a conhecer.
Outros e muitos outros nem sequer à fase de investigação chegam. Sinais exteriores de riqueza, bem evidentes, como vivendas, carros para todos elementos da família, motos e tantos outros bens de duvidosa proveniência, não seriam motivo suficiente para investigação?
O país está mesmo oitavo mundista.
A corrupção alastra de forma abrupta.
Alguém com responsabilidades tem consciência do estado a que tudo isto chegou?
Duvidamos!!!