terça-feira, outubro 13, 2009

O cordeiro




Sócrates repetiu até à exaustão a palavra «diálogo».
Foram «só» 12 vezes que utilizou a palavra «diálogo»!!
Tanto diálogo na boca do Sócrates.
Um lobo com pele de cordeiro!!!
Quem quiser que o compre.
Depois queixem-se do cordeiro que se transformou em lobo.

segunda-feira, outubro 12, 2009

O dia seguinte

Cá pelo burgo acabou-se a festa.
Os porcos e as porcas já podem descansar em paz.
Salvo os destinados aos matadouros, os do espeto da campanha eleitoral já não serão mortos. Ou seja, a «comidinha» e a bebida servida nas festas da campanha do PS, na Guarda, acabou-se.
O tempo é de fazer contas(?) e o «porreiro» do bater nas costas, do cumprimento efusivo vai dar lugar ao pagamento das promessas ao senhor do Bonfim.
Descansem os mais fervorosos apoiantes que daqui por quatro anos teremos nova festa com a distribuição de aventais, lenços, isqueiros, esferográficas e tudo mais que faça esquecer a água canalizada, o saneamento, o preço dos serviços, das doações aos privados nas parcerias e do dinheiro para a sardinha.
É disto que o meu povo gosta.
Arrumem as tendas, dobrem os estandartes porque a festa pode repetir-se brevemente.
Por outros motivos, claro está!!!

sábado, agosto 29, 2009

Em nome da VERDADE

Cá por terras da Ribeirinha vai-se fazendo a apologia da campanha de um candidato à Câmara, pelo simples facto de se considerar que os recursos utilizados são vanguardistas - a obamania, no seu pior; ou terá alguma coisa a ver com o VanGuarda???
Usa-se e abusa-se do Twiter, do Hi5, de um espaço de propaganda pessoal através da internet, páginas, blogs e tudo o mais que possa impressionar a populaça.
A moda da Obamania pegou de estaca, ou melhor serve para escamotear os problemas.
A esta obamania, sem precedentes nas campanhas locais, só funciona pela suspensão da razão e do espírito crítico. O resultado de tudo isto é um culto de personalidade. Os cultos de personalidade procuram as qualidades do líder, quando as há ou inventam-se, em muitos casos e menorizam o papel das instituições. Os cidadãos, em vez de controlarem os governantes, colocam-se à disposição da vontade de um líder supostamente providencial, bacoco e parco em ideias.
Grande parte dos apoiantes desta obamania estão condenados à desilusão, não apenas porque suscitam esperanças contraditórias entre si, mas sobretudo porque a desilusão chega depressa. Os períodos de ilusão em relação aos políticos que usam e abusam do culto da personalidade são seguidos por períodos de desilusão em relação aos mesmos políticos quando estes chegam ao poder; exemplos não faltam, quer no poder central quer no local. Apesar de este ciclo ser conhecido e normal, a população parece ter uma capacidade infinita de se voltar a iludir. A crença de que estamos perante um momento único e histórico que vai mudar as nossas vidas repete-se a cada 4 anos. É uma crença que passa depressa.
Mas, os métodos, processos, manhas e retóricas já começaram durante a governação e foram sendo utilizados para convencer os incautos cidadãos.
O exemplo, aliás vem do amigo Sócrates.
Propaganda e mais propaganda.
Só e mais nada!!!
O resto, ou seja o conteúdo programático, as ideias e soluções para proporcionar ao concelho um desenvolvimento sustentável, não existe.
Existem, isso sim, foguetes, festas, música pimba e muitas romarias ao padroeiro das rameiras, dos pedantes e dos proxenetas do costume.
Já há quatro anos, o vazio das ideias foi confrangedor.
Nem um programa existiu.
Nem uma linha sobre como resolver a falta de saneamento de muitas freguesias; nem uma linha sobre a qualidade da água que nos obrigam a consumir e a pagar a preços exorbitantes. Os preços subiram todos os anos, lembram-se? E que dizer da tal PLIE ( Propaganda Leviana de Imbecis Embusteiros)? E a ETAR e todas as estações elevatórias que trazem cheiro nauseabundo e pestilento à cidade e às freguesias? E a circulação de pessoas e bens a fazer-se por caminhos degradados? E a mobilidade tão propagandeada e NADA REALIZADA? E a jóia da coroa, o parque megalómano, idealizado por um novo rico mas que está em total abandono e sendo foco de verdadeiro atentado à saúde pública, sem capacidade de resposta para o manter por parte da autarquia; se nem o antigo parque municipal merece atenção que dizer de dois? E os sucessivos atentados à memória colectiva de um povo, com mais de 800 anos de HISTÓRIA? E as parcerias público-privadas que os donos do poder vão privilegiando, oferecendo-lhes o património que é dos cidadãos a troco de..... vá lá saber-se do quê? E a falta de transparência de todos os actos públicos? Dos inquéritos que se recusaram a aceitar; das audições, em sede de assembleia municipal, a que se foram escusando a coberto de falsos enquadramentos regimentais; tudo a Bem da Nação, claro!!! E o aumento exorbitante da dívida municipal, hipotecando desta forma o futuro dos nossos filhos? E o projecto para toda a área envolvente da barragem do caldeirão? E a asfixia económico-financeira das freguesias, das instituições culturais, recreativas e sociais? E o aumento do IMI? E o PDM que é alterado, pontualmente, sempre que uns certos interesses vão aparecendo? E o aumento dos ATL´s? E o apoio social que a Câmara devia proporcionar às famílias mais carenciadas? E a solidariedade para com as dezenas de empresas que foram encerrando, atirando para o parco subsídio de desemprego dezenas e dezenas de trabalhadores? E a solidariedade dos deputados municipais do PS à luta dos professores? Escudaram-se e esconderam-se com MEDO do pequeno chefe!!
E o tão prometido hospital «NOVO»??? Novo só por ter «ampliação» e depois se verá se terá «REMODELAÇÃO». MENTIROSOS.
Onde estiveram estes papagaios quando foi a campanha pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez? Esconderam-se nas tocas como toupeiras com medinho do arcebispado, no politicamente correcto. ESCAROSOS BUFOS!!!
Perguntem a estes falsos pagadores de promessas, de onde lhes vem o dinheiro para a propaganda que sufoca o concelho. Perguntem-lhes!!!
Depois das eleições surgirão os cobradores das avenças. Que ninguém duvide. Mas, dessas cobranças poucos falarão ou os que ousarem falar serão queimados vivos na fogueira do arraial e, o nome deles ficará para sempre no Índex dos excomungados.
Por nós NUNCA CALAREMOS. NEM NOS VENDEMOS POR JANTARES E MUITO MENOS USURPAREMOS O QUE É PÚBLICO E QUE CUSTA A GANHAR E, PRICIPALMENTE, A PAGAR.
PERCEBEM OU QUEREM UM DESENHO???
Ou será antes: « O senhor Presidente tem a honra de convidar V.ª Ex.ª para um Jantar/Almoço......(riscar o que não interessa)!!!».
Avenças, pois então!!!

A farsa

O n.º 2 do PSD para o círculo da Europa é acusado, por emigrantes portugueses na Alemanha, de os ter burlado com um esquema de aplicações financeiras e generosas taxas de juro, que terminou em falências e perda do dinheiro investido, segundo conta um semanário.
Onde é que já vimos este filme?
Santos Ferreira, o tal n.º 2, terá chegado a invocar a imunidade parlamentar para atrasar a sua audição pelas autoridades alemãs, quando é apenas deputado suplente na actual legislatura.
Na anterior, substituiu por alguns meses, em 2004, o cabeça-de-lista do círculo da Europa.
Em declarações ao semanário que denuncia tal embuste, Stephanie Muller-Bromley, advogada de quatro famílias de emigrantes lesadas, confirmou que apresentou queixa no MP de Munster e Osnabruck, em 2006, contra Santos Ferreira e o Bausparkasse Mainz (BKM) – caixa mutualista alemã virada para o mercado imobiliário, onde este é director comercial.
Afinal há mais Preto, Pina Moura e outros exemplares afins na carruagem, lá isso há!!!
A Bem da Nação, então pois!!!

A Fraude do século

Segundo notícia publicada esta semana, num semanário, a polícia judiciária terá descoberto, por acaso, três dossiers sobre o caso dos negócios do BPN, na casa de banho, na privada, da casa de Dias Loureiro.
Segundo consta, os dossiers estavam «escondidos» na casa de banho do ex-administrador, ex-conselheiro de estado, ex-ministro de Cavaco.
Isso mesmo na casa de banho, o «local» escolhido para guardar os dossiers.
Pergunta-se: será que o conteúdo dos dossiers é leitura de wc? ou será antes leitura de caca?
Imagine-se o mau «cheiro» que tais dossiers devem exalar!!!
Exige-se que se publique JÁ o conteúdo dos dossiers, para alivio dos péssimos odores de que estão impregnados.
É que com tanta aldrabice e roubo só mesmo uma chuva de caca poderá lavar esta «gentinha».
Mãos limpas, então não é???

segunda-feira, agosto 17, 2009

Ladroagem


Portugal continua com combustíveis mais caros.

Os ladrões continuam a gamar o dinheiro aos portugueses, com a complacência do Sócrates e do (des)governo.

O estudo da Autoridade da Concorrência sobre a evolução dos preços dos combustíveis em 2009 diz que Portugal ocupa o nono e o sexto lugares na UE no que respeita aos preços antes de impostos da gasolina s/ chumbo 95 e do gasóleo.
Depois da subida recorde de 2008, no primeiro trimestre deste ano os preços dos combustíveis à saída da refinaria caíram mais de 30%, mas na bomba a queda rondou apenas os 20%.

Quem anda a «governar-se» com esta mentira dos combustíveis?
Embuste vergonhoso.
Mais um!!!

quinta-feira, agosto 13, 2009

MENTIROSO

Quando um primeiro-ministro vem com a desfaçatez que já o caracteriza, anunciar que uns míseros 0,3% de variação no PIB são sinais de viragem, CHAMA-SE A ISTO MENTIR.
O Produto Interno Bruto no 2º trimestre de 2009 registou uma variação de 0,3% face ao trimestre precedente.

Sócrates aproveitou as estatísticas do INE para falar de “sinais de viragem da economia”, mas foi ainda obrigado a reconhecer que “isto não é o fim da crise”.

Só que as décimas não alteram a profunda crise económica e social que permanece e lembrou os números do desemprego que continuam a subir.
A Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para uma diminuição de 3,7% em volume no 2º trimestre de 2009 face ao período homólogo.
Mas, segundo os dados do INE, o PIB cresceu no segundo trimestre de 2009 0,3%.
Este ligeiro recuo na queda do crescimento da economia não altera o quadro geral de profunda crise que o país ainda vive, não são estas três décimas que vêm alterar este quadro.
A bisca lambida não quer dizer NADA.
Muito menos é o fim da crise, NEM o princípio do fim da crise.
Não é NADA.
Quer dizer, é tão só poeira para os olhos dos portugueses.
A luz que «alguns» bacocos e carneiros de serviço imaginam ver ao fundo do túnel é outro comboio em sentido contrário e não o fim do túnel.
Dados animadores, diz o Sócrates.
Mas que animação???
Alguma «pimbalhada» de arraial de aldeia.
A época é de animação, pois então.
De pimba para a caça ao voto.
Quem não vos conhece que vos ature!!!

E estes não são portugueses?

O número de desempregados sem direito a qualquer apoio do Estado está a crescer ao dobro do ritmo do desemprego.

Em Maio registou-se uma subida de 53% em comparação com o ano anterior, mesmo sem contar com os jovens à procura do primeiro emprego.
Os dados do governo mostram que esse aumento começou três meses antes da subida acentuada do desemprego.
Na análise aos números do Ministério do Trabalho, o jornal Público confirma que a desprotecção dos desempregados não é uma consequência da explosão do desemprego que se deu em Outubro de 2008, tendo começado em Maio do ano passado.
Segundo o jornal, só posteriormente é que a falta de apoio começou a afectar os desempregados que então tinham direito a subsídio.
Dos 98 mil desempregados sem apoio social (número que excluía os 30 mil jovens à procura do primeiro emprego) nos primeiros cinco meses de 2008, passou-se para 138 mil no mesmo período deste ano.
Ou seja, os desempregados sem protecção passaram de 24,6% para 29% do universo contabilizado pelo governo, tendo no mesmo período diminuído o peso dos beneficiários de subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego.


A desprotecção social dos desempregados está associada à precariedade que marca as vidas de boa parte dos trabalhadores.


Sem acesso a contratos que permitam prazos prolongados de descontos, o trabalhador dispensado pela empresa vê-se impedido de aceder ao subsídio de desemprego.


A generalização dos contratos a prazo e dos falsos recibos verdes permitem que o Estado continue a fugir às suas obrigações, uma vez que do ponto de vista legal esses trabalhadores são excluídos do apoio quando se inscrevem no centro de emprego.


As medidas de protecção aos desempregados foram propostas e discutidas na Assembleia da República na recta final da legislatura, tendo o governo e o PS chumbado todas as propostas, como o alargamento da abrangência e dos prazos dos apoios sociais às vítimas do desemprego.


Este partido que se diz «partido dos trabalhadores» é assim que trata os desempregados?


Ou seja, portugueses de 1.ª uns, os gestores dos tachos e, os outros portugueses de 2.ª.
Miserabilistas!!!
Merecem que votem neles?
Neles de lá e nos de cá?
NUNCA!!!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Demissões a pedido!!


A direcção do Centro Distrital de Segurança Social da Guarda apresentou a demissão ao ministro da tutela, soube-se na semana passada.
Até aqui nada se estranha!!!
Apenas, mais uma demissão.
Agora, os motivos por que Pires Veiga, director, e Rita Cunha Mendes, directora-adjunta, puseram o lugar à disposição através de «carta» enviada ao ministro Vieira da Silva, o das eleições do PS, é que não são, para já conhecidos..
Mais estranho é ainda o facto dos «ilustres» directores terem sido reconduzidos nos cargos, há alguns meses atrás, com a renovação de uma comissão de serviço de três anos.

Estranho!!!
Ou será que haverá uma ou três razões para a demissão?
1.ª - os digníssimos directores terão saído para a ascensão do actual líder da federação socialista do distrito da Guarda, José Albano?
O tal que não ficou NADA satisfeito com a despromoção do «chefe» Sócrates que, o «passou» para segundo da lista às legislativas no distrito da Guarda, em troca com o pára-quedista Francisco Assis que vem do Porto para a Guarda a mando e a trote no cavalo branco!!!
Troca por troca, ou seja, melhor um pássaro na mão do que dois a voar!!!
2.ª - a outra hipótese, muito comentada por terras da Ribeirinha, é que o «padrinho» terá esticado a corda dos NÃO pagamentos à Segurança Social por parte de um afilhado, de uma junta de freguesia e, Veiga já não podia «esconder» por mais tempo tais aldrabices.
Verdade?
3.ª - Por último, e como dizem os inglês, «the last but not the least», a «saída» do casal de directores terá única e exclusivamente a ver com mais umas promoções pessoais além fronteiras, ou seja, viagens para a capital do capital do reino.
Será???
Esclareçam!!!
Ou será que a novela nunca terá fim e transformar-se-á numa mera peça de teatro da comédia de cordel?
O tempo o dirá!!!

terça-feira, agosto 11, 2009

Importa-se de repetir?

É bom ter memória.
Ou será que NÃO???

segunda-feira, agosto 10, 2009

Ferreira Leite apresenta programa do PSD

Candidata a 1.ª ministra?
Será?

sexta-feira, agosto 07, 2009

A bolha tóxica

À cidade da Guarda já chegaram os tempos de aplaudir de pé todo o anúncio de obra, por mais estapafúrdia que seja. Em tempos de crise e, principalmente, em época de pesca – ao voto - o preenchimento de espaços em branco, voltam a ser tema de propaganda. O aplauso, com ambas as mãos mas, na maioria das vezes com o sinal da subserviência, bacoca e parola, própria dos que a tudo estão dispostos para se banquetearem no repasto dos dinheiros públicos e, das promessas de emprego, agudizando-se na consciência dos contrastes do anúncio de desenvolvimento e, principalmente, na acção cívica dos cidadãos.
Depois, surge o medo, que se instala como se de uma da pandemia se tratasse.
Medo de denunciar; medo de dizer; medo de fazer; medo de participar.
O medo instalou-se, definitivamente, nas consciências, atitudes e actos de muitos cidadãos do concelho da Guarda. Mas, também, obriga a que outros, quando necessitados, se obriguem a prestar vassalagem ao reizinho; se obriguem a estender a mão como se de uma caridadezinha se tratasse, e não do direito a que cada um ou a cada instituição lhe assiste de receber o que lhe é devido.
O futuro conjuga-se com o tempo e o modo do verbo amordaçar. É um presente de indicativo, imposto mas, de todo, um futuro com um indicativo na hipoteca de duas ou mais gerações. Será legítimo condenar, as gerações futuras, às patéticas opções de despesismo dos senhores do poder de hoje?
Vergonhoso!
Como disse António Sérgio, importa abrir as largas avenidas da discussão, num tempo dominado pela moda do acervo do quero, posso e mando.
Só que as avenidas que se abrem nada têm a ver com a discussão aberta das ideias mas, cada vez mais, com os interesses, dos mais variados campos e índoles tão díspares que vão desde os urbanísticos, financeiros, da saúde, da educação, da justiça todos eles corrosivos e tóxicos. Assiste-se à ofensiva ideológica quer da direita e, noutros casos, à troca de roupagens de um passado bem presente, como se nada tivesse acontecido, contra as metas sociais, por enquanto, ainda só consagradas na Constituição da República Portuguesa.
São os exemplos de sempre, de uma linhagem do poder central, complementados, alinhados e projectados numa maioria de mais de trinta anos na Câmara da Guarda.
Esquecem-se de dizer, nos ad eternum anúncios, que o futuro não se compadece com práticas com cheiro a naftalina, usadas e gastas. Essas, felizmente, pertencem anímica e funcionalmente ao domínio degradado do arqueológico, por mais revisitado e tentado, nas mais variadas roupagens.
Em travessão duplo no modal discurso da retórica da inoperância, salta apenas aos olhos os tempos da campanha, para quem ainda quer morder este podre engodo.
Neste tempo, era premente que todos os cidadãos dessem o seu contributo à discussão do futuro do concelho. Como disse Antero de Quental não se pode viver sem ideias, assim também o pensamos.
Ideias que possibilitem a renovação da democracia com debate ideológico que perspective um futuro diferente para o concelho. Sem ameias nem amarras às concepções e interesses de alguns em prejuízo de muitos.
Que se devolva a cidade aos Guardenses. Que se possibilite a cada cidadão a ter ideias sobre o seu bairro, a sua avenida, a sua cidade. Uma cidade, uma praça, um bairro também educam. Que o orçamento da Câmara seja participativo, aberto à discussão dos cidadãos e não elaborado nos gabinetes onde os interesses individuais e corporativos determinam a vida das pessoas. Que haja rigor e transparência em todos os actos camarários, combatendo de uma vez por todas a especulação, corrupção, concursos feitos à medida das entradas pela porta do cavalo ou da égua.
Que se respeite, com a devida dignidade uma HISTÓRIA de mais de oito séculos. Que se acabem com os vergonhosos atentados ao património cultural, histórico e humano. Que se veja em qualquer cidadão não um número mas um ser humano, com direitos, principalmente o da sua inclusão social, independentemente da sua cor da pele, estrato social, opção política, religiosa ou sexual.
Como temos memória, lembramo-nos das promessas não cumpridas e dos projectos e metas não alcançadas, por inoperância, inércia e inépcia instalados. Mas, também lembramos o muito que foi mal feito e prejudicou, irremediavelmente, nalguns casos, a vida dos Guardenses. A mediatização do acto eleitoral antecede, no discurso directo, o invocar do interesse público: «graves problemas de degradação, desadequação estrutural e organizacional e deficiências de construção as quais exigem uma intervenção profunda e imediata». Claro que sim!! Só que a solução não é nem NUNCA poderá ser a delapidação do que é público. Isso NUNCA!!!
Houve alguém que definiu o mérito associado a insectos que se fingem mortos, para não fazerem nada em “demasia”.
Começamos a ser assíduos de um sentimento de aversão ao timbre arcaico, que pesa no fatalismo da interioridade. Começamos a ser assíduos de um sentimento de revolta contra esta coisa barulhenta e esganiçada do oblíquo anúncio cheio de brilho e descaradamente paralisante e estéril que abruptamente nos conduz ao precipício.
Basta!

(artigo publicado no jornal «O Interior», a 6 de Agosto 2009)

domingo, agosto 02, 2009

A fraude do século

A SLN - sociedade detentora do Banco Português de Negócios - vendia acções suas a alguns "amigos" para depois as comprar mais caras aos mesmos "amigos", garantindo, logo no início do negócio, "um lucro chorudo e sem qualquer risco".
Ao que tudo indica, Cavaco Silva foi um dos "amigos" beneficiados.

A principal novidade prende-se com o esquema da compra e venda de acções da SLN, que garantia a alguns accionistas a recompra a prazo das suas acções com uma mais valia fixada logo no início do negócio. As acções eram compradas à SLN e novamente vendidas à mesma SLN por um preço superior ao da compra.

De acordo com um accionista as condições eram "receber o capital investido acrescido de um rendimento líquido nunca inferior a 5%, livre de impostos, contabilizado desde 28/06/2006 [dia da compra] até ao dia da venda, sem qualquer penalização".

"Este negócio garantia aos accionistas um lucro chorudo e sem qualquer risco, obviamente remunerado com taxas superiores às praticadas à época noutras aplicações financeiras."

Cavaco Silva esteve envolvido
Este esquema era reservado a "amigos", ou seja, apenas a alguns administradores, accionistas ou clientes.
Cavaco Silva e a sua filha estiveram envolvidos.
Em carta de 2003 à SLN, Cavaco «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.
Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos.
Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (porque não eram transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que as queria vender, se aparecesse algum comprador para elas. Mas o comprador apareceu, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado."

Face a todo este regabofe pergunta-se:
"Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que foram compradas? À própria SLN? A algum accionista? Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção ? E porque quis a SLN Valor recomprar as acções? Porque tinha poucas? E como fixou a SLN valor o preço da recompra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 140% em dois anos? Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções da empresa terem «valorizado» 140 %?"

Quem responde??
O vitinho, o dono do Banco de Portugal, senhor todo-poderoso, saberá a resposta?
Como é o último a saber de tudo, desconfia-se.....

Venham mais cinco

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d’aquém e além-mar
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei
A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei
A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar