quinta-feira, setembro 18, 2014

Uma educação que muitos querem de volta


A aprendizagem, qualquer que ela seja, formal, não-formal e informal, deve possibilitar a que todo e qualquer cidadão participe, activamente, na vida da sua comunidade, e nas tarefas sociais, políticas e culturais.
E neste início de ano lectivo que tal fazer sentir e dialogar com os alunos, a necessidade de aprender na perspectiva de transformação - transformação desde logo do ser, do fazer, do sentir e do viver.
Pois…
Provavelmente, haverá por aí muita gente que preferiria um ensino do tipo transmissor de «conhecimentos», de atitude passiva e receptiva, por parte dos alunos.
Um ensino à antiga…
Uma EDUCAÇÃO BANCÁRIA, POIS ENTÃO...

O respeitinho é muito bonito. 
De nada vale a luta e a revolta. 
A situação versus o reviralho. 
O calado vai longe. 
Cada macaco no seu galho. 
Está cá para executar e não para pensar. 
Cada um é para aquilo que nasce. 
A ordem natural das coisas. 
O chefe não lê o jornal, estuda-o. 
Mãos nos bolsos são sinal de inércia. 
As casas de banho das fábricas têm latrinas em vez de sanitas porque um operário fez-se foi para ter força nas pernas. 
Manda quem pode, obedece quem deve. 
Os botões das camisas fizeram-se para estarem abotoados. 
O chefe tem sempre razão, art.º 1. Em caso de dúvida aplica-se o art.º 1. 
Orelhas baixas e bico calado.
E podíamos continuar neste registo até amanhã.
Um vómito:
"A praxe ensina-nos que na vida há uma hierarquia natural e que nós vamos ter de aceitá-la, ensina-nos a respeitar essa hierarquia."
 "A besta não respira, a besta não tem direitos, a besta deve obedecer sempre ao padrinho..."
 "Sim, não foi fácil, às vezes é necessário fazer um esforço para não chorar e largar tudo e ir para casa. 
São sacrifícios fáceis, que tive de ultrapassar. 
Mas afinal de contas o que é que o futuro nos aguarda? 
Não há um Governo que nos calca tantas vezes, uns bancos que nos tentam lixar? 
Não tem um adulto que fazer tantos sacrifícios?!"
É isto que queres?
BARDAMERDA E CALADINHOS!