Sou dos que pertencem a uma geração que teve o privilégio de poder comprar o Diário de Lisboa, ler um Mário Castrim, que causticamente criticava uma televisão bacoca, que embrutecia a população.
Castrim era, sabíamo-lo bem, um comunista convicto.
Que importava?
Sabia escrever e fazia-o com mestria.
Até sempre Castrim e, já agora, obrigado pelo que nos ensinaste mesmo, já na altura não concordando, politicamente contigo.
Mas isso não era o importante.
Importante foi que NUNCA QUEBRASTE!!!
Fica a tua postura frontal.
Obrigado.
A fábula do tigre esquecido
Estava o tigre doente
coisa que sucedia raramente
Os seus vassalos todos
todos se desfaziam em bons modos.
Não faltavam visitas
ofertas esquisitas
cartas, mil, telegramas, mil honores
e flores, flores, flores….
Dizia o tigre aos seus botões doirados:
«Quanta dedicação
Vassalos bem amados
À causa da Nação!
O amor que eles me têm!
Afinal, a doença foi um bem.
Só assim pude ver
O que nunca chegara a perceber:
Com uns vassalos tais e tão bacanos
Minha memória vai durar mil anos»
(…Lá vinham, as visitas
oferendas esquisitas
cartas mil, mil honores
e flores, flores, flores…)
O que ninguém esperava, sucedeu:
O Rei Tigre morreu.
Julgava-se que estava engripadote,
Enfim, constipadote
Perdia forças – e em manhã de brumas
Ficou quietinho e sem forças nenhumas.
«Um tigre, um tigre morto
- disse alguém consigo
Não dá conforto
E não dá perigo»
Assim pensaram todos, se não erro:
Ninguém foi ao enterro,
foram dar vassalagem nesse dia
à Raposa Real que sucedia
e viu-se que levavam nas visitas
ofertas esquisitas
cartas mil, mil horrores
(desculpem!) mil honores
e flores, flores, flores….
Esta é a história verdadeira de um
tigre que se vestiu de eternidade.
Sonhou mil anos, não teve nem um.
Quem é que dele sente uma saudade?
Só a bondade os tempos atravessa.
Quem tiver garra
em vida pode tocar bem guitarra…
mas esquece depressa.
Mário Castrim
PETIÇÃO por uma ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONTRIBUINTES FISCAIS, aqui .
Assine, para o BEM DE TODOS.
Mas, se não bastasse a engorda à custa dos dinheiros públicos.....
Há muito a dizer a respeito de contratos de trabalho, remunerações, horários….. os recibos de vencimento que exibem valores superiores ao que é pago… a devolução, em dinheiro, do montante correspondente ao subsídio de refeição… os horários que apresentam uma “face oculta”, havendo muitos em que são impostas actividades lectivas na componente não lectiva… as (muitas) horas de trabalho “à borla”… as professoras que estiveram de licença de maternidade e entregaram ao patrão o cheque da Segurança Social que receberam quando regressaram ao serviço… os registos biográficos que não correspondem à assiduidade dos docentes: uns por defeito, outros por excesso… as actividades pagas pelo ME que também são pagas pelos pais mas que não são pagas aos professores que as desenvolvem…
ISTO CHAMA-SE ESCRAVATURA!!!
IDADE MÉDIA...aliás em tudo correspondente ao próprio ensino ainda hoje por lá leccionado...escolástico, espartano e ariano puro.