terça-feira, janeiro 27, 2026

Senhor Morgado - parte II

Sobre o apoio de Cavaco, diz o Morgado.
"Cavaco expressou numa nota à Lusa boas razões, disse que a chefia do Estado, Presidente da República, implica sobretudo num contexto internacional muito adverso, pessoas com bom senso, pessoas credíveis no plano internacional". Na opinião do Morgado, um tipo de argumento que pode ser invocado quer à esquerda (??) quer à direita(??). Mão no pêlo da múmia? Mas a múmia não tem pêlo. Para logo a seguir o Morgado atiçar o lume. Morgado diz isto: "Tal como eu (Cavaco) já escrevi no meu livro de memórias sobre o tempo da «troika», António José Seguro tinha qualidades honestas e simpáticas". Mas o Morgado não desarma e atira mais cavacas para a lareira. "Eu (o Morgado) que li o livro de Cavaco tinha uma vaga recordação de que ele (Cavaco) não tinha dito só isso de António José Seguro". Diz lá, Morgado, o que escreveu o Cavaco: "Não foi fácil conversar com uma pessoa muito desconfiada, muito sensível e uma fraca noção das realidades europeias". E acrescenta o Morgado "isto já era mau"! Mas o pior vinha já a seguir. "Um líder partidário simpático e correto nas conversas, mas que perante os problemas se revela inseguro, medroso e sem capacidade de liderança. Se António José Seguro ganhar as eleições, em 2013, será um primeiro-ministro fraco escreve Cavaco". Que grande pancada, Seguro. Cuida-te com esta gente. A hipocrisia é o lema deles. Dizem que votam em ti e depois mudam de opinião quando estão a sós na cabine. Lembrar que cada um só vale, se valer, um voto. (Continua).