E a tal «limpeza» que um canalha dizia ir fazer se os portugueses lhes dessem essa hipótese, já começou nos lugares onde o partido da extrema-direita se alicerçou.
Lisboa é o exemplo mais recente.A namorada do vereador do vomitativo partido "Chega" na câmara de Lisboa, criminologista de formação, foi indicada pelo companheiro e nomeada pelo presidente da câmara, Carlos Moedas, para integrar a direção da associação responsável pelos cuidados de saúde e apoio social aos trabalhadores municipais.
Criminologista tem tudo a ver com cuidados de saúde e apoio social. Claro que tem, então não tem?
Atente-se que o Moedas nomeou a namorada do deputado.
Não vos diz nada?
De acordo com informação divulgada anteriormente pela revista Sábado, esta nomeação terá integrado as condições impostas pelo Chega para viabilizar o orçamento municipal.
O tal «não é não» é só conversa da treta.
Estou ainda mais esclarecido.
Nem vou comentar factos anedóticos de portas fechadas, proibições de participar em reuniões, etc...
Como se tudo isso fosse anormal num partido fascista.
Mas há mais e muito mais, já para não falar no resto do país.
Ainda na Câmara de Lisboa, a filha de Carlos Magno Magalhães, secretário-geral adjunto e coordenador autárquico do Chega, foi contratada como jurista para o gabinete do vereador.
Outro caso descrito como particularmente controverso envolve Maria Delfina Leite, cabeleireira de profissão, que celebrou um contrato para prestar assessoria ao vereador do Chega na área dos espaços verdes. No mesmo gabinete, foram ainda identificados pelo menos quatro antigos candidatos do partido.
Uma cabeleireira a tomar conta de jardins. Nada a estranhar é tudo uma questão de pentes para carecas e escovas para pêlos.
Depois das eleições presidenciais, o «chefinho» vai falar do assunto.
